MICE BUSINESS

MICE BUSINESS

Sidney Alonso e a elegância do incentivo

Sidney Alonso e a elegância do incentivo

Este canal é patrocinado por
Este canal é patrocinado por
); ?>


10 de Fevereiro de 2022

Sidney Alonso é um homem elegante. Não só na atenção que dedica às pessoas como também pela posição ocupa no principal escritório de representação de DMC (Destination Management Companies) na América Latina, a Avant Garde - The DMC Experts, da qual também é fundador.

Investidor e empreendedor focado na indústria de viagens da América Latina e organizações do mercado Mice (Meeting, Incentive, Conferences & Exhibitions), Sidney é presidente do Site South América e curador da América Latina para a inVoyage.

Leia também: Bruno Reis vai lá e faz

Recentemente lançou em Las Vergas o Opera, um grande guia com informações para viagens de incentivo que apresenta ideias e informações práticas de mais de 28 países e 71 cidades ao redor do mundo. A publicação com mais de 500 páginas traz detalhes de venues para eventos, roteiros e dados sobre hospedagem, carros, experiências e tudo que as agências e os clientes precisam saber para promover viagens de incentivo pelo mundo.

Aqui, Sidney Alonso e o mercado de incentivos em 5 perguntas:

1. Quais as expectativas de negócios para o mercado de incentivo este ano?

Os negócios estão retomando com bastante intensidade. A expectativa é muito boa para este ano. Em janeiro os negócios já começaram a aparecer e tivemos duras operações, uma com 80 pessoas para a Dubai e outra com 48 para a Turquia. Isso é surpreendente porque janeiro é tradicionalmente um mês que não tem operação de incentivo. Já para fevereiro temos em andamento uma outra grande operação para as Maldivas e alguns outros grupos também começam a se movimentar. Claro que ainda ainda tem um problema relacionado ao Ômicron, e nós tivemos alguns passageiros que testaram positivo antes de voltarem ao Brasil e tiverem de ficar de quarentena mas são casos isolados. Entendo que nesta altura do campeonato as empresas também já estão pensando que "precisamos seguir a vida”. E isso está sendo uma tendência, temos muito negócio que ficou parado em 2020 e 2021 e que este ano vai ser retomado. Devem acontecer alguns atropelos com negócios sobrepostos, mas esse é um problema bom de resolver. Não faz mais nenhum sentido ficar paradão, então estamos bem satisfeitos neste momento.

2. A Avant Garde ainda mantém as capacitações online, como funciona?

Não estamos com as capacitações online neste momento.

3. A representação da Colombia em Colores segue ativa? Que diferencial tem em relação a outros países da América Latina?

Sim, continua. Infelizmente ainda não conseguimos transformar esta representação na forma produtiva como gostaríamos em função da pandemia, contudo, neste momento temos uma quantidade já grande de solicitações e vejo as coisas começando a ganhar corpo. Está ativa nossa parceria e em breve devemos ter a visita do pessoal da Colômbia aqui no Brasil e vamos fazer algumas atividades individuais com os clientes para tentar inspirar um pouco mais com este destino tão próximo de nós. 

O diferencial que ele tem em relação a outros países da América Latina é principalmente a diversidade geográfica. Com exceção da Argentina que é um país com uma diversidade muito ampla na América do Sul, a Colômbia também tem diversidade com o Caribe colombiano, o Pacífico Colombiano, nós temos a região de serra, a zona cafeteira e a zona Amazônica. Ou seja, é um país extremamente diverso, extremamente amplo no sentido de contrastes e tem uma história muito rica. Se pegar, por exemplo Cartagena, foi uma cidade importantíssima para o comércio dos colonizadores espanhóis até o século XIX. Foi importante como porto de mercadorias e manteve as suas características arquitetônicas e o seu "casco antigo" e isso é impressionante e tem uma beleza a ser explorada muito grande. Tem comida de alta qualidade, boa hotelaria e é país muito bem posicionado, com uma malha área muito boa, oferecendo as conexões que precisamos. Acredito que Colômbia tem, pela proximidade com o Brasil, e também pela diversidade de alimentação, e infraestrutura, tem um grande potencial de vendas, e é um destino para ser considerado para o incentivo um pouco mais curtos, para viagens com duração menor. Faz bastante sentido considerar a Colômbia como um destino importante na América Latina, assim como Chile, Argentina e outros destinos próximos de nós.

