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Os sinais


13 de Fevereiro de 2020

Ela é uma deusa ou também poderia ser que ele fosse um deus. Vindo de um homem ou de uma mulher, não havendo aqui nenhum preconceito quanto ao tipo de par, eis que alguém viu em alguém um enorme interesse.

Isso já foi chamado de paquera, de estar a fim, de se apaixonar, mas podemos dizer que deu match e que sim, uma das partes está louca para ser o crush da outra e quem sabe ficar, curtir, sair, enfim… o nome que você quiser.

Porém a outra parte não dá sinais claros que isso possa acontecer. A outra fica na espera e a partir daquele momento, qualquer mínimo movimento, qualquer faísca, flash ou vagalume que passar se transforma em sinal.

É um like em uma foto, um compartilhar de um post, um leve balançar de cabeça quando se cruzam ou a coincidência de se encontrarem no mesmo restaurante, no mesmo bar ou eventualmente na mesma calçada, vale até serem amigos do mesmo amigo no Facebook.

Tudo, absolutamente tudo vira um sinal. Um sopro de oxigênio puro nas esperanças, para reduzir a ansiedade, para gerar ainda mais expectativas e para deixar aquele coração pulsante ainda mais cheio de sentimentos e muitas vontades.

Quem nunca? Quem nunca se viu em meio destes momentos onde narcotizados pela expectativa, anestesiados por sonhos ou completamente bêbados pela ansiedade e algum tipo de sentimento, a gente liga um botão muito louco que começa a ver coisas onde a gente acha que tem, mas pode ser que não existam?

É um pouco do desespero de se apegar a qualquer fio que poeticamente chamamos de esperança e uma surpreendente resiliência em negar fatos e a realidade, permanecendo num estado de total atenção, mesmo que isso inclua alguns delírios, duendes, fadas, mensagens subliminares e todo e qualquer tipo de linguagem não verbal que determine para o afã do apaixonado, enxergar que ele ainda pode acreditar que vai dar certo.

Quantos de nós não sonhamos com um animal e fomos procurar o seu número correspondente para jogar no “Jogo do Bicho”, quantos de nós não tivemos o mesmo repente porque um número não saía da nossa mente, casualmente um carro amarelo passa na nossa frente com uma placa com o mesmo número e daí a passar na lotérica e comprar um bilhete, é um pulo. Quem sabe um bem alto caso a sorte se configure ou então, apenas mais um sinal que não deu certo.

Conforme a vida vai seguindo, os caminhos vão se sucedendo, desvios pra cá, encruzilhadas para lá, bifurcações acolá e para onde seguir? Que sentido devemos tomar? Como saber se é por aqui ou por ali? Infelizmente nem sempre um GPS ou Waze vai poder nos ajudar.

E a gente então apela pela busca de qualquer sinal fraco, liga nosso radar que atento fiscaliza tudo em busca de indícios, sons perdidos, movimentos em falso e possamos conseguir determinar a rota, como os antigos já faziam lendo as estrelas.

Tire agora toda esta cena romântica e a coloque dentro de sua vida como um todo: quantos são os sinais que procuramos para determinar se já não está na hora de mudar algum ponto de nossas vidas, se não precisamos definitivamente tomar para nós algumas decisões ou simplesmente fazer as coisas acontecerem, em lugar deste eterno compasso de espera?

Sinal vermelho, pois alguns sinais já estão bem claros, determinando que está na hora de cuidarmos de nós mesmos, de fazer alguma atividade física, de encontrar mais amigos, de se importar mais com sua família, de não ser tão workaholic, de não levar tão a ferro e fogo tudo o que lhe dizem e de que não vale a pena levar com a gente tantas críticas, julgamentos ou a sensação de que o mundo está seguindo, enquanto corremos a milhão na esteira rolante?

É a constante sensação que temos naquelas concorrências que participamos e onde tentamos adivinhar os sinais nas expressões mais blazés, tentando sentir na aridez de nenhum feedback se estamos indo para o lugar certo ou não. E que falta faz não termos um sinal claro de radar que nos deixe claro as coordenadas do nosso projeto e se estamos frios ou quentes, no caminho que escolhemos apresentar.

Que sinais são esses que buscamos de forma errante, quando a gente sente, simplesmente sente e está mais do que claro para onde o mundo está indo, qual é o direcionamento que essa ou aquela empresa possui, como seu chefe pensa, qual é o estilo de cada um dos seus companheiros e como seus clientes pensam que é o mundo?

Onde está sua percepção que falha no momento em que pessoas incríveis não são vistas por seus olhos astutos, porque simplesmente você busca aprovação em outras olhares. Justamente aqueles que não consideram nem de longe qualquer sinal de vida que venham de você mesmo?

A vida nos dá sinais a todo instante, a cada segundo ou décimo de segundo e o principal deles é algo com altos e baixos, barulhento e ao mesmo tempo rítmico e que chamamos por batida, aquela que vem do coração. E é dele, justamente dele, no meio daquele compasso que não pode parar, que vêm os sinais mais honestos, os mais claros, os mais legíveis e aqueles que não têm muito espaço para errar.

Não, o coração não erra, mas você pode induzi-lo ao erro. E é neste sinal vital, que você sempre fica sabendo com antecedência quando a resposta é um não, mesmo permanecendo firme na decisão e na busca de sinal de sim!

