Princípio ativo da maconha na mira dos fabricantes de bebidas

02/07/2018


Desde 1º de janeiro, o uso recreativo da maconha está liberado na Califórnia, nos Estados Unidos, após a população aprovar a liberação em votação em novembro de 2016.

Com isso, o Estado - que já liberava o uso medicinal da ‘cannabis’ -, se une a um crescente número de cidades e Estados norte-americanos que liberam o consumo e a produção caseira da maconha.

Essa liberação abriu espaço para outro mercado, o das bebidas que estão fazendo uso do THC, um princípio ativo da maconha.

Em março de 2018, uma startup dos Estados Unidos criou a “California Dreamin’”. Cada garrafa contém dez miligramas de THC.

A empresa usa apenas sativa, o tipo de cannabis que causa euforia. É uma quantidade pequena se for comparada a bebidas concorrentes, que levam até 100mg de THC em uma garrafa do mesmo tamanho.

A garrafa de California Dreamin’ vem em sabores variados, como tangerina, toranja, romã e cranberry, e será vendida por cerca de 9 dólares cada unidade. No entanto, o público não encontrará a bebida normalmente em bares.

Califórnia e outros Estados proíbem a venda de maconha para uso recreativo em lugares que sirvam álcool.

Recentemente, mais uma marca anunciou a sua entrada nesse mercado. Trata-se da cervejaria artesanal Lagunitas, unidade da Heineken que irá vender na Califórnia a “Hi-Fi Hops”, uma água gaseificada com infusão de THC.

A Hi-Fi Hops será vendida na Califórnia a partir de julho, em duas opções: uma com 10mg de THC e outra com metade disso mais cinco miligramas de canabidiol, outro principio ativo da cannabis.

Outra que se interessou pelo negócio foi a Constellation Brands, dona da Corona, que comprou uma parte da empresa do setor canábico Canopy Growtch Corp., e indicou que desenvolveria produtos desse gênero. No entanto, a companhia ainda não iniciou a comercialização pois está à espera que os EUA a legalize nacionalmente.

Mas não é só nos EUA que o uso da maconha em produtos além dos medicinais vem ganhando força. A maconha está deixando de ser um mercado de nicho para se tornar um negócio relevante, agora que o Canadá está prestes a se tornar o maior país a legalizá-la.

Em julho, o Projeto de Lei C-45 deve ser aprovado e permitirá o consumo recreativo da maconha no país.

 Empresas produtoras, que hoje atuam no ramo medicinal, preparam-se para a abertura de um mercado que poderá movimentar mais de US$ 8 bilhões por ano.

Estudo da consultoria Deloitte estima que o mercado ilegal de maconha no Canadá movimenta US$ 4 bilhões por ano. Com a legalização proposta pelo governo do primeiro-ministro Justin Trudeau, as vendas anuais devem chegar a US$ 8,7 bilhões.

 

Fonte: Redação.

TAGs: Bares e Similares (PDV) Bebidas Não Alcool Comércio Empresário Espaço Físico Inovação Internacional Lançamento de Produto