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Os caminhos acertados das ações de mobile marketing


8 de Maio de 2021

Assim como ocorreu com praticamente tudo, também o mobile marketing, que por definição é o conjunto de ações capazes de impactar os usuários em dispositivos móveis, foi afetado pelo Covid-19, mas, neste caso, houve um crescimento do setor, afinal, devido às restrições, as pessoas que já utilizavam o celular, não somente como um meio de comunicação, mas como uma ferramenta de entretenimento e compras, passaram a ter o aparelho como centro de tudo. 

Essa transição fez com que o consumo de horas atrás da telinha aumentasse em 20% ao ano, uma média diária de mais quatro horas no celular, conforme dados da App Anie. 

A rotina mudou, as aulas presenciais passaram a ser EAD, a ida ao restaurante virou pedido por apps, as academias passaram a oferecer videoaulas na sala de casa e as reuniões presenciais de trabalho tornaram-se calls, tudo isso tendo o celular, como grande ferramenta. 

O novo cenário impôs alguns ajustes nas estratégias de mobile marketing. As campanhas de geolocalização, por exemplo, onde o foco é chamar o consumidor para um ponto de venda e em seguida medir o número de visitas, somaram-se a esse KPI, outros, como ter o direcionamento para uma loja on-line na base do histórico de geo behaviour, ou para um canal de atendimento da marca, por meio de novos formatos de engajamento via app de mensagens, o que vem chamado de social commerce. 

Com tecnologias inovadoras é possível obter dados a partir de uma ferramenta de clusterização que divide a população em vários grupos. Isso nos permite criar uma audiência real, de mais de 165MM de devices no Brasil, onde podemos segmentar conforme o target da campanha pelo Device ID do aparelho em algumas categorias: App Behaviour, Geo Behaviour, interesses, idade, gênero, classe social, marca de aparelho e conexão. 

O bom é que a tecnologia mobile por ser adotada em todos os segmentos empresariais, desde que, claro, não sejam ignorados alguns pontos importantes. 

Uma boa ação de mobile marketing tem que ter bem definidos os principais KPIs - Key Performance Indicator - de cada campanha, para podermos trabalhar os targets de forma mais precisa, visando a experiência do usuário com a marca da melhor maneira, fazendo com que ao final da ação esse usuário esteja engajado com a marca e traga mais resultado à campanha. 

Há também alguns pontos de atenção que não podem ser ignorados, e, ainda que pareçam óbvios, por vezes, não são considerados: 

• Delimitar a frequência de entrega, envios constantes sem novas atrações podem ser tornar invasivos ou uma publicidade spam; 
• Entregar conteúdo relevante para o usuário, criando experiências únicas; 
• Respeitar a privacidade do usuário, considerando a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais; 
• Buscar empresas que tenham auditoria de reportes 

É certo que as ações de customer experience se autorreforçam pelos resultados que trazem, porém as companhias precisam treinar seus funcionários para que eles possam fornecer as experiências desejadas com consistência. 

Além disso, já devemos pensar sobre a infraestrutura da comunicação, principal driver de desenvolvimento e crescimento ao longo dos anos, com ênfase nas novas tecnologias, como a chegada da 5G, uma banda larga mais potente, para que haja uma interconexão entre fábricas e consumidores e seja possível armazenar, processar e comunicar uma quantidade elevada de dados. 
 

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