E hoje, nestes dias que antecedem 2 das mais importantes datas do nosso calendário, simbólicas e fatalistas pela ótica do final do período de um ano, chegou a hora de revermos o quanto os 365 dias deste 2019 nos deram muitos sinais reais do que precisa ser feito, dos caminhos que devemos seguir e das leituras, intuições e sensações incrivelmente premonitórias que nosso coração sente.

Ouça seu coração para que ele te alerte sobre as pessoas, os cuidados, os caminhos e até mesmo aquelas decisões que você posterga, mas que passaram da hora de serem aceitas.

Antes de olhar o mundo dos sinais, interpretando de forma livre espasmos musculares como comunicação corporal e um olhar furtivo como algo que alguém te quisesse dizer, veja os sinais de seu próprio corpo e olhe para seus músculos, suas dores, seus incômodos e suas restrições.

Olhe também para sua pele, seu viço, sua cor e como estão seus cabelos. Veja no espelho o reflexo do seu corpo, seus excessos, suas faltas e eventualmente o que pode estar sobrando. Leia os sinais que o seu próprio invólucro emite, não omite e berra para que você possa entender.

E sinta em especial os sinais que mostram como está a sua mente, seu estado cerebral, sua concentração e foco, sua energia e o seu poder de raciocínio. Como está sua energia, seu sono, seu descanso ou a maturidade de saber a hora de parar.

Os sinais se manifestam naquela dorzinha de cabeça que sempre volta, no cabelo que não para de cair, da energia que falta ou do incômodo estomacal a cada almoço ou cervejinha que serviria justamente pra limpar a mente para ver novos sinais.

Os sinais estão claros e nestas duas semanas que restam para finalizar este ano, que eles sejam ainda mais nítidos ao podermos tomar para nós a possibilidade de fechar este período com a gratidão que nos faz grandes, com a gentileza que nos empodera, com a generosidade que nos engrandece, com a bondade que nos virtua, com a sabedoria que nos encabeça e com a graça e leveza que podem nos dar os movimentos mais sutis e corretos rumo ao destino que já se avizinha, mesmo a gente ainda procurando um sinal verde de que o caminho está aberto.

E quando vai chegando o sinal de fumaça que avisa que o ano chegou ao fim e aquela famosa festa da firma vai começar, obedeça o sinal de silêncio para seu interior inquieto e se dê um verdadeiro induto de Natal e de Ano Novo: divirta-se, cumprimente a todos, se solte, seja livre, comemore e deseje a todos, todos mesmo, o melhor da vida, pois será assim que você também será recompensado.

Este é o sinal dos novos tempos, faça você o sinal da cruz, acenda uma vela, reze para Alá, medite para Buda, vá a missa ou ao culto, solte fogos ou acenda sinalizadores, e mesmo dentro de uma não convicção, simplesmente abrace fortemente seus amigos, seus familiares e queridos, deixando um espacinho para abraçar a si mesmo dizendo que o melhor sinal da vida está batendo no seu peito e ele está dizendo que o ano que vem vai ser melhor. Taí um sinal pra você acreditar.

Primeiramente um #MTT especial a Célio Ashcar e Wilson Ferreira, que depois de 2 gestões sinalizando e liderando os caminhos do live marketing, darão lugar a um novo processo na Ampro. Que isso seja um sinal superpositivo para o legado que deixam para o futuro da associação e do mercado.

E um #MTT (Monday to Thank) para todos aqueles que buscam incansavelmente fornecer os sinais que nos balizam para onde definitivamente devemos ir. Como verdadeiros faróis nos alertam dos perigos e torcem para que o “nosso barco não afunde”, afinal eles nos ajudam a aprender como amarrar as velas, como controlar o motor, e, principalmente, como apontar nosso leme para a direção certa.

Falam as palavras certas para que possamos manter os remos na água e com força total possamos ir com força total, a partir do sinal da largada desta grande regata.

Particularmente, e para que isso aconteça, como é bom podermos ter pessoas que possam nos ouvir e nos falar. E este #MTT vai para inúmeros profissionais e pessoas queridas com quem pude aprender e trocar em atendimentos, terapias, livros, ensinamentos, cursos, aulas, palestras, reuniões, encontros, workshops, consultorias, coaches, mentorias ou simplesmente num inesquecível e transparente bate-papo, me trazendo a visão correta dos sinais, lutando para que eu não seja mais um míope numa miragem desta Matrix, vendo de fato o que é real. E tudo isso, principalmente, pelo prisma e pela ótica deles, que nos veem de fora, mas enxergando melhor do que nós mesmos o que temos por dentro.

#MTT Pilar Galderano, Omar Mustafá, Bert Hellinger, Vianna Stibal, Adailton Meira, Sílvia Rossi, Gloriana Batassa, PA Alvarenga, Luiz Buono, Chris Vlcek, Jorge Neto, Anderson Maroni, Zaqui Meredith, José Antonio, Carlos Torres, Baktiza, Edite, Celinha, Priscila, Dr.Ciro, Luana, Hélcio, Kito, Gustavo, Ahansara, Padma e Nagary. Sandra Chandler e as queridas Carolina, as Danis, Dharana, Evy, Gue, Mari, Márida, Traquel, Cris, Beth, Roseli e Vânia.

As incríveis pessoas do curso de TH, entre elas: Camila, Mercedes, Jú, Cris, Adri, Nani, Miguel, Rob, Nando, Sueli e muitos outros. E claro, minhas soluções mais caseiras, a começar pelo Seu Zé e a Dona Tetê, e pela simplesmente essencial, genial e especial: Lully Guarino. Gratidão é uma palavra pequena para expressar pra vocês.

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