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Vista como um oásis para os atletas há questão de dois anos, a agência de marketing esportivo 9ine já não encanta tanto assim. Recentemente, dois agenciados pela empresa anunciaram que não querem mais os serviços prestados por ela. O primeiro foi Bruninho, levantador da Seleção Masculina de Vôlei. Depois de cerca de um ano e meio com a 9ine, ele voltou a ser agenciado por Alessandra Menga, que cuidava de sua imagem paralelamente à agência. [caption id="attachment_326640" align="aligncenter" width="562"] O patrocínio da Asics ao Bruninho foi intermediado pela 9nine (Foto: Divulgação).[/caption]

 O segundo, e talvez o maior baque em termos de imagem para a 9ine, foi o skatista Pedro Barros. Pedrinho, como é conhecido, era visto como uma espécie de “novo Anderson Silva” para a agência.

Jovem, campeão mundial, ele era um dos atletas com maior potencial para angariar clientes. Em pouco tempo Go Pro e Ford fecharam acordos com ele via 9ine, mas o apetite parou nos últimos tempos e o skatista preferiu seguir o gerenciamento de carreira com o pai. [caption id="attachment_326642" align="aligncenter" width="562"] Pedro Barros não pertence mais ao quadro de atletas da 9nine (Foto: Divulgação).[/caption]

 Outra derrota, menos doída, mas igualmente sintomática, é o fim do contrato de exclusividade com Anderson Silva. Grande ícone da agência e melhor caso de sucesso da 9ine até agora, ele agora ficará como Lucas e Neymar. Com ótima relação com a agência, mas sem ser exclusivo dela.

As saídas de Bruninho e Pedrinho e a mudança de patamar de Anderson Silva, além do baque na imagem da 9ine, mostram a dificuldade que a empresa tem enfrentado neste ano. Sem conseguir manter a mesma musculatura na captação de clientes e na entrega de resultados, a 9ine começa a sofrer com a desconfiança de parte do mercado. No esporte, o zumbido em torno da agência só cresce. Ainda mais desde que o cantor Naldo foi anunciado como novo contratado por ela. Originalmente, a 9ine sempre se posicionou como uma agência de entretenimento, e não apenas de marketing esportivo. O cantor Luan Santana foi o primeiro não-esportista a ter um contrato com a empresa, ainda no começo de 2012. Desde sempre, porém, a história da 9ine se fez com o esporte. Não apenas pela imagem de Ronaldo, mas pelos clientes e projetos nos quais ela se envolveu. Em 2013, o mercado brasileiro de esporte não tem respondido conforme a expectativa inicial. O pretenso crescimento no ano pré-Copa não veio. Em meio a esse cenário, a ausência de Ronaldo do dia a dia da empresa para o ano de estudos em Londres começa a mostrar sua faceta mais cruel. Infelizmente parece ser questão de tempo para ver até quando o modelo da 9ine vai durar. Fonte: Erich Beting.