O primeiro dia da Feira Cidade PcD, no Parque Olímpico, foi marcado pela emoção do público com o desfile de moda inclusiva da estilista Silvana Louro, com 50 modelos, sendo que 45 estreava nas pistas da moda.

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Moda, arte, terapia, lazer e esporte na Cidade PcD

04/12/2017

O primeiro dia da Feira Cidade PcD, no Parque Olímpico, foi marcado pela emoção do público com o desfile de moda inclusiva da estilista Silvana Louro, com 50 modelos, sendo que 45 estreava nas pistas da moda.

Além de pessoas com alguma deficiência, a apresentação também contou com a presença do cão Peninha, que teve uma das patas amputadas e utiliza cadeira de rodas canina para se locomover.

Louro lembrou que há trajes desconfortáveis para deficientes. "Ver um cadeirante usando calça comprida é assustador. A mulher cadeirante precisa ir ao toalete. Passou da hora de a gente quebrar essas barreiras, fazendo com que a moda seja mais democrática", opinou.

O evento, que reúne inclusão, acessibilidade, orientação e mobilidade para pessoas com deficiência, termina amanhã. A aposentada Hilda Lourenço Couto, 83 anos, que teve uma das pernas amputadas, ficou emocionada ao dar os primeiros passos com sua prótese. Ela aproveitou o evento para fazer maquiagem no rosto pela primeira vez na vida, em um dos estandes que proporcionou a experiência para mulheres com deficiência. "Achei maravilhoso. O povo está muito carente de coisas boas. Eventos como esse fazem a gente espairecer um pouco", elogiou.

Os frequentadores podem aproveitar o espaço de empregabilidade para cadastrar o currículo em uma das 18 empresas que estão representadas no evento. Uma das recrutadoras, é a analista de RH Priscila Macedo, responsável pela programa de inclusão da pessoa com deficiência da Casa & Video. "A pessoa com deficiência descobre seu valor e potencializa o trabalho na empresa".

Uma exposição com quadros sensoriais para cegos, feitos em 3D com produtos recicláveis, é outro destaque. A artista plástica Ana Rocha, que iniciou o trabalho em 2012, se emociona. "Sempre desejei que os deficientes visuais pudessem contemplar a minha arte. A primeira vez que uma menina tocou no meu quadro, ficou muito feliz". O Espaço de Equoterapia, com a Cavalaria da PM, oferece a oportunidade de se conhecer o tratamento. "Melhora a qualidade de vida na parte motora e na psicossocial", acrescentou a fonoaudióloga Isabel Loures.

A Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (Afac) disponibilizou uma sala sensorial para o público sentir a realidade dos deficientes visuais, por toque, olfato, audição e paladar. O executivo de vendas, Diego Barros, 22 anos, ficou surpreso com a experiência e ressaltou que os cegos enfrentam muitas dificuldades de locomoção devido à falta de conservação das calçadas.


Fonte:: Redação