LIVE MARKETING

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As festas juninas no live marketing

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2 de Julho de 2022

Finalmente, após dois anos de isolamento e restrições por conta da pandemia de Covid-19, as Festas Juninas voltaram com tudo neste mês de São João.

As comemorações de São João, que já tinha um impacto fundamental na economia antes da pandemia, principalmente dos estados do Norte e Nordeste, devem ter um resultado ainda melhor neste ano, com a tão esperada volta dos eventos presenciais.

Leia todas sobre festas juninas 

Com algumas das maiores festas juninas, como o São João de Campina Grande, que é considerado o maior São João do mundo e acontece durante cerca de 31 dias no Parque do Povo, no centro da cidade paraibana, além do São João de Caruaru, realizado durante todo o mês de junho, entre outras festas, dos mais variados tamanhos e formatos, é natural que as marcas e empresas desejem se associar às celebrações.

Assim, além de apostar no simples lançamento de produtos e promoções, muitas empresas têm se associado a agências para produzir ações de live marketing e brand experience. Por isso, o Promoview falou com algumas agências e profissionais para saber como foi esta volta das festas juninas e seu impacto no mercado de live marketing.

Para Chris Bradley, sócio fundadora da Batux, as festas regionais também vieram com toda força e acabaram tendo um prazo apertado para planejamento e execução, ainda devido à liberação tardia da pandemia. Ela revela que a Batux teve apenas 45 dias para vender, criar, planejar e alinhar tudo com seus clientes e que, normalmente, a agência começa a vender estas festas no final do ano.

“Cada marca tem uma necessidade e o mais importante é que a agência tenha conhecimento profundo nas festas regionais. A Batux trabalha nestas festas há mais de 13 anos e, por isso, consegue customizar as cotas de forma diferenciada. O nosso cliente tem uma visibilidade muito grande com custo mais atrativo. Envolvemos totalmente este consumidor que vai ficar com o recall da marca não só no momento da festa, mas durante o restante do ano”, declara.

Entre as ações que a Batux realizou nesse mês de festas juninas, Bradley destaca as ativações para Maggi, em Caruaru e Campina Grande e Consul, com camarote de relacionamento em Campina Grande.

Chris Bradley, sócio fundadora da Batux. Foto: Divulgação

“As marcas queriam fechar o patrocínio, mas realmente ficou muito apertado o prazo de produção”, conclui.

Na opinião de Milton Santana, CEO da MS Marketing, é certo que foram 2 anos bem difíceis para toda a cadeia produtiva ligada aos festejos juninos e, uma vez que são eventos muito importantes para a cultura, o turismo e para a movimentação econômica que gera, este retorno é festejado em larga escala.

Milton Santana, CEO da MS Marketing. Foto: Reprodução LinkedIn

“Tanto no São João de Caruaru quanto o de Campina Grande, por exemplo, a frequência de público tem batido recordes com mais de 80 mil pessoas nos principais dias da programação, propiciando uma movimentação econômica de mais de 500 milhões de reais durante estes eventos”, aponta ele.

Sobre o tão esperado retorno dos eventos juninos e das ações de live marketing da época, ele ainda destaca que a pandemia desarticulou o mercado.

“Muitas agências reduziram, outras fecharam e muitos profissionais migraram para outras atividades. Estamos num momento de transição para uma retomada mais plena de todo o setor. O povo nordestino é muito caloroso e participativo. Com isto, nas festas de São João as marcas têm no live marketing uma série de ferramentas para uma interação viva, gerando experiências significativas para o seu público. A criatividade do setor é grande e o seu uso com novas tecnologias de contato, criam ativações cada vez mais eficazes. São muitas marcas nacionais e regionais querendo se comunicar através desta celebração da cultura nordestina”, acrescenta Milton.

 

De acordo com Manoel Barbosa, sócio diretor da Mandala Live Mk, em Maceió, o São João teve um belíssimo retorno para o setor de eventos e live marketing, com festas populares promovidas pela prefeitura e pelo estado.

“Várias marcas de telefonia, beleza e bebidas apostaram em experiências nos pontos de venda, com distribuição de brindes, e nos eventos com experiências. A Claro ativou ponto de venda com maçã de amor, a Sesi Escola criou um espaço instagramável para os alunos, a Universidade CESMAC levou o cantor Mano Walter através de holograma em festas, a MRV distribuiu cocada de forno para adoçar o dia dos corretores e a Itaipava ativou no camarote Maceió é Massa”, exemplifica ele.

Segundo Manoel, em Maceió foram criados mais de 4 polos de apresentações artísticas e no dia 24, só no polo de Jaraguá foram mais de 100 mil pessoas.

Em Minas Gerais também os festejos juninos também são tradição, principalmente nas cidades do interior, com a festa caipira que lota as praças das cidades. O retorno deles, de maneira presencial, sem sombra de dúvidas vem agitando a cadeia de fornecedores do setor como um todo. É o que aponta Alexa Carvalho, Sócia e diretora de planejamento e estratégia na ETC & TAL .

Segundo ela, essa cadeia de fornecedores envolve empresas de locação de infraestrutura pesada como palco, som, luz, projeção, locação de equipamentos, brinquedos, entre outros, o que aquece o setor e dá mais oportunidade para a mão de obra que ficou parada nestes últimos dois anos.

“Na capital,  entre os eventos de destaque podemos apontar o Arraial de Belo Horizonte, promovido pela PBH e que acontece no final de julho e apresenta um dos maiores concursos de Quadrilha do Brasil; a Cidade Junina, montada  de maneira cenográfica, com várias opções de lazer, agora no mês de junho pela primeira vez este ano, por um grupo de empresários do entretenimento, e até mesmo o CCBB que este ano montou um Arraial na rua, nos arredores e no pátio interior do centro cultural na Praça de Liberdade. No mais, os festejos do interior são promovidos, por escolas, clubes, Igrejas e prefeituras locais, sem apoio de marcas nacionais, o que pode vir a ser uma grande oportunidade para marcas de alimentos e bebidas, em função do público participante”, ressalta.

Alexa Carvalho, Sócia e diretora de planejamento e estratégia na ETC & TAL Brand Experience. Foto: Divulgação

Já no caso das ações de live marketing, Alexa lamenta que, em BH, somente as marcas de cerveja tem apoiado os festejos, numa aposta do retorno presencial do público a todos os eventos de entretenimento.

“Mas ainda é muito tímida a participação de marcas nacionais e até mesmo locais, no apoio às iniciativas. E há ainda um acúmulo de outros eventos, não relacionados aos festejos juninos, que tem acontecido ainda fora do calendário habitual, o que dificulta encontrar fornecedores e mão de obra adequada para as funções e necessidades desejadas. Praticamente, a capital tem vivido dias de muitos eventos acontecendo juntos a cada final de semana”, finaliza ela.

Tags: live-marketing setor-de-eventos festa-junina sao-joao