Copan busca apoio para iluminar fachada com a bandeira LGBT+

16/05/2019


O projeto “A Bandeira” pretende transformar o edifício ícone da cidade de São Paulo em uma bandeira colorida com as cores do arco-íris, para relembrar os 50 anos da Revolta de Stonewall.

copan lgbtSe for viabilizada por meio de financiamento coletivo, a intervenção arquitetônica irá representar um grande ato de resistência coletiva, pacífica e criativa, que convida a população a levantar seus olhos para a luta por respeito e pelos direitos da comunidade LGBT+ no País.

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Um dos maiores condomínios residenciais da América Latina, notório pela pluralidade social, o Copan abraça a causa LGBT+ frente ao crescimento de crimes motivados por homofobia no Brasil.

Para tal, lança uma campanha de financiamento coletivo com o objetivo de iluminar toda a extensão da sua fachada com as cores da bandeira da diversidade por dez dias, entre 19 e 29 de junho de 2019.

Idealizada pelo arquiteto goiano, Matheus Vaz e com apoio da administração do prédio e de seu perfil oficial no Instagram, o @e.copan, “A Bandeira” marca a celebração dos 50 anos da Revolta de Stonewall, que foi um grande marco na luta por direitos civis LGBT+ e deu início às Paradas do Orgulho LGBT em todo o planeta.

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Colorir este gigante cinza será tarefa para 4.232 lâmpadas, distribuídas em pontos estratégicos da fachada, que terá toda a estrutura de brises soleil iluminada, mantendo as fontes luminosas invisíveis aos olhos do pedestre.

A tela branca de proteção, que no dia a dia ofusca a edificação, será um importante instrumento para transformar o Copan em uma bandeira colorida gigante, que poderá ser vista à distância. Ao total, serão 3,4 milhões de lumens, representando a quantidade de pessoas que participam da Para do Orgulho LGBT na cidade, que é o maior ato pelos direitos humanos no Brasil.

Não foi à toa que o centro de São Paulo e o Copan foram escolhidos para hastear essa bandeira: a região central é usufruída, diariamente, por mais de 2 milhões de pessoas vindas de todo País e se tornou palco para uma das mais relevantes Paradas LGBT do mundo.

Já o edifício, projetado por Oscar Niemeyer, é símbolo da arquitetura modernista, com características socialistas. Abriga milhares de moradores, distribuídos em 1.160 apartamentos de 25 a 220m², e possui uma área comum aberta ao público, com diversos tipos de serviços.

A ampla oferta de diferentes unidades habitacionais aliada à proporção da edificação não poderia refletir melhor a causa essencial do projeto: a diversidade de vidas que moram nele, tornando-o um prédio marcado pela pluralidade.

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Nesse contexto, a campanha também chama a atenção para a salvaguarda do patrimônio tombado no Brasil. Ao apoiar “A Bandeira”, os doadores também contribuem com o restauro desse patrimônio histórico, tombado pelo Conpresp (2012) e Iphan (2007).

No entanto, para além de arrecadar o valor necessário para o restauro – a vaquinha não representa nem 1% do valor necessário –, o pedido de apoio é um alerta para o desmanche do patrimônio tombado no Brasil.

O Copan ainda é um dos bens tombados que consegue executar sua manutenção sem ajuda do poder público, ao contrário de outros que estão literalmente tombando.

Os prêmios para os colaboradores incluem canecas, camisetas, visitas noturnas à cobertura do prédio, lâmpadas utilizadas no projeto, entre outros. Ajude-nos a hastear essa bandeira pelos direitos humanos e pela preservação do nosso patrimônio. 

Fonte: Redação.

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