RSE: Investimento declarado no bem-estar coletivo

23/05/2019


Toda organização social, ativa, contribui de forma plena para que a engrenagem econômica não fique estagnada, já que possibilita o emprego de diversos profissionais, direta ou indiretamente, contribui com os tributos – no Brasil exageradamente, convém ser ressaltado – fomentando desenvolvimento local.

Porém, na passagem dos séculos XX para o XXI, acompanhamos a sedimentação de uma ação que a princípio era um grande diferencial, mas que atualmente, já incorporou-se no cerne das empresas que realmente evocam uma prática mais evidente de seus valores e princípios humanos: a Responsabilidade Social Empresarial, conhecida também pela sigla, RSE.

A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) geralmente se formata tendo como base os valores de uma organização acoplados - em sua maioria das vezes - em tópicos como saúde, educação, cultura e meio ambiente e que são traduzidos por meios de projetos e programas sociais que incentivem a lapidação de uma sociedade mais igualitária e na busca do bem-estar coletivo, considerando as pessoas como alvo, não só os públicos de interesse latente de um negócio.

É uma atividade que avançou no quesito único e exclusivo de filantropia, como inicialmente surgiu no escopo corporativo. Em excelente obra da professora, Cleuza G. Gimenes Cesca, intitulada Relações Públicas para o Terceiro Setor, a autora afirma que “Cada vez mais, a área social tem trazido demandas que o Estado não tem conseguido atender. Diante disso, a sociedade tem procurado oferecer sua colaboração para suprir essa lacuna, e, assim, minimizar os menos favorecidos.” E o segmento empresarial não poderia ficar distante e alheio a isso.

Em muitas situações de forma independente promove ações nesse escopo ou associa-se ao mercado, na maioria do Terceiro Setor, para justamente ofertar à sociedade projetos de impacto na qualidade de vida das pessoas, estejam elas ao redor de uma organização ou distribuídas em diversas regiões do País.

Lógico que a escolha do pilar de seu investimento, na maioria das vezes, apresenta uma simbiose com seu negócio e a missão que compartilha.

Durante esse mês de maio, por exemplo, tivemos diversos momentos focados por meio de campanhas, promoções e eventos atrelados às questões da mobilidade brasileira.

Os números alarmantes desse cenário, como, 40 mil pessoas por ano no Brasil que são vítimas de acidentes de trânsito, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária.

Acrescido de um estudo do Ibope Inteligência encomendado pela Rede Nossa São Paulo que demonstrou que 44% dos paulistanos têm ou já tiveram problemas de saúde relacionados à poluição e que o paulistano demora quase 3 horas por dia no trânsito inspiraram diversos movimentos empresariais para despertar a atenção e conscientizar pessoas sobre esses malefícios.

Um dos mais criativos projetos nessa área foi desenvolvido pela Zoom education for life, pioneira e líder no segmento da robótica educacional. Trata-se dos Movimentos Mobilizadores (M&M’s) a fim de levar para as salas de aula o debate de assuntos que normalmente não são trabalhados nas escolas, de forma divertida e lúdica e dentro de um contexto de aprendizagem ativa.

Os M&M’s ocorrem ao longo do ano e a Zoom disponibiliza os materiais digitais necessários para a implementação dos programas nas escolas.

“Além de motivar o debate e o conhecimento a partir do uso de recursos de aprendizagem ativa, os programas colocam os alunos, em todo o tempo, como protagonistas e potenciais influenciadores dos adultos a respeito de assuntos importantes para todos nós, por exemplo, como se comportar no trânsito.”, explica Marcos Wesley, CEO e fundador da Zoom.

Em maio foi lançado justamente o Cidades Inteligentes – focado para a faixa etária de 6 a 11 anos – com o objetivo de convidar a escola, os alunos e suas famílias a refletirem sobre as características de cidades inteligentes, propondo soluções para problemas que fazem parte do cotidiano de qualquer morador e desenvolver atitudes sustentáveis e que promovam saúde, segurança e bem-estar.

Ao priorizar a escolha de um grupo, cujo perfil  possui pleno conhecimento, a Zoom estabelece não só novas parcerias, reforça sua marca institucional no âmbito educacional e leva oportunidades de inserção de novos meios de aprendizagem em espaços que geralmente não teriam condições plenas para sua implementação. Faz-se valer para praticar o bem.

É sem dúvida, um ganha-ganha explícito, tendo a sociedade e o aumento de sua qualidade de vida como prioritariamente o melhor investimento e retorno.

Por isso, se sua empresa ainda não abraçou a RSE é melhor despertar, pois mesmo não sendo uma obrigatoriedade legal, ela já denota ser um ativo colaborativo que faz um bem danado a quem investe, e como já diz um antigo provérbio, sempre fica um pouco do aroma de flores, a quem as oferece e torna outro feliz!

Embarque também nesse “bouquet”!

 

Por Andrea Nakane.

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