MICE

O desafio das viagens de incentivo durante a travessia do Covid-19


15 de Dezembro de 2020

Sempre fui extremamente planejado. Principalmente nas viagens que faço ou organizo, para minha família ou meus clientes na um.a Incentivos

Mas a realidade mostra que tentar ser previamente organizado faz parte do passado.  E daí percebemos, que a forma como preferimos ou gostamos de fazer as coisas já não importa tanto. 

Cada vez mais é preciso pensar de forma coletiva. Estamos assistindo a uma crise de saúde global que coloca, pela primeira vez, de verdade, o Ser humano no centro e como prioridade de tudo. 

Prova disso é que para aceitar o convite do Grupo Marriott para esta “viagem educacional” para Cancún, no México, tive que fazer acordos e ter a autorização de minha família, e não da viabilidade de um negócio, ou de algum cliente da agência, como era anteriormente.

Neste momento de travessia, tudo é diferente. Os grupos são pequenos, os objetivos das viagens são diferentes e as atividades cada vez mais personalizadas. 

Mas o que mudou mesmo foram os protocolos: Toda a prioridade é a saúde e a segurança do Ser humano. Por este motivo, nada mais correto do que chamar esta viagem de uma jornada de educação para podermos aprender a como nos comportar nestes novos tempos de viagens corporativas.

Em primeiro lugar, o time corporativo do Marriot estabeleceu que era preciso que o grupo estivesse saudável para poder viajar e compartilhar momentos juntos (estávamos em um grupo de 5 empresas convidadas, formado pela um.a, Flytour, TSB, Incentivare e Mondo). 

Os requisitos básicos eram que nenhum dos participantes tivesse viajado para outros países nos últimos 14 dias, que todos testassem negativo no exame PCR/Covid, e que todos declarassem sintomas saudáveis nos intensos questionários aplicados pelo hotel e pela AeroMéxico, também hostess desta experiência.

Por este motivo, pela primeira vez, só pude arrumar a mala, ou ter certeza da viagem, na véspera da data do embarque, e só após receber o resultado do teste negativo do Covid-19. 

Naquele momento, o sentimento de alívio e excitação em viajar, se misturava com o receio de fazer uma viagem internacional neste momento complicado, visto o aumento dos casos da pandemia em todo o mundo.

No dia do embarque, no aeroporto, muitas constatações destes novos tempos: A primeira surpresa foi boa. Não encontrei filas para despachar a bagagem, passar pela segurança ou pela Polícia Federal. 

Legal também ver que – por coincidência, logo ali, em frente do embarque da AeroMéxico no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, existia um grande quiosque, com fila média,  para o teste de PCR para detecção do vírus em apenas 4 horas (bom verificar, pois dizem que pode atrasar). 

Muito legal, pois esta questão do teste ainda é complicada e nem sempre de fácil acesso, mesmo estando em uma cidade como São Paulo.

Ao entrar na parte interna do Terminal Internacional da maior cidade da América Latina, mais surpresas: Meu voo para cidade do México era às 10h30 da manhã e naquele horário, pasmem, era o único voo ativo em todo Terminal 3 de Cumbica. Por isso, a parte ruim: A maioria das lojas estava fechadas, assim como 100% de todas as salas VIPs, que nestes tempos, elas só abrem nos períodos da tarde e noite.

Ao entrar no avião, nossas temperaturas foram medidas. Nosso voo estava relativamente vazio, por isso os assentos do meio não foram utilizados. 

Durante o voo, álcool gel era distribuído antes de todas as refeições. Nunca usei uma mascará por tanto tempo seguido. Praticamente 9 horas entre São Paulo e a Capital do México. E depois, mais duas horas até Cancún. 

O ponto de atenção aqui são as toaletes. Mas como não dá para escovar os dentes de máscara, precisei assumir o risco, e como na parte da alimentação, tirei a máscara.

Ao chegar no México, um pouco de fila na imigração, não pelo volume de pessoas, mas pelas exigências intensificadas por conta dos detalhes observados com mais rigor pelas autoridades locais. 

Mesmo pertencendo a um grupo oficial de turismo, tivemos que mostrar reservas de hotéis e roteiro para que liberassem nossa entrada.

Infelizmente aqui, o mundo digital ficou devendo para a impressão de papéis, quase que exigidos pelas autoridades alfandegarias locais. Mas insistimos na sustentabilidade dos dados virtuais pelo celular e tudo foi resolvido.

Já fora do aeroporto, fomos recebidos calorosamente pela equipe do transfer e do hotel. Para mim, os mexicanos sempre foram exemplo de carinho e hospitalidade, mas agora, pareciam ainda mais solícitos e emocionados com a nossa presença. 

Estamos todos muito saudosos com a possibilidade de voltar a encantar e surpreender os clientes com nossas viagens de incentivo.

Já instalados no confortável e “luxury” JW Marriott, observei como as grandes redes estão inovando para assegurar a saúde de seus hóspedes. 

Pelo celular é possível fazer o check-in e abrir a porta de seu apartamento. Nosso celular também virou o controle da TV do quarto ou acesso ao room service do hotel. 

O Marriot, assim como outros hotéis, aproveitou o período de baixa demanda para capacitar os seus colaboradores em relação aos protocolos de saúde. 

Por este motivo, a rede foi a primeira em Cancún a receber o certificado de hotel seguro para os hóspedes, segundo as autoridades sanitárias locais.  

Todos os serviços de apoio a eventos estão adaptados e com foco prioritário na segurança das pessoas. Neste dia em que estou escrevendo esta matéria, por exemplo, o almoço foi na área das piscinas do resort, e cada grupo de 2/3 pessoas, recebeu uma cesta de piquenique para desfrutar enquanto curtia em privacidade o estonteante visual azul do mar do Caribe.

No mais, preciso contar da emoção de todos os profissionais envolvidos nesta corajosa operação do Marriot. Foi emocionante ver a alegria nos olhos e a performance orgulhosa de todo o staff da área de eventos corporativos do hotel, dos garçons, artistas, técnicos de som, profissionais de transfer e outros tantos serviços terceiros contratados para nos receber em Cancún. 

Nossa indústria é poderosa e emprega muita gente. Que bom que aceitei o convite de viajar e ver que estamos conscientes e prontos para retomar, com responsabilidade, nossa atividade profissional de entreter, capacitar e motivar as pessoas e os negócios a partir do live marketing.

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