Viagens de Incentivo

20/09/2018


Nas nossas inúmeras apresentações sobre o tema, “Mkt de Incentivo” temos defendido a importância desta ferramenta motivacional no Turismo Corporativo.

Porem, para que isso se torne de fato uma realidade, o trade e os destinos têm uma longa caminhada para se adequarem às demandas globais que o turismo corporativo apresenta.

Medo de mudar e ser mudado, medo do desconhecido, medo de não conseguir atender as mudanças, medo dos desafios tecnológicos.

De uma maneira geral, essa incapacidade de mudar deve-se em principio a um sentimento: mudar. Isso significa medo.

Na realidade, um conflito interno estimulado pela insegurança pessoal e profissional, um conflito gerado por incapacidade, por falta de objetivos e até falta de ambição, muitas vezes por comodismo.

Não podemos esquecer também aqueles que não mudam por acreditar que time que está ganhando não se muda. Este um dos piores erros do mercado.     

Para mudar, para que a mudança se torne efetiva, é preciso em primeiro lugar estabelecer um compromisso com essa mudança.

Avaliar riscos e benefícios e iniciar um planejamento de todas as ações, principalmente, entender a capacidade de mudança, principalmente, a valorização dos benefícios que isso representa. Isto se chama o comportamento positivo das mudanças.    

Aqui, chamo a atenção à importância da motivação, da autoconfiança, avaliando não só as dificuldades, mas, também as realizações associadas aos resultados, na prática uma mudança comportamental.

Precisamos sim de mudar, nossos conceitos, nossas ideias, nossos formatos de pensar, nossas premissas de vida e de atuação.

Aceitar a realidade, mudar comportamentos e, principalmente, acreditar que estamos mudando para melhor.

Mudar para atender as grandes mudanças do mercado, mudar para acreditar que somos capazes de realizar, de transformar qualquer coisa que nos transforme para melhor.

Este é o estágio sistêmico, na conjunção da mudança pessoal com a mudança organizacional, revitalizando a transformação e o desenvolvimento pessoal e organizacional.

Para as empresas é fundamental ter consciência que existem diferenças nos hábitos de mudança, pessoais e mudanças corporativas.

Isto implica que não basta criar uma viagem de incentivo, um destino, sem considerar a cultura empresarial, o conceito temático da campanha, a importância que a viagem representa ou pode representar no aculturamento da organização, mesmo sendo um prêmio.

Qual é o residual tão conceituado e valorizado nas viagens de Incentivo, quando o prêmio nos remete a uma cultura e idiomas desconhecidos?

Será que a tão sonhada viagem de incentivo representa apenas compras baratas e um carimbo no passaporte que confirma a nossa tão sonhada viagem internacional?

Sabemos que não, principalmente, quanto isso tem sido frustrante para inúmeros participantes.

É prêmio ou castigo?

Na maioria das vezes, as recompensas desviam-se do prazer da realização, do reconhecimento.

Não podemos esquecer que cada homem é uma fonte de reconhecimento, comprometido, não apenas um mercenário disposto a tudo por uns reais a mais no seu bolso.

Dentro desta premissa devemos estimular dentro da organização os processos de aprendizagem, que naturalmente induzem ás mudanças comportamentais.

A fórmula é simples: realinhar cultura, valores, inovação e qualidade de vida.

Devemos respeitar e premiar o desempenho dos profissionais talentosos, sempre pensando na importância e nos valores que essa premiação representa.

Para o mercado fornecedor, os destinos, torna-se necessário entender a importância da Capacitação no novo modelo de negócios.

Assim, é fundamental que o primeiro passo seja conhecer as premissas e exigências de uma viagem de incentivo, o perfil de seus participantes, suas potencialidades, antes de implantá-los.

As viagens corporativas ou viagens de incentivo podem ser o suporte de pequenas ações ou grandes projetos, porem, são a base das grandes mudanças que o mercado de incentivo espera.

Paradoxalmente, poucos desses programas atendem às expectativas, a razão é simples, viagens de incentivo não é solução mágica, também não é receita de bolo, é apenas uma mudança positiva e qualitativa.

E isso exige repensar modelos e práticas que precisam ser alteradas, considerando que nem sempre o que é bom para uns, necessariamente é bom para outros. 

O principal compromisso é gerar um ciclo positivo, influenciar, assumir riscos, acreditar, energizar, as grandes idéias, elas sempre acontecem de uma forma simples, principalmente quando se dá espaço à inovação, à geração de oportunidades.

Hoje sem exceção todos os negócios necessitam de criatividade, de mudança, de inovação e sustentabilidade, fazer bem feito já não é o suficiente, temos que ser ousados criativos, sair do lugar comum, ousar nas iniciativas.

Por fim, para completar as minhas considerações lembro que um dos temas mais discutidos em debates e palestras sobre o turismo são as experiências vivenciais.

Numa cultura global, vivências são práticas comuns, que aceitam todas as formas de expressão, sentir, agir, pensar integrando e estimulando a cultura.

Diante desta mudança de cenário, não podemos esquecer que estamos vivendo num mundo midiático, um mundo de comunicação interativa, um mundo de comunicação sensorial, com uma única certeza, o Incentivo só funciona quando é incorporado à realidade pessoal, às praticas, aos processos, ao dia a dia.

Edmundo Monteiro de Almeida é sócio diretor da Empresa Peoplemais Comunicação e Consultor associado do Grupo M.I.C.E. Mestre em comunicação pela Universidade Paulista, com formação multidisciplinar em STC Executivo na Fundação Dom Cabral e na J. A. Kellogg School of Management. Professor da ESPM nas cadeiras de Comunicação Empresarial e Comunicação Integrada de Marketing.

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