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Na subsidiária brasileira do Grupo SEB, dono da Arno, a venda de utensílios deve atingir R$ 172 milhões este ano, contra R$ 132 milhões de 2010, o que vai representar 23% do faturamento, considerando que panelas têm um valor agregado consideravelmente menor que o dos eletros, o que facilita o crescimento mais abrupto. Com novos produtos, a marca decidiu descontinuar o nome Penedo. "Percebemos que havia sobreposição entre as marcas do grupo para panelas, sem um foco de público ou de produto", diz Marcelo Vienna, vice-presidente de vendas e marketing do Grupo SEB.

A partir de agora, a marca Panex será a de primeiro preço e a Rochedo terá produtos de mais alto valor, de inox, alumínio polido e antiaderente. Ainda assim, o preço da Rochedo ficará abaixo das importadas Tefal e Lagostina. Para atender a expectativa de demanda, a empresa aumentou este ano em 50% a capacidade de produção nas fábricas. "Aumentamos a produtividade das plantas para compensar a alta no preço de matérias-prima como o alumínio, que não foi repassada para os produtos até agora", diz Vienna. O volume de itens em inox importados da França e da China também vai crescer, para fazer frente à concorrência com a Tramontina, única fabricante local de panelas nesse material. O executivo avalia ainda que as panelas chinesas de inox que entraram no mercado não representam um risco às marcas do grupo. "O consumidor sabe que ganha muito mais ao comprar uma panela que dura 20 anos, como a nossa, do que a que cozinha por dois anos", afirma Vienna.
Fonte: Valor Econômico.