LIVE MARKETING

Significar o organizador de eventos


15 de Maio de 2021

Eventos são encontros de comunidades. Serão híbridos com certeza. Este “hibridismo” vai oferecer possibilidades de expansão das audiências e não será um substituto aos eventos presenciais. Será um complemento tecnológico muito útil.

Se você já organizou qualquer tipo de evento recentemente (durante a pandemia) aprendeu que sem tecnologia não dá para fazer nada. 

Antes da pandemia existia uma preponderância natural para a organização de eventos presenciais, afinal são mais imersivos, permitem a utilização completa dos 5 sentidos humanos e conseguem oferecer oportunidades espontâneas e planejadas de networking. Sempre funcionaram. 

Bom isso até o início de 2020.

Desde então todos os organizadores de eventos passaram por uma reflexão complexa e profunda na minha opinião. Da negação a aceitação em alguns meses.

No início verificamos que os presenciais foram confundidos com aglomerações. Típico erro de quem não conhece o setor. B2C precisa de aglomeração e souberam dar uma pausa. 

B2B se utilizar todos os protocolos existentes não é um causador de aglomerações, é sim um causador de negócios. Feito esta diferenciação podemos notar que o formato virtual veio primeiro para o setor B2C  Atire o primeiro mouse quem não participou de uma live!

Mas este formato tecnológico não possui um modelo de negócio sustentável na minha opinião. Com o recente anúncio da Live Nation (empresa líder do entretenimento ao vivo nos USA) sobre a parceria com a plataforma 'veeps' eu creio que existirá um divisor de águas. 

Todos os shows ao vivo produzidos pela Live Nation nas suas mais de 200 venues serão híbridos. Uma evolução clara e óbvia do modelo das lives e dos shows ao vivo como conhecemos até hoje. 

Na minha opinião esta evolução deles para o formato híbrido demonstra o que todos nós profissionais de eventos devemos fazer. Ressignificarmos a nossa atividade

Não dá para negar que os eventos híbridos serão o futuro. Temos que ajudar o setor a evoluir de aplicações eminentemente táticas para nos colocarmos como alavancadores das estratégias das marcas e empresas. 

Se antes utilizávamos quase que na totalidade o formato presencial hoje temos que entender existe um amplo menu de opções presencial/virtual/híbrido. 

A tecnologia tem que ser a nossa aliada. Não o “inimigo”. Cada evento tem um briefing e cabe aos organizadores de eventos evoluírem para atuarem como catalisadores de comunidades e propósitos. Independente de formato. 

Mas a chance de quase todos os eventos serem híbridos é enorme. Saber entender qual formato utilizar em cada momento será a nossa arte coletiva. 

É uma oportunidade espetacular para todos que estão no setor hoje. Não reclame! Aja! Evolua rápido como a Live Nation. Assimile o golpe se não gosta do virtual. Aprenda a ser um mestre dos híbridos. 

Reze para que os presenciais voltem o mais rápido possível (vacinas!vacinas!vacinas!) e para deixar bem claro:#somosgregários, #eventospresenciaisforever, #colaboraçãoéanossapraia, #futurohíbrido

Afinal o live marketing não é para os fracos!

Foto: Divulgação.

Tags: live-marketing | melhores-da-semana | Paulo-Octavio-Almeida | p-o