Varejo

Corrente do bem


5 de Fevereiro de 2020

Tenho natureza otimista! Por mais que o homo sapiens venha decepcionando, acredito que ninguém veio ao mundo apenas a passeio. Então, por mais que o ciclo em que estamos tenha apontado um desgaste nas instituições, na democracia e nas relações, cabe a cada um de nós construir sua área de influência positiva. 

Não é ser 'Pollyanna', mas para cada comportamento ruim, temos muito mais exemplos positivos para propagar. Dia 13 de abril começamos a 19ª edição do Comida di Buteco, o concurso que tem como missão “transformar vidas através da cozinha”, valorizando e ajudando os pequenos negócios familiares a sobreviver, se destacar e contar suas histórias de vida nesta  ocasião/categoria tão brasileiro que é o “buteco”. 

E já tivemos alguns bons indícios de melhorias: crescimento de 80% na mídia espontânea off-line no primeiro final de semana do concurso, com mais de três horas de TV; A #comidadibuteco2018 teve mais 2.5 milhões de pessoas de alcance; nossas redes sociais  superaram1.7milhões de pessoas de alcance, enfim, começamos melhor que 2017. 

Como diria um amigo meu, “Nunca é uma causa só”, mas pudemos sentir um ânimo renovado não apenas nos consumidores, mas também nos donos dos estabelecimentos, que em sua maioria fez seu dever de casa, se preparando para receber o público.

Também nas indústrias que estão conosco observamos mais atenção, cuidado e menos imediatismo. Uma prova foi o Rio de Janeiro: em meio a todos os problemas, os bares ficaram lotados e muitas caravanas – grupos de amigos em vans, visitando 3, 5, 8 'butecos' em sequência.

Mas de onde tirar inspiração para “fazer a nossa parte”, melhorando a sua esfera mais próxima? Para mim, é buscar em gente que faz e não apenas fala. Levamos a Laís Souza, ex atleta brasileira para a reunião de abertura do concurso em duas cidades. Quer mais dificuldades que as dela? E ela está lá linda, confiante e com um sorriso no rosto dividindo conosco sua trajetória e seus sonhos, que não pararam de forma nenhuma.  

A presença dela foi muito importante para motivar cada dono de “buteco” a fazer o seu melhor. Acredito e procuro praticar “a corrente do bem”: o que você faz para melhorar o seu entorno?

Hoje em dia, todo mundo fala em propósito, valores, missão, ser sustentável, respeito... Até que ponto isso não é apenas para pendurar na parede da sala de reuniões ou para PR institucional? Como bem disse uma outra articulista aqui do Promoview: Wall marketing ou de fato sua empresa pratica o que fala?

E como praticar? Seja você dono de negócio ou executivo, é responsável pelas pessoas que o cercam e pelos processos em que está envolvido. Você tem falado com as pessoas da sua equipe? Não vale áudio no Whats app hein? Tem sido claro ao definir metas e acompanhá-las? Tem dado feedback frequente  e verdadeiro à toda a sua cadeia, seja de funcionários, clientes, parceiros, etc? Tem valorizado e premiado as atitudes e resultados positivos? 

Aí você diz: “Mas o que isso tem a ver com melhorar meu entorno?” A forma mais imediata de melhorar sua situação atual é sendo verdadeiro e positivo com quem o cerca.

Um diretor de uma ex empresa em que trabalhei dizia: “Reputação é aquilo que entra na sala de reunião antes de você.” Verdade absoluta... Os impactados pelo que você faz falam por você... Seja bem ou mal...

Não se trata de apenas ser gente boa, ouvir, colaborar; essa é a parte mais fácil. Tem que  saber falar não, definir as regras de forma justa e aplicá-las na hora certa, não postergar decisões, não delegar para os outros suas responsabilidades, e, sobretudo, pensar no coletivo e não no individual. Muito se fala sobre as diferenças culturais do ser humano... 

Para mim, existem muito mais semelhanças do que diferenças entre um chinês e um brasileiro nordestino. Como minha atividade predileta é viajar -  trabalho para isso o ano todo - nas minhas andanças, o único povo que identifiquei como diferente foi o japonês: em pequenas ações, percebi que para eles, o coletivo é maior que o individual...

Claro que eles têm outros problemas, quem não tem? Mas quando a noção clara do que é melhor para o todo prevalece, fica mais fácil gerar a corrente positiva, na prática.

Neste mês, o que você já fez para melhorar a realidade à sua volta? Seja ela pessoal ou profissional?

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