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Uma das pioneiras na disseminação de práticas sustentáveis no setor, a empresa Zum Brazil Eventos está lançando o projeto "Sustenta Brazil". O objetivo é auxiliar as empresas a incorporarem a cultura da sustentabilidade a partir de ações aplicadas em seus próprios eventos, segundo o coordenador da iniciativa, o biólogo Ricardo Rosário, que possui mestrado em Meio Ambiente e Biodiversidade, especialização em Direito Ambiental e Gestão de Sustentabilidade e é professor convidado da Universidade Mackenzie.

O projeto é orientado pelas diretrizes da British Stardards Institution (BSI), entidade inglesa sem fins lucrativos que trabalha na elaboração da IS0 20121, Norma Internacional voltada à gestão sustentável na indústria de eventos que aguarda aprovação para os próximos meses. Cerca de 30 países trabalham conjuntamente com a BSI nessa questão - entre eles o Brasil. O Sustenta Brazil, que também segue as normas internacionais da Global Reporting Initiative (GRI), reúne um conjunto de medidas nos âmbitos econômico, ambiental e social.  A GRI é uma organização não-governamental sediada na Holanda. Dividido em três fases (planejamento, implementação e comunicação), o projeto acaba de ser efetivamente implantado, depois de a Zum Brazil realizar, entre outras medidas, um forte trabalho de conscientização com seus colaboradores, por meio de técnicas que auxiliam na compreensão do tema e engajamento. No Brasil, mercado que está bastante envolvido com o tema, os trabalhos são liderados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). No final do ano passado, São Paulo recebeu os representantes de todos os países envolvidos na elaboração da norma. Exemplos Sustentáveis De acordo com Rosário, que atuou por vários anos no mercado de neutralização de carbono, o cumprimento das diretrizes da BSI “A cada dois anos, devemos apresentar à GRI o relatório de sustentabilidade, juntamente com o balanço financeiro e social e a evolução do processo sustentável dos eventos realizados”, explica o executivo. Para o especialista, existem várias formas de envolver as companhias no processo de cuidar do planeta sem que os interesses comerciais sejam deixados de lado. “O grande desafio, porém, está em promover a mudança cultural nas organizações, uma vez que do ponto de vista financeiro hoje é perfeitamente possível produzir eventos 100% sustentáveis e economicamente viáveis”, afirma. Exemplo de um recurso interessante e ainda pouco aplicado nos eventos, apesar do custo reduzido, é a reciclagem de resíduos orgânicos. “Por meio da técnica de compostagem, com a utilização de minhocários, é possível transformar restos de alimentos acumulados durante um evento em adubo”, explica ele. Para estimular a sustentabilidade no mundo corporativo, o Sustenta Brazil criou um Selo de Sustentabilidade (Ouro, Prata e Bronze), que dá às empresas a possibilidade de adotar ações paulatinamente e de acordo com o investimento disponível para o evento.  Para viabilizar esse trabalho de conscientização, cada categoria do selo possui requisitos específicos e obedece a uma ordem crescente, buscando a maturidade das ações. O Bronze, por exemplo, exige cinco ações e conta com sete recomendações sustentáveis, sendo quatro obrigatórias, entre elas a gestão de resíduos secos e eletrônicos, utilização de materiais de comunicação adequados e elaboração de relatório sustentável. As outras categorias, Prata e Ouro, estimulam a aplicação de ações mais complexas, tais como envolvimento da comunidade, programas de interação e conscientização com os convidados, proteção de ecossistemas, programa de redução de emissão de gases, emprego de método anticorrupção e assim por diante.