Live Mkt

Se meu mundo cair, então caia devagar


15 de Maio de 2020

Assim começa a música de mesmo título do compositor José Miguel Wisnik e ele, que é preferido do cantor Caetano Veloso, ainda emenda:

Não que eu queira assistir
Sem saber evitar
Cai por cima de mim
Quem vai se machucar
Ou surfar sobre a dor até o fim

E não foi devagar que nosso mundo do live marketing caiu, na verdade, foi uma queda rápida demais e a canção termina com a seguinte frase:

Se meu mundo cair, eu que aprenda a levitar.

É isso que estamos aprendendo neste período. A levitar, a nos reinventar, a pensar em quais serão os próximos passos sem nenhuma chance de errar. Se o futuro pertence aos eventos on-line ou aos eventos híbridos, ainda não conseguimos descobrir.

A oportunidade de se reinventar está aí para todos e acredito que um dos formatos para retornar ao mercado será por meio de fusões, aquisições, JV (Joint Ventures) e grupos de afinidade. 

Tudo isso para mostrar que juntos podemos ser mais fortes, que a união pode sim fazer a força. Nosso mercado parou para repensar o negócio, suas relações e aos poucos vamos nos unindo, nos impondo como um segmento importante da economia brasileira.

Dados apresentados pela campanha Go Live mostram que o setor gera economicamente cerca de R$ 936 bilhões de reais, com aproximadamente 25 milhões de empregos gerados direta e indiretamente. Simplesmente 25 milhões de pessoas que do dia para a noite viram seu mundo cair.

E a pergunta que fica é: E agora, como levitar? Precisamos nos preparar para a retomada olhando inicialmente para as pessoas essenciais no nosso mercado, já que restaurar a criatividade em tempos de crise é muito mais desafiador.

Traçamos o nosso planejamento de retorno ao trabalho presencial. Será necessário garantir que o vírus não se espalhe entre nossos colaboradores para que permaneçam saudáveis e que possam retornar em segurança todos os dias para suas casas e ou famílias.

Remodelar o local de trabalho, privilegiando a maior circulação de ar possível, reavaliar as políticas e comportamentos será parte fundamental para o sucesso do retorno. 

Nós já aprendemos, ou pelo menos deveríamos ter aprendido, que podemos realizar reuniões on-line, portanto, reuniões presenciais com clientes e fornecedores, e, até mesmo, reuniões entre departamentos, deverão ser evitadas.

No caso de reuniões inadiáveis e necessariamente presenciais, medidas de distanciamento social e menor número de participantes devem ser adotadas. 

O uso de máscaras de proteção no ambiente, que já é obrigatório, deve ser cobrado diariamente, assim como a higiene das mãos e a utilização de álcool em gel. E isto é o mínimo que precisamos fazer.

Com a oportunidade de entendermos nosso mercado, levitar também é olhar para a relação com os freelancers, com quem nos relacionamos intensamente neste mercado. 

É preciso analisar a saudabilidade desta relação e encontrar novos paradigmas para ela. Uma vez que estamos requerendo prazos menores de pagamento e melhores condições de negociação econômica, precisamos estender os benefícios adquiridos.

Campanhas como “Ajude 1 Freela”, mais do que antes, precisam de apoio. Já a “Job entregue, Job pago”, liderada pelo incrível amigo, Célio Ashcar, conta hoje com o suporte de diversos meios de comunicação especializados, no sentido de repensarmos o futuro.

Isso sim é reinventar, aliás, levitar.

Você já realizou uma pesquisa com o grupo de contratação indireta sobre sua empresa?

Pergunto, pois gostaria de saber o resultado, por mais que eu fale na retomada, ainda estamos com o mundo aos nossos pés.

 

 

 

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