Geral

Os desafios da visibilidade trans no mercado corporativo


27 de Fevereiro de 2020

O mês de janeiro foi muito gratificante, porque tive a oportunidade de palestrar para a RME (Rede Mulher Empreendedora) no Programa Women Will, do Google, na segunda turma de mulheres trans. 

O Dia Nacional da Visibilidade Trans é 29 de janeiro, mas infelizmente ainda não há muito a se comemorar.

A organização Transgender Europe avaliou que o Brasil é o país com maior número de mortes de transexuais no mundo, mas hoje estou aqui para falar do mercado de trabalho, e sabemos que muitas mulheres trans são, infelizmente, excluídas.

A transfobia, que é a cultura da violência e discriminação contra esse grupo, causa uma série de malefícios. 

Segundo relatório da violência homofóbica no Brasil, que foi publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a transfobia faz com que essas pessoas acabem tendo como única opção de sobrevivência a prostituição de rua. 

Em estimativa levantada pela Antra, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, 90% das pessoas trans, em algum momento da vida, recorrem à prostituição. 

A questão de aumentar a visibilidade trans no mercado é tão importante que uma pesquisa da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, constatou que cerca de 82% dos transexuais acabam não concluindo seus estudos, o que, consequentemente, acaba impactando no futuro profissional corporativo desse grupo. 

O Instituto Center for Talent Inovation apurou que mais de 60% da comunidade LGBT esconde sua identidade de gênero ou sexualidade no trabalho.

E aí eu não só me pergunto como trago este questionamento a você também: Até quando vamos deixar que a intolerância prevaleça? E digo mais: O que você pode fazer para mudar essa realidade? Já se sabe que, quanto mais diverso o ambiente de trabalho, mais enriquecedor ele se torna. 

Já parou para pensar em quantos talentos estamos perdendo a cada dia por conta de preconceito?

A boa notícia é que muitas iniciativas têm surgido no Brasil, como a campanha criada pela Young & Rubicam, “Eu Sou”, para a Starbucks.

A campanha apoia as retificações de nomes em todo o país. Outra boa iniciativa é o TransEmpregos, que é o maior banco de dados de pessoas transgêneros do Brasil e tem por objetivo viabilizar sua entrada no mercado de trabalho.

Bom, já sabemos que a caminhada ainda é longa e que precisamos cada vez mais falar sobre o assunto. Só assim vamos conseguir ter uma política de RH mais inclusiva. 

E se você já quer começar a mudar essa realidade no live marketing, comece acessando a plataforma www.transformaeventos.com.br, que disponibiliza uma equipe composta de homens e mulheres transgêneros, binários e não binários para trabalharem como recepcionistas, garçons, DJs, maquiadores, apresentadores e artistas nos seus eventos. 

Esta é mais uma dica para a diversidade!

 

Tags: artigo | diversidade | mercado-corporativo | inclusão