INCENTIVO

O Incentivo Hoje


19 de Abril de 2021

Independentemente do modelo da ferramenta que vá ser utilizado, qualquer mudança exige espaço para a transição, para o aculturamento, principalmente, com a dinâmica dos novos procedimentos, lembrando sempre que a mudança de processos gera benefícios tangíveis (resultados mais imediatos com investimentos menores) e intangíveis.

É importante lembrar que as mudanças representam uma resposta mais eficiente e assertiva às demandas do mercado, à pluralidade, aos novos desafios da globalização e principalmente, ao alinhamento estratégico e interação com as diversas ferramentas da comunicação (Marketing Integrado).

Se avaliarmos pela ótica otimista, a crise econômica veio ressaltar positivamente para nós profissionais, a necessidade da mudança.

Uma mudança que passa pela assertividade, imediatismo, resultados e a exigência de uma comunicação alinhada com outras ferramentas.

Pegando como exemplo o Marketing de Incentivo, ainda que este artigo seja mais abrangente e plural, o incentivo pode ajudar a exemplificar o processo de mudança. Uma mudança provocada pelas exigências globais da comunicação.

Independente das mudanças positivas, estamos convivendo com uma mudança nefasta e ainda sem solução, uma mudança de acertos e erros, exigida e provocada pela pandemia que o mundo está enfrentando.

Neste caso especifico pergunto: A mudança vai alterar a composição o desenho e a estrutura operacional das campanhas nas dinâmicas dos programas de incentivo a partir do trabalho home Office? 

Acredito que sim, mas a solução não é fácil, o caminho que eu vejo no momento presente é trabalhar a fragmentação, a utilização simbiótica das várias ferramentas da comunicação, cada uma complementando a outra, sempre ressaltando a originalidade, a dinâmica e interatividade das ações. 

A outra sugestão que pode mudar a dinâmica das campanhas é uma novidade, é uma ação inovadora para trabalhar a assertividade das campanhas.

A ideia é criar a figura de um influenciador (digital influencer), um condutor, que dinamize a condução da campanha com dicas soluções e muita motivação através de um exercício de realimentação, de autoconhecimento, via mão dupla.

Este personagem tem como função desenvolver e animar as ações estratégicas, um personagem associado ao tema da campanha, que influencie as dinâmicas solicitadas.

Uma das metas do mentoring por meio do influencer é incentivar a conexão do participante com ele mesmo.    

Como é uma novidade, acredito que o escolhido tenha que ser alguém com um perfil interativo, dinâmico, que gere confiança que anime e conduza a evolução da campanha, exatamente como um influenciador, instigando com técnicas e argumentos, para o desenvolvimento da equipe e da base de liderança dele com a equipe.

Acredito que esta mudança que possa vir a ter continuidade, mesmo após o mercado voltar ao formato original. Obviamente diante da importância e reconhecimento do perfil (coach) do personagem escolhido.

Outro ponto importante nas mudanças é sempre apostar na inovação, nas ações estratégicas, principalmente, nas oportunidades, através de um modelo que ressalte a praticidade, a mão na massa, a objetividade.

Tipo ações guerrilha, ações curtas, pontuais de forte impacto, desafios, focados num problema específico e fortemente desenvolvidos e apoiados através do marketing digital.

Ainda que este formato possa não ser definitivo acredito que as ações propostas são pertinentes e atemporais. 

 Hoje, mais do que nunca, precisamos de campanhas pontuais que na sua formatação ressaltem a motivação, o resultado, o reconhecimento e a capacitação do participante.

Campanhas com linguagem moderna criativa, campanhas interativas que propiciem ao participante não só o reconhecimento, o prêmio, elas têm que gerar comprometimento, interação e motivação, compromisso com a marca, responsabilidade, espaço para agir, espaço para as oportunidades, espaço para a valorização do homem, numa linguagem curta dinâmica e objetiva.

Se olharmos com atenção ao cenário atual, chegamos à conclusão que as receitas do passado ainda que vencedoras, não são mais referenciais para os modelos atuais. O resultado do incentivo não é só monetário, é estratégico.  

Então, está mais que hora de o marketing de incentivo entender que é uma ferramenta motivadora complementar, que pode ser usada como apoio às diversas ferramentas da comunicação e vice versa, principalmente, como complemento à atividade principal, dividindo louros responsabilidades e resultados.

Para isso, as empresas precisam mudar, precisam investir na gestão, na motivação, no reconhecimento, no desempenho. Precisam rever seus critérios, rever as propostas dos seus fornecedores, rever as suas práticas, rever os seus modelos, só assim, terá efeito uma nova e adequada aplicação do instrumento de incentivo.

Voltando incentivo acredito que a ferramenta não acompanhou as mudanças, tanto no seu formato quanto na sua utilização. Insistir na utilização de modelos antigos leva inexoravelmente ao fim.

A minha sugestão é criar um plano, não estou falando em plano econômico, estamos falando num plano estratégico que envolva especialistas e lideranças no marketing motivacional, nas viagens corporativas e no turismo de incentivo, especialistas que possam contribuir com os seus conhecimentos e hoje estão na sombra.

E o impedimento à realização de viagens? O que muda?

Aqui ressalto a realidade virtual, multissensorial, experiências que despertem novas formas de comunicação, emoções sentimentos e entretenimento, sempre apostando na criatividade, na inovação e no espírito criador.

Nas viagens a minha sugestão é também a utilização de um (digital influencer), o mesmo utilizado nas campanhas, que propicie experiências digitais associadas ao destino, que trabalhe o conhecimento a cultura o entretenimento com historias e vídeos.

Estas ações podem ser complementadas com gifts e jogos, material que vai ajudar na motivação de um destino futuro, inclusive estimular o desenvolvimento do roteiro pelos participantes.

Caso as viagens comecem a ser liberadas acredito que comecem a acontecer com pequenos grupos respeitando as normas, grupos focados em experiências vivenciais e sempre com atenção aos limites.     

Importante: Nunca esquecer que o momento é de mudança, de pesquisa de reflexão, autocrítica e aprendizagem, com a certeza que nada se faz isoladamente.

Foto: Reprodução. 

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