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Incentivo: Quem não fazia passou a fazer


24 de Abril de 2020

Na tentativa de interpretar as diferenças e conceitos do marketing de incentivo, comparativamente com os conceitos que regem a motivação, várias vezes me pergunto: O que é mais importante: incentivo ou motivação?

Convivemos com percepções, com verdades pré-estabelecidas, com realidades nem sempre adequadas, esquecendo que a motivação nem sempre depende da nossa vontade. Vontade de quem motiva, ou, vontade de quem é motivado

Porém, de uma coisa temos a certeza, ela só funciona quando é incorporada à nossa realidade.

É preciso o uso do incentivo para motivar? As empresas podem administrar os fatores desempenho, compromisso, superação, somente com ações de incentivo?

A resposta é óbvia. A motivação não se compra, a melhor prova dessa realidade é que a grande maioria dos funcionários não reconhece os benefícios corporativos, - sic, “é obrigação do empregador”. 

É paradoxal, mas é uma realidade.

Diante destas premissas, dos que consideram que os benefícios são uma obrigação, “não geram produtividade”, somos levados a crer que somente os salários ou medo de perder o emprego podem gerar motivação! Um mito ou uma realidade?

Em alguns casos, a energia positiva da automotivação, a melhor fonte de qualidade e produtividade, é muitas vezes reprimida, cerceando o desejo de realização, do sucesso, o desejo de reconhecimento.

Já no marketing de incentivo, uma ferramenta estratégica que trabalha com medidas inovadoras, o incentivo proporciona além do incremento à produtividade, a integração e motivação de pessoas e equipes.  

Uma das grandes controvérsias do mercado é relacionar o uso do dinheiro, de prêmios, como gerador de motivação.

Não apoio esta tese, prêmios não representam necessariamente resultados imediatos, motivação. Pode até acontecer em médio prazo, mas são situações efêmeras que não deixam residuais. 

Dinheiro não paga motivação para quem deseja adquirir novas habilidades. 

Não paga para quem quer transformar ideias em realizações.

Não paga, nem mesmo contribui no desenvolvimento da organização.

Pagar não representa comprometimento, por mais estimulantes que sejam os prêmios em dinheiro.

Quem pensar o contrário está na contramão da história.

Hoje, o grande desafio das organizações é transformar a motivação em sistema, alimentando o clima organizacional, transformando a motivação em um diferencial competitivo.

Motivar é tratar pessoas com dignidade, reconhecer e valorizar suas contribuições e iniciativas.

Não questionamos o principio do reconhecimento, da recompensa, desde que associada ao comprometimento.

Da mesma forma, é preciso entender que o incentivo não pode mais ser considerado uma tábua de salvação, usada somente em momentos críticos. O incentivo hoje deve ser visto e utilizado como ferramenta estratégica, um aliado permanente na motivação, desde que alinhado com outras iniciativas.

Ex: No reconhecimento dos valores corporativos na organização, no comprometimento e compartilhamento da motivação, na geração de resultados, na capacitação.

Mesmo sendo consideradas ações pontuais ligadas ao resultado, elas podem incorporar valores, valorizando o branding e plantando crenças e valores residuais.

Nesta realidade, o mercado de incentivo cresceu e se integrou na fatia do mercado promocional, abrindo espaço para a integração, para as soluções criativas, para os desdobramentos de outras ferramentas, ligadas a comportamentos, endomarketing  e relacionamento.

Outras empresas, algumas delas, com foco na área de publicidade, e promoção descobriram também, neste novo nicho de mercado mais uma oportunidade de negócios, passando igualmente a desenvolver e a incorporar projetos motivacionais em ferramentas do advertising.

Quem não fazia passou a fazer, quem já fazia mudou a receita, levados, principalmente, pelo sucesso e reconhecimento do mercado.

O que era atividade incipiente e pouco representativa, hoje representa dentro do braço promocional, mais de 70% de todo o investimento de comunicação do mercado.

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