Futuro do mercado M.I.C.E.: 4 dicas poderosas

29/05/2019


Já explico o que significa o termo acima: Meetings, Incentives, Conferences e Exhitions, ou seja, uma boa parcela das atividades que acontecem dentro do guarda-chuva live marketing.

Fui convidado recentemente a passar um sábado inteiro com um grupo de profissionais deste setor em uma sala de hotel em uma sessão Think Tank para desenvolver uma visão de futuro para este setor.

Em um país dinâmico como o nosso, pensar no planejamento do próximo ano já é um desafio espetacular, imagine pensar no futuro de um setor da nossa economia daqui a 10/20 anos...pois é!

Não tinha nenhum futurólogo na sala, e ninguém levou bola de cristal , então o exercício foi algo parecido com uma sessão de Design Thinking. Veja abaixo algumas das conclusões que chegamos:

Atratividade dos Eventos: Continua em alta sempre. Os seres humanos são gregários e mesmo com uma alta taxa de digitalização das nossas vidas e atividades, a necessidade do calor humano e da confiança olho no olho não irá diminuir. Muito pelo contrário. O desafio será como ampliar a experiência dos participantes sem perder relevância.

Formatos: Mais dependentes da infraestrutura. Mesmo daqui a 20 anos, o mundo corporativo ainda vai precisar de alvarás e licenças para formalizar qualquer ação de live marketing em qualquer lugar e momento. O compliance é um caminho sem volta, e, em um mundo de fake news, termos a sustentação da vida real um pilar básico de segurança para este setor. Não sermos tão dependentes da forma estética será o grande desafio. É mais a MISSA do que a CATEDRAL!

Venues/Locais: Maior disponibilidade de espaços ecléticos e de alto grau de adaptabilidade. Lugares diferenciados em alta. Tudo que reforce a experiência on site será bem-vindo. E a jornada completa fazendo parte da equação. A integração do Uber com o local/jantar/ambiente. O poder público finalmente entende o potencial do setor como vetor de desenvolvimento econômico e passa a ver os agentes do Live Marketing/MICE não como geradores de impostos, mas geradores de receitas.

Engajamento: Tecnologia ajudando a manter as conexões emocionais acesas. 365/24/7 mas sem gerar burn outs. Gestores sabendo trabalhar com o F.O.M.O ( Fear of missing out ) e com o J.O.M.O (Joy of issing out ). A evolução do Brand Experience para Life Experience. Múltiplas possibilidades de ativação de marca e omnichannels fazendo a comunicação com os usuários

Mas existiu, além das 4 conclusões acima, um outro consenso muito grande entre os participantes, o fator EUREKA ...a grande ideia... o actionable insights matador.

A criatividade humana nunca pode ser subjulgada, o melhor evento do mundo sem emoção não vale nada. Como criar a conexão emocional por intermédio do LIVE MARKETING é um desafio hoje e será para sempre...10/20/30 anos...mas esta característica básica dos seres humanos de querer se envolver por meio das emoções é imutável.  

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