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Clientes exigem que grandes marcas retirem suas operações da Rússia

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10 de Março de 2022

Os consumidores estão apelando para que a Coca-Cola e o McDonald's retirem suas operações da Rússia, e estão recebendo muito apoio.

No Twitter durante o fim de semana, as hashtags #BoycottCocaCola, #BoycottPepsi, e #BoycottMcDonalds entraram nos trendig topics.

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Após a invasão da Rússia na Ucrânia, muitos clientes se comprometeram a não consumir os produtos de empresas que fizessem negócios com a Rússia.

 

Depois que o presidente russo Vladimir Putin lançou um ataque militar na Ucrânia há apenas 10 dias, várias outras marcas, incluindo a Apple e a Netflix, cessaram suas operações no país.

Apesar disso, muitas empresas de alimentos e bebidas têm permanecido em silêncio sobre o assunto e continuam a operar na Rússia.

Apesar disso, o aumento da pressão sobre McDonald's, Coca-Cola e PepsiCo por parte dos políticos e usuários das redes sociais tem colocado as empresas em maus lençóis.

Três redes de supermercados ucranianas já declararam que os produtos da Coca-Cola serão retirados de suas prateleiras.

Umas delas, a Novus, disse na última sexta que produtos da marca como Coca-Cola, Fanta, Schweppes, e a água mineral BonAqua não serão mais vendidos, dizendo que a companhia continuou trabalhando ininterruptamente para "o invasores com força total".

"Nossa rede de supermercados não trabalhará mais com Coca-Cola, que continua a operar no território do agressor", disse a Novus em uma declaração no Facebook.

"Todos os produtos associados com a marca estão sendo descontinuados".

Outro varejista, o Fozzy Group, divulgou que também irá remover produtos das prateleiras das lojas.

"Nós removeremos todos os produtos das prateleiras da Silpo, Fora, FOZZY Cash&Carry, lojas Market super Thrash  e vamos interromper as entregas a partir de hoje", declarou a companhia.

De acordo com a Reuters, o corregedor do Estado de Nova Iorque, Thomas DiNápoli, escreveu uma carta na sexta incitando as empresas a repensarem seus negócios na Rússia pois eles enfrentam "crescentes riscos legais, comerciais, financeiros e operacionais, de direitos humanos e de pessoal".

"Vários riscos de investimento associados ao mercado Russo "seriam reduzidos, suspendendo ou encerrando os negócios na Rússia", acrescentou DiN?poli.

Ele também declarou que isso contribuiria para "condenar o papel da Rússia em basicamente acabar com a ordem internacional".

Ikea, Spotify e Nike são apenas algumas das grandes marcas que cortaram laços com a Rússia recentemente. A vodca russa foi retirada das prateleiras de mercearias como Publix e Kroger.

“Se o McDonald’s e o Starbucks continuarem vendendo na Rússia, um boicote internacional de seus produtos deve ser incentivado”, disse o político britânico John Mann em um tweet, ecoando as palavras de DiNápoli.

As pessoas têm criticado as franquias nas mídias sociais.

Um usuário do Twitter escreveu: “Vou boicotar o McDonalds [sic] até que ele pare de fazer negócios com o criminoso de guerra russo”.

Com uma foto de um McDonalds russo, outro usuário escreveu: “Adivinhe quem está fazendo negócios normalmente na #Rússia não é surpresa #BoycottMcDonalds”.

“Vamos começar essa festa.” Outro usuário respondeu dizendo: “Boycott McDonald’s”. “Podemos todos abrir mão de hambúrgueres em vez de ucranianos?”

O McDonald's e a Coca-Cola ainda não responderam aos pedidos de comentários feitos por diversos veículos de imprensa. 

Tags: pepsico mcdonalds coca-cola melhores-da-semana russia ucrania