4. Atualmente que fatores atrapalham e facilitam o desenvolvimento de negócios das DMCs? 

O que mais atrapalha hoje o desenvolvimento dos negócio das DMCs, vou se bem sincero, pós-pandemia, é a escassez de mão de obra qualificada uma vez que muita gente deixou o mercado de turismo neste período de dois anos. Tivemos redução grande no número de profissionais da nossa área, muita gente que migrou para outros trabalhos, outros segmentos e agora, com o retorno dos negócios, as empresas estão sentindo muita dificuldade em conseguir trazer gente qualificada e com experiência no negócio

Quer dizer, qualificada até tem, mas com experiência no negócio, isso é mais difícil. Então este problema precisa ser administrado e cada um está fazendo da melhor forma e isso não é exclusivo no Brasil e sim da América Latina como um todo. Temos também questão relacionada aos vôos pois nossa oferta ainda é pequena e isso dificulta fazer grandes grupos ou grupos que tenham saídas sequenciais. Então, as frequências aéreas ainda estão um pouco rompidas, precisamos retomar a malha e expandir isso. Temos ainda dois pontos que carecem de ser resolvidos e que estão acima da curva, no meu entendimento:  um é a tributação para remessas internacionais que é um ponto difícil de ser administrado e que afeta diretamente o mercado brasileiro e que, logicamente está trazendo dificuldade para as agências que operam neste setor. E tem ainda a questão cambial que teve um aumento significativo do custo final uma vez que há uma valorização do dólar americano em relação a nossa moeda e em relação a outras moedas internacionais como um todo e que de certa forma encarece o incentivo que é feito para fora. 

Já do ponto de vista de facilitar, acredito que há uma mudança bastante significativa acontecendo que é a diminuição do tamanho dos grupos, o que ajuda muitas vezes a encaixar em um grupo maior de destinos e de hoteis e possibilidades internacionais. E há também uma busca por simplicidade e autenticidade nas viagens, o que facilita a produção do incentivo. O que as pessoas consideravam luxo de forma até ostensiva até dois anos atrás, está sendo trocado por algo mais experiencial, mais transcendental, isso tem mudado o espírito da viagem e de uma certa forma até ajuda a abrir o leque de expectativas.

5. Como está a repercussão do Opera?

Repercussão espetacular. Ele é um grande manual de incentivo, impresso, com mais de 500 páginas. Fizemos uma tiragem de 300 exemplares, sendo 130 em espanhol distribuindo aos clientes de Argentina, Chile, Colombia, México e os principais mercados geradores de incentivo para os destinos que representamos. E fizemos 170 livros em português que estão sendo distribuídos ainda para agências de incentivo e agências de comunicação que trabalham no segmento de incentivo. Temos um objetivo de enviar para mais de 60 clientes finais aqui no Brasil também, que estão acostumados a trabalhar com incentivo.

Todos ficam surpresos primeiro com a quantidade de informações e também com a qualidade de atualizações do que está sendo apresentado. Além do conteúdo técnico abrangente. Foi um trabalho muito amplo e detalhado. Para ter uma ideia, dos mais de 300 hotéis que estão catalogados em todos os destinos, tivemos o cuidado de perguntar e re-checar quantos apartamentos twin, com duas camas, cada um desses hotéis tem. Essa pergunta é porque a gente sabe que os grupos de incentivo trabalham com apartamentos duplos e fomos atrás de enumerar também a capacidade de público em todos os venues apresentados. Fizemos trabalho de pesquisa sobre os veículos que são utilizados em cada destino e sua capacidade de passageiro, marcas do veículos, enfim, tudo. O Opera é, além de um material inspirador, para trazer referências, ele é também um material técnico que pode ser aproveitado de maneira bastante extensa pelas agências. Ele também está online e disponível para quem se cadastra e gera senha para acesso posterior. Dentro do acesso estamos criando subgrupos onde é possível descer e download por pedaços do conteúdo, de acordo com a necessidade. Agora vamos começar a trabalhar com algumas capacitações em cima do material que publicamos e logicamente vamos fazer uma atualização na medida do necessário.  Tomou 10 meses na produção entre o tempo da pesquisa e conseguir colocar produto na rua e sua publicação nos dá a possibilidade de conversar com todos os públicos que tenham interesse em viagens de incentivo. E isso faz diferença na execução do nosso negócio.

Tags: Entrevista incentivo melhores-da-semana micenopromoview micebusiness rosedealmeida dmc