ESPORTES

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Beijing 2022. High Lights.

Beijing 2022. High Lights.


21 de Fevereiro de 2022

Esperar que os chineses fizessem um belo espetáculo, na abertura dos Jogos de Inverno, era carta marcada.

A história começa com aquele estádio maravilhoso.

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Um monumento. Quando entrei, pela primeira vez no Ninho de Pássaro, nos Jogos de 2008, fiquei arrepiado com a grandiosidade do estádio, a arquitetura; uma obra belíssima. 

É admirável como eles conseguem unir simplicidade com tecnologia e obter um efeito fantástico, desenhando belíssimas cenas. Mas um fato me chamou muito a atenção.

Todos nós estamos vivendo com uma carga enorme de stress e tensão, por conta da tal pandemia, que não nos deixa, apesar de termos criado soluções para combatê-la, em tempo recorde.

Todos sabemos também, que foi na China, na cidade de Wuhan, que esta história teve início.

Pois bem, além de contar com uma infinidade de participantes, a cerimônia de abertura trouxe um conceito que acabou passando, nas cenas que iam acontecendo, durante a apresentação.

 Nós, fanáticos pelos Jogos Olímpicos, conhecemos bem as 3 palavras que definem os objetivos dos atletas: mais rápido, mais alto e mais forte (higher, faster, stronger).

Beijing 2022 acrescentou uma quarta, JUNTOS (together). A representação de que, se a humanidade não se juntar, não conseguiremos vencer este nosso desafio. 

Para isso, várias cenas trouxeram ao vivo, em sua concepção, este conceito.

Me permitam citar algumas: a entrada da bandeira olímpica, por um corredor formado por representantes de todas as etnias e do povo chinês; em seguida, a bandeira da China, sendo passada de mão em mão por estes representantes, até chegar aos soldados que fizeram o hasteamento; os flocos de neve, representados por um número enorme de crianças chinesas; a cena envolvendo os tubos de led, e a quantidade enorme de participantes.  E, para não me alongar muito, a entrada da tocha, trazida por jovens atletas, que estão iniciando suas jornadas olímpicas.

Conceitual. Lindo. Emocionante. 

Para um país como o nosso, longe desta realidade de neve e gelo, em algum período do ano, é interessante saber que temos representantes nos jogos.

A nossa bandeira esteve presente no desfile das delegações.

Como diria, um dos meus gurus da escrita, Nelson Rodrigues, os idiotas da objetividade hão de dizer, que são brasileiros com sotaque de uma língua estrangeira, e que jamais vieram ou moraram no Brasil. Sim, mas e daí. Estão lá representando nosso país.

O Brasil tem, em sua organização do esporte, uma confederação de esportes de inverno que, não caberia aqui qualquer tipo de análise, cuida de nos representar perante o mundo dos esportes na neve e no gelo e, claro, com a representação maior ficando com o Comitê Olímpico do Brasil. 

E, voltando a cerimônia, não poderia deixar de comentar que, o show pirotécnico, foi um dos mais bonitos que já vi, tendo, inclusive, palavras sendo escritas no céu.

O mundo do esporte está de parabéns, com estes jogos de inverno.

Assim como aconteceu em Tóquio, este evento também traz em si, uma questão organizacional enorme.

Um grande desafio tentar manter, todos os envolvidos nos jogos, à margem do contágio do vírus.

Afinal, são pessoas vindas de todos os lugares do mundo.

 Uma última observação.

Também em Beijing 2022, tivemos a participação do nosso amigo da Rio 2016, o representante de Tonga, desfilando, orgulhosamente, com sua linda bandeira e trajando a sua tradicional roupa, que representa o seu país. 

E preparem-se. Vem aí a Paralimpíada de Inverno.

O Brasil também tem representantes.

Mas, como sempre, os nossos atletas com estas pequenas diferenças, tem muita dificuldade em fazer, a imprensa, os brasileiros, o país, enxergar.

Não se surpreendam se, algum atleta trouxer uma medalha de Beijing 2022, nas paralimpíadas.

Eu devo confessar que sou um apaixonado pelo esporte paraolímpico.

No final do ano passado, tive a honra de mediar um painel no SUMMIT SPORTLAB 2021, onde estavam presentes o Yohansson Nascimento, um ex-atleta que hoje é VP do Comitê Paralímpico, e a Verônica Hipólito, uma guerreira, na vida e nas pistas de 100 e 200 metros.

Me impressiona como esbanjam alegria, como são empáticos. 

Bem, termino aqui pedindo àqueles que nos leem e são amantes do esporte, que vivam, contagiem as comunidades onde atuam, com a grande lição que os jogos sempre deixam ou que insistem em propagar. Nesta oportunidade, aquela chamada, que foi colocada nesta olimpíada, pelas palavras, Higher, Faster, Stronger e Together.

Acredito que, se a humanidade seguisse todos os conceitos apresentados de 2 em 2 anos pelos jogos, o mundo não precisaria de conselhos de paz, mediadores, ou qualquer outra coisa que tentasse trazer o entendimento entre os povos, por conta de objetivos mesquinhos. Aqui cabem os versos de IMAGINE, de John Lennon, um dos maiores hinos sobre a Paz.

Imagine all the people, living life in peace.

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