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13 de Fevereiro de 2020

A porta se abre abruptmente. Imaginávamos um jovem, mas não tinha rosto, nem sexo ou idade. Podia estar em qualquer posição e em qualquer empresa, inclusive a sua. Todo mundo conhece um. 

Seu nome aparece nos cartões de visita, num e-mail ou é mencionado em um briefing. Pode fazer parte do seu time, frequenta as mesmas reuniões, você já discutiu muitos projetos com ele e em muitos momentos sem sua assinatura, nada andou. Amigos, não se engane: Todo mundo conhece um Júnior!

Ser JÚNIOR é uma opção de vida. É pensar como um Júnior, agir como um Júnior e proliferar gente Júnior. E isso muitas vezes acompanha a vida do sujeito, mesmo que ele consiga mudar, passar a ser chamado de pleno, sênior, mega, super, hiper, coordenador, gerente, diretor, VP, presidente, supra-sumo mestre ou guru...

Sim, não é de hoje. Muitos vieram de programa de trainees concorridos e disputados, e é difícil tirar de um jovem recém-saído de uma faculdade de renome, vencedor de uma processo ultra mega difícil e recém-lobotomizado pela bíblia de cada empresa, o direito dele próprio ser um Júnior. O problema é que muitas vezes ele nunca mais vai deixar de ser um.

Um Júnior é um cara by-the-book. Reside confortavelmente em cima do muro. É eficiente segundo os parâmetros da empresa, e enxerga de longe o caminho e a garantia de sua evolução profissional, faz bons conchavos e se esforça em amarrar decisões com várias instâncias – protegendo a si e os próximos pela força do corporativismo que maneja muito bem. É um bom cara de bastidores, ainda que não entenda muito este tal de “escrúpulos", não conhece a fundo nada em especial, mas entende como o processo se desenvolve ou como imagina que isso aconteça.

Não aceita nunca que desconhece algo, mas impõe sempre como imagina ser. Não traça parcerias, mas relações “ditas” comerciais; cobra dos outros profissionalismo, mas é passional até o último fio de cabelo; não se inclina para nenhum pragmatismo teórico, mas também não sabe o que diabos isto significa.

Faz um bom uso do “assédio moral” e não faz a mínima cerimônia em sacar um crachá, dar uma carteirada ou deixar claro que ele sim, é o CLIENTE. Não respeita os teóricos “inferiores” e muito menos quem sabe mais do que ele. Trabalha muito sua “autoimagem e muito pouco seu “autoconteúdo", é superficial por princípio, mas se vende como alguém de conhecimento definitivo.

Se considera na crista da moda, mas não arrisca. Aposta que algo é uma tendência, mas só acredita quando “alguém também fez isso”. Nega o prometido, renega a negação, volta-se contra quem o apoia, se finge de morto quando necessário, “paga de gatinho” sempre que encontra uma boa oportunidade e espertamente sempre dá um jeito de ser o certo, enquanto tudo e todos estão errados.

Enquanto o mercado tiver a senioridade de profissionais que honram suas camisas, crachás e suas empresas, e literalmente "não deixam cair", nada vai acontecer com aqueles que não importa o nome, idade, cargo ou empresa que tenham, sempre serão considerados a vida toda como JÚNIOR.  E é pena que para manter a chama acesa, o evento de pé, a execução perfeita, o comprometimento e o senso profissional, tanta energia/tempo se perca e tanto dinheiro se gaste sem que o Júnior se revele com o título que possui, afinal o "O mundo é de quem vende, não de quem faz".

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