GERAL

Pensando a comunicação como diferencial criativo


16 de Julho de 2021

Estamos caminhando para mais uma etapa de transição, um novo tempo que privilegia e diferencia a informação como um braço armado da comunicação. 

Um processo primário que envolve a troca de informações por meio de signos e regras semióticas que provocam uma resposta. 

Na verdade é um tempo de mudanças de questionamentos, num mundo onde a tecnologia é a palavra de ordem. 

Ainda assim, considerando todas as mudanças, tendências, e a banalização, a comunicação continua sendo a base do diferencial criativo, fazendo da comunicação a linguagem interativa da economia global.

Outra realidade, esta comportamental, também merece destaque.  Pensar localmente agir globalmente.

Neste novo tempo de mudanças tecnológicas e tendências, até onde essas mudanças interferem no cotidiano empresarial? 

O que vemos acontecer, mesmo nas empresas mais ortodoxas, é a implantação de um novo estilo de comunicação, mais direta, pluralista, uma comunicação compartilhada, onde o feedback é a palavra-chave.  

É a informação plena, sem ruídos, sem filtros culturais sem barreiras, é a informação 24 horas, plena, midiática, pondo cada um de nós, ao vivo e a cores, na guerra, nos negócios, nas informações, nos esportes e tendências. 

Independentemente do seu formato e atividades, a comunicação tem um papel fundamental, ela é fundamental para um bom relacionamento, e essencial funcionamento da atividade organizacional.

Versátil e interativa, a comunicação é um dos pilares básicos para o bom funcionamento da organização, melhorando o diálogo e a competitividade da organização. 

Simplificando, a comunicação pode ter diversos fins ou meios, ainda assim, na sua base ela pode ser interna ou externa. Interna quando ela é dirigida à organização, ao seu público interno, colaboradores e prestadores de serviço, à necessidade de as empresas dialogarem ou motivarem as suas equipes dentro da organização por intermédio de ferramentas como o endomarketing ou comunicação empresarial, ou relações públicas.  

Ainda que o objetivo seja dialogar, a comunicação externa está focada na divulgação corporativa para o público externo, por intermédio da imprensa, da mídia, da empresa e seus produtos, e da opinião pública, de órgãos informativos e midiáticos.

Mesmo sabendo da importância da comunicação ela abre espaços para uma informação negativa, muitas vezes intencional. Neste caso, ressalto a propagação de notícias tendenciosas ou falsas, a falta de capacitação, o diálogo e algumas vezes notícias propagadas pela massificação da mídia ideológica.  

Nas empresas podemos conviver também com uma comunicação deficiente que se reflete na falta de feedback, na falta da capacidade de ouvir, na falta de educação e treinamento, valores, e, principalmente, na falta de compromisso dos seus funcionários. 

As consequências são imprevisíveis e quase sempre  trazem graves problemas para as organizações.

Como será a continuidade da comunicação no futuro?

Resumindo, temos uma arma que não necessita de porte, o seu uso vai depender da responsabilidade pessoal, da educação respeito e bom senso, comunicação global pautando e interferindo diretamente na cultura local. 

Estamos vivenciando a liberalização da informação, as pessoas podem até não entender toda a importância da informação, do aculturamento global, da comunicação on-line, porém, elas sabem que o que tinham ou em alguns casos o que têm, não serve mais. 

No campo pessoal, é uma vez mais a pluralidade, o conhecimento generalista, a capacidade de mudança, a exigência da reciclagem, principalmente, a da cultura e informação.   

Vivemos, portanto, um período focado na concretização da  liderança da informação.

Paradoxalmente, mesmo com redes de informação de extrema eficiência, o passado teima em estar presente. 

A nossa famosa rádio peão, continua sorridente na contramão da história. Firmemente implantada nas organizações, convivendo e competindo com a informação oficial, a informação informal teima com um ranço cultural, uma sobrevivência, esta milenar.

Atentem isto não é prerrogativa dos países chamados de terceiro mundo, de empresas privadas e estatais, de  ministérios, de forças militares e públicas, é cultural, e, acima de tudo, paradoxal.

Para os mais céticos, uma boa notícia. Estamos vendo o surgimento de uma nova espécie de consciência, social e politicamente correta. 

Estamos vendo o futuro sendo comandado pela informação, mas, um novo tipo de comunicação, baseado em grande parte no conhecimento.

Novos materiais, novas técnicas, chips, Inteligências artificiais, sofisticados computadores, softwares, interatividade constante, tudo disponível em tempo real.

Isto significa a democratização do conhecimento, qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode competir em igualdade de circunstâncias, independentemente da raça, sexo, país ou poder econômico. 

Falando em poder econômico, mesmo considerando os estigmas culturais e políticos, até mesmo pressão do mundo asiático, forçando a utilização de uma língua nativa, ou melhor, de origem asiática, ex: O Mandarim. 

Cogitado hoje, pela importância que a China representa na economia mundial, todos têm consciência dessa mudança ou imposição.

Isso não invalida a utilização do que chamamos idioma materno, que aliás constitui a nossa identidade cultural, o nosso pensamento, as nossas raízes.

Um outro exemplo de mudança, este bastante recente, nos mostra a unificação de uma moeda comum na Europa. Símbolo de um país, a moeda com os seus ícones e sua representatividade é a maior quebra de paradigma cultural, porém, quanto mais universais nos tornamos, mais tribalmente agimos. 

As manifestações de rua, as depredações, a manipulação das massas contrariando a evolução natural da sociedade. 

Vivemos, portanto, um período focado na concretização da  liderança da informação.

Pergunta-se, os recursos naturais estão fora da equação competitiva?

Não, na verdade, a falta de recursos pode até ser considerada vantagem competitiva, tudo depende da capacidade criativa, da capacidade mental, da informação, e, acima de tudo, da eficiência da comunicação.

Apostando na megatendência atual, a ferramenta competitiva dominante do Século XXI será a educação.

Estamos saindo da comunidade sustentada em recursos, basicamente tecnológicos, e caminhando para um mundo unipolar do conhecimento, a próxima e grande arma política e econômica do mundo.

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