LIVE MARKETING

Varejo x Eventos


12 de Julho de 2021

Eventos são encontros de comunidades. Serão híbridos/virtuais com certeza.                                   

Este “hibridismo” vai oferecer possibilidades de expansão das audiências e não será um substituto aos eventos presenciais. Será um complemento tecnológico muito útil.

Hoje vou fazer uma outra comparação para ajudar neste caminho da retomada.

Assim como eu acredito que os organizadores de eventos têm que “ampliar” a sua visão e deixar de serem chamados simplesmente de “organizadores” para obterem o posicionamento de “catalisadores”, eu vou fazer também uma comparação com o “varejo” que em alguns momentos e ações tem muita proximidade conceitual com a área de eventos

Ambos os setores foram afetados em relação as ações presenciais durante a pandemia por exemplo. Mas para não ficar muito genérico eu escolhi um varejo específico para fazer esta comparação. É uma loja que inaugurou o conceito de “external curator” chamada SHOWFIELDS em NYC. 

No varejo tradicional a escolha dos itens a serem vendidos é uma atribuição da equipe de gestão da loja. Sempre foi assim!  Mas no caso desta loja que fica em um bairro supertransado em NYC (perto da Bleecker Street e da NYU) a escolha do que será vendido é feita por curadores externos convidados. 

Um artista, um fotógrafo ou um escritor (sempre neste perfil) escolhe não só os itens que serão vendidos pela loja por um período de 3 meses, como tem também a chance de expor o seu trabalho lá. 

Pensa na fusão de uma galeria de arte com uma livraria mais um espaço cultural e com uma loja permeando isso. E o que isso tem a ver com os eventos? 

Na minha opinião, este é um excelente exemplo de como obter relevância. O que seria uma atribuição gerencial da equipe de gestão da loja (definir o mix de vendas) não é mais feito da forma tradicional. E os eventos deveriam ser inspirar neste desprendimento da SHOWFIELDS

Seja uma feira de negócios ou um evento corporativo (menos em congressos na minha opinião) sempre a equipe organizadora é responsável pelo tema (no caso de eventos corporativos) ou o mix de expositores (no caso das feiras de negócios). 

Na minha opinião, esta função de escolha e definições feitas pelas respectivas equipes envolvidas, pode não ser a forma mais inteligente de ser o mais relevante possível. 

O organizador do evento corporativo pensará no seu fee e o organizador da feira pensará em vender o M2 dos estandes. Eu acredito que na busca da relevância as definições de temas e mix deveriam/poderiam ser terceirizadas com pessoas mais conectadas nos setores de atuação. Tudo isso para garantir que a relevância e o engajamento dos participantes destes eventos sejam a maior possível. 

Você precisa ser realmente um insider para saber o que é relevante ou não em um setor específico. Não conseguimos entender de tudo o tempo todo. Às vezes, para nos reinventarmos, é preciso uma dose de ousadia. Muito necessária no setor de organização de eventos nestes tempos de retomada. 

Se os organizadores não forem obstinados na busca desta relevância as pessoas poderão buscar alternativas. On-line por exemplo. Pode ter um ROI melhor em alguns casos. Mas se você tiver a relevância jogando ao seu favor isso será um grande diferencial. Por que entre as milhares de lojas de NYC eu escolhi a SHOWFIELDS como exemplo? 

Será que eles usam a estratégia de relevância de uma forma inovadora? E os eventos? Seguem sendo feitos da forma como sempre foram feitos? Será que a pandemia não ensinou nada ao setor de eventos? O que precisa mudar na estratégia de organização de eventos Você concorda com a minha opinião? 

E para deixar bem claro: #somosgregários  #eventospresenciaisforever, #colaboraçãoéanossapraia, #futurohíbridovirtual

Afinal, o live marketing não é para os fracos!

 

Fotos: Reprodução.

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