ENTRETENIMENTO

‘No Limite’ pode ser um ‘tiro’ no pé dos patrocinadores?


31 de Maio de 2021

O "No Limite" 2021 estreou no dia 11 de maio, prometendo trazer várias novidades para o público. O reality show é apresentado por André Marques, e, uma das novidades desta edição, é que os participantes são todos ex integrantes do BBB.

O BBB21 foi sucesso absoluto na telinha. A emissora faturou alto com os patrocinadores, os brothers foram amados e odiados nas redes sociais, e, o que não faltou, foi muito fogo no parquinho.

Aproveitando o grande interesse das marcas em participar do BBB21, houve até fila de espera para aparecer no reality show, a estratégia da Globo para continuar faturando foi lançar um programa com ex brothers, ou seja, o No Limite.

O faturamento do programa pode chegar a R$ 300 milhões, pelo menos é o que espera a emissora. Antes mesmo da estreia, o No Limite já era o segundo maior faturamento do entretenimento da Globo no ano - perdendo apenas para o BBB21, que só neste ano faturou quase R$ 529 milhões, mas, pelo andar da carruagem, as coisas não andam tão bem assim, pelo menos no que diz respeito à audiência e ações de brand experience.

Já no primeiro dia do programa, houve mais críticas do que elogios. O apresentador André Marques foi duramente criticado nas redes sociais. O público creditou a ele culpa do reality não ter tido nada de excepcional. Na minha opinião, foi um tédio.

A primeira falha, no meu entendimento, é que os participantes sequer foram apresentados (exceto nas chamadas durante os intervalos comerciais da emissora); as equipes já estavam divididas, ou seja, zero interação com o público, e, quem decide quem sai são os próprios participantes, dessa forma, quem assiste ao programa não passa de um mero espectador, bem diferente do BBB.

Entre os principais patrocinadores estão Amazon, Ambev, Hoteis.com, Hypera, iti (marca do banco Itaú) e Unilever, e, até o momento, não tiveram muitas oportunidades de se destacarem, afinal, o programa é ‘no limite’, bem diferente do BBB, onde havia muitas formas de fazer uma ativação e fugir da mídia tradicional. 

Timidamente, até agora, a Amazon surgiu com a entrega de alguns produtos para aliviar o estresse dos participantes. Estes ficaram expostos com a logo da marca e um merchan muito fraco feito por André Marques.

É importante lembrar que um dos maiores concorrentes da Amazon, o Alibaba, levou um avião para dentro do reality “A Fazenda”, da Record (Veja aqui). Com a ‘invasão’, o AliExpress promoveu desafios com os peões, envolvendo a criação de listas de produtos desejados, que podiam ser encontrados no marketplace.  

AliExpress durante o reality show A Fazenda em 2020 (Foto: Divulgação).

Com a Skol aconteceu a mesma coisa. No último programa, a equipe vencedora ganhou algumas cervejinhas bem geladas. Merchan péssimo de novo, e, sequer foi mostrado os participantes saboreando a bebida.

Até o momento foram apenas dois programas. No domingo, o participante eliminado na terça-feira participa de um bate-papo com André Marques. Bem sem graça, e as marcas, mais uma vez com zero destaque. 

O No Limite já tem dez programas gravados, contando com os dois que já foram ao ar. Alguns sites especializados já disseram quem serão os próximos eliminados, o quê, certamente, já tira um pouco do interesse em continuar assistindo.

Para piorar, No Limite vai ao ar praticamente no mesmo horário dos jogos da Conmebol Libertadores que estão entrando na reta final e com muitos brasileiros participando. É uma disputa inglória pela audiência, afinal, queira ou não, o futebol ainda é a paixão nacional.

Os profissionais de marketing das marcas patrocinadoras vão ter que suar muito a camisa, chegar no seu limite para conseguir fazer com que elas fiquem gravadas na memória do público, assim como foi no BBB21.

Só nos resta aguardar se  nos próximos episódios alguma verdadeira emoção vai acontecer, ou se alguma marca vai nos surpreender, ou desistir de assistir!!!

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