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O que eu aprendi com tudo isso?


25 de Maio de 2020

“Frases de efeito não resolvem tudo apenas com sua retórica.
Mas se você quer realmente fazer algo de forma heroica.
Veja bem o mundo onde você está estabelecido.
Em meio ao caos e todas as reivindicações que se fazem históricas.
Não traga de novo os hábitos antigos e envelhecidos.”

Meu #MTT (MondayToThank) de hoje vai para todas as marcas, empresas, produtos, empresários e pessoas comuns que estão aprendendo muito com toda essa crise. 

Aos que mudaram hábitos, reveram posturas, ampliaram seu leque de atuação, recriaram sua forma de trabalho, souberam ser justos com seus times e aos grandes esforços em fazerem as coisas serem realmente diferentes.

Excepcionalmente, hoje eu também faço uma “deshomenagem” para os que, deslumbradas pela reverberação de atos em prol da sociedade, só fazem isso da porta para fora, esquecendo ou desmerecendo seus compromissos. 

Isso vale para inúmeras outras que trabalhando com times e salários reduzidos, extrapolam a carga horário, explorando o home office, impondo jornadas e demandas superiores duas ou três vezes ao que suas pessoas aguentam e ainda expondo para o mercado o quanto são legais e estão prontas para novos tempos. Que tempos? Os antigos? Ou aqueles que não poderiam ser repetidos?

Parece que enquanto muitos mostram aprendizado, alguns realmente não aprenderam coisa nenhuma com isso.

Eu aprendi…

A dar like nos posts e compartilhar tudo aquilo que acho positivo.

Parabenizar, sem exceção, todos os aniversariantes do dia.

A me conectar com todas as pessoas mais distantes.

E buscar resgatar os contatos rompidos.

Encontrar, ainda que digitalmente, grupos queridos.

Movimentar os amigos para estarmos presentes quando é preciso.

Cozinhar com prazer, sem pressa, e, às vezes, sem receita.

Respeitar as lives dos outros e vê-las com respeito.

Ver filmes e séries que me trazem algo de inspirador.

Jogar fora coisas que não tinham mais porque ser guardadas.

Doar tudo o que entendi que precisava ser útil de outro jeito.

E claro, organizar as coisas para que façam sentido.

Relembrar por meio de fotos tantas coisas passadas.

E reunir os arquivos de tantas coisas escritas.

Liberar a energia das pessoas que insistia em manter na lembrança.

E reavivar aquelas que fazem sentido permanecerem todos os dias comigo.

Criticar sem medo ações nada oportunas, mas oportunistas.

Me solidarizar com vítimas de mandos, desmandos e falta de respeito.

Colaborar com vacas, vaquinhas e ações que pudessem ajudar algo.

Divulgar tudo aquilo que entendi como humano, verdadeiro e inteiro.

Ver quantos livros não lidos eu tenho.

Acrescentar aí os tantos de escritos, também não lidos, que eu fiz.

Reencontrar lembranças que precisavam ser guardadas.

Outras tantas, que pude agradecer, mas não precisavam mais ficar comigo.

Ouvir muitos lamentos e questões levantadas.

Também saber receber críticas pela opinião dividida.

Me manter distante, mas poderia estar mais perto.

E mesmo ao me aproximar, parecer que muito tempo eu tinha perdido.

Acreditar que tudo isso é uma fase e manter as esperanças.

Tomar todos os cuidados, mas olhar com bons olhos a saúde.

Reencontrar prazeres pequenos, mas tão verdadeiros.

Como até mesmo lavar louças ou varrer a casa, e os fazer por inteiro.

Ver marcas que devolveram coisas boas para a sociedade e isso era justo.

Também entender que em muitos não era causa, apenas mais uma ação de mkt fudida.

E com alegria ver uniões de atos e pensamentos em reverter atos injustos.

Justamente destes que faziam coisas tão grandiosas e são tão queridos.

Ver gente que conta mortos e faz gráficos, não contando os que estão vivos.

Me incomodar com tantos que alardeiam superação, enquanto esfolam os seus.

Gritar contra aqueles que acham que home office começa quando acorda.

Desautorizar os que reduziram times e salários, mas triplicaram os afazeres.

Celebrar os renascidos e os que fazem renascer.

Brindar os que se movimentam pelos desfavorecidos.

Homenagear os inúmeros projetos que buscam algo de humano em meio à crise.

Questionar os que apenas se preocuparam em fazer o que todo mundo já oferecia.

Ouvir o silêncio de muitos outros que poderiam estar juntos.

Sugerir que incorporem as ações pela justiça ser restabelecida.

Mas ressaltar que tudo que é fair que se busca fora, na concorrência.

Precisará ver dentro de sua própria história um lado fair bem estabelecido.

Acreditar que pouco importa a prosa e o verso, muito menos tantos verbos.

Deixar de ler mais não é algo que estou realmente convencido.

Mas aprendo todos os dias e de todas as formas, que só cabe a nós mudar tudo isso.

E se alguém ainda não entendeu nada disso, talvez não tenha nada aprendido.

E aí, o que você aprendeu com tudo isso?

 

 

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