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Entre os personagens que trabalham no circo, como os domadores, mágicos, trapezistas, acrobatas, dançarinas e equilibristas, o palhaço exerce a principal função. É ele que, com suas palhaçadas, faz o público adulto esquecer os problemas do dia a dia. As crianças, principalmente, vão ao circo só para ver o palhaço. Com sua roupa desengonçada, sempre está com a calça larga caindo, sapato de nadador e cara pintada. Sua cabeleira é estranha e seu nariz é sempre uma pelota vermelha.

[caption id="attachment_86316" align="aligncenter" width="580" caption="Palhaço Croquete."][/caption]

Hoje (10/12), comemora-se o Dia Universal do Palhaço e, para homenagear este personagem que encanta todas as gerações, o Anfiteatro Beto Bittencourt, anexo ao Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, em Praia Grande, na cidade de São Luís (MA), será palco das comemorações do Dia do Palhaço, a partir das 17h30. A entrada é franca. A ação faz parte do projeto Treinamento Circense, coordenado pelo artista Gilson César. As apresentações incluem espetáculos de mímica, malabarismos e teatro. [caption id="attachment_86315" align="alignleft" width="165" caption="Gilson César comandará o evento em homenagem ao Dia do Palhaço."][/caption] A programação tem início com o mímico Gilson César, que será o mestre de cerimônias e fará um número de equilibrismo com pratos. "Estarei caracterizado como o palhaço Mangarosa, personagem criado por mim para homenagear essa figura ilustre do circo", informa. Outros personagens farão parte da programação, incluindo os participantes do Treinamento Circense, projeto realizado todas as segundas-feiras, no Beto Bittencourt. Reúne especialistas e amadores nas várias artes do circo. "Apesar do pouco tempo de existência, o projeto tem uma turma habilidosa, o que nos permitirá desenvolver essa segunda ação - a primeira foi o Saraui, que consistiu em apresentações circenses", explica Gilson César. A adaptação de "O Filho Pródigo" será feita por atores caracterizados como palhaços. "Uma turma de evangélicos que está utilizando a linguagem do circo para trabalhar a evangelização. São pessoas atentas às mudanças sociais e abertas às novas linguagens", ressalta o mímico. Outra encenação terá por base o cordel “João da Boa Morte: cabra marcado para morrer”, do poeta maranhense Ferreira Gullar. A obra envolve a problemática da posse da terra, as más condições de quem não possui a propriedade e se vê obrigado a trabalhar para os chamados coronéis. Para a apresentação, os atores estarão caracterizados como um dos personagens mais emblemáticos do teatro mundial, o "bufão". "Essas figuras eram comuns na Idade Média. Utilizavam o grotesco para fazer críticas à sociedade. E, como o cordel fala da problemática das terras, nada mais apropriado", diz o mímico. A apresentação é resultado de um projeto desenvolvido por estudantes do curso de Teatro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). "Serão dois atores, Braz Moraes e Edson Lima, sob a direção de Odora Freitas", completa Gilson César. Para finalizar, haverá a apresentação da Banda Toti formada por universitários da UFMA.