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Fake news


28 de Julho de 2020

Quando a mentira vale mais que a verdade.

Ainda que este tema fake news seja relativamente novo, na verdade, notícias falsas não são novidade, sempre foram usadas independentemente do tempo e época.

Polarização política, sites com notícias falsas, irresponsabilidade social, desinformação, popularidade das redes e mídias sociais.

A comunicação se transformou num grande espetáculo midiático, tendo como palco a intolerância ideológica, o politicamente correto, a falsa e oportunista moralidade, e o abuso estratégico e oportunista de quem se esconde através das palavras para criar o caos, manchar reputações, disseminar o ódio e conflitos, muitas vezes resguardado no anonimato partidário e político.   

Até onde vai a responsabilidade ou a irresponsabilidade de pessoas ou organizações na sua publicação?

Precisamos fugir do espetáculo midiático e valorizar a informação sem partido ou ideologias, sem desvios de conduta, sem a espetacularidade informativa.

Precisamos fugir do totalitarismo ideológico, da censura radical de comunicadores, principalmente, de quem não está alinhado com as cores ideológicas da informação.

É claro que temos exceções, o tema é importante, porém, o protagonismo está na dinâmica do sensacionalismo, nos pré-julgamentos, no falso politicamente correto, permitindo aos autores uma impunidade e uma total falta de responsabilidade perante a sociedade, uma verdade manipulada apoiada sobre o doce manto ideológico.

O pluralismo a imparcialidade, não passam de frases de efeito, na verdade uma falácia do quanto pior é melhor.

Aí nos perguntamos: As redes sociais são responsáveis por essa polarização?    

Sim e não, o palco é ou devia ser democrático, assim, não podemos condenar uma nova fonte de informação, uma nova mídia, o problema está na intolerância, no radicalismo doentio de quem a utiliza, e, principalmente, na sua forma de utilização.

Ainda assim, não podemos condenar a responsabilidade da tecnologia digital, ela nunca foi um problema, na realidade a tecnologia digital é uma alternativa uma porta de informação que veio para ficar. 

O mundo da comunicação agradece o beneficio, as empresas os consumidores agradecem, a dinâmica da informação agradece, mesmo sabendo que problema está na forma e conteúdo da sua utilização

A sociedade está confusa, reclama. A história nos lembra e ensina como essas ferramentas nocivas de manipulação quase destruíram o mundo, e como elas continuam a ser propagadas e utilizadas.

A brincadeira virou negócio, as fofocas a vaidade o exibicionismo virou mania, uma necessidade, alimentada pelo acesso fácil aos celulares, às redes digitais, como o Instagram, Facebook, WhatsApp entre outras, que convenientemente alimentam a disputa.

O Domenico de Masi que me perdoe, mas parece que as redes sociais viraram o “Ócio Criativo”.

O lado positivo é que as novas gerações estão mais conscientes das responsabilidades sociais, até dispostas a não cometer delitos, são mais tolerantes, menos preconceituosas e bem-humoradas como o exemplo que se segue:

“Nos arredores de Londres um chimpanzé foi apreendido por dirigir em alta velocidade.

Na delegacia constatou-se que o chimpanzé estava bêbado e tinha excedido a sua cota de álcool, e pior, estava nu.

Como era óbvio, foi condenado por vários crimes, inclusive ofensa à moral pública.”     

O importante é entender que a comunicação pode virar uma arma, uma arma, que serve para nos defendermos e também para matar, tudo depende da forma do sentido e de quem a usa. Assim, tudo o que podemos fazer é criar limites regras responsáveis e até vacinas.

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