Encontro discute como a dança pode ser um forte instrumento de luta para jovens da periferia.

Musa do vogue, Twiggy participa de bate-papo sobre dança e gênero no CCSP

17/11/2017

No dia 25 de novembro (sábado), das 19h às 21h, a ativista e curadora americana Twiggy Pucci Garçon vai contar sua história de vida e como o Vogue, a dança com movimentos definidos por poses bem marcadas, transformou a sua trajetória e a de muitas pessoas LGBTQIA+, principalmente daqueles e daquelas que vivem na periferia de grandes cidades.

O encontro faz parte da 3ª Conferência Internacional [Ssex Bbox] & Mix Brasil, organizada por Priscilla Bertucci, um dos selecionados para a última seleção do programa Red Bull Amaphiko. O evento ocorre entre os dias 15 e 26 no Centro Cultural São Paulo e é totalmente gratuito.

Twiggy dividirá o microfone com João Simões, artista, pesquisador, produtor cultural e educador. João desenvolve a plataforma Explode!, onde aborda questões de classe, raça e gênero a partir de manifestações de arte e cultura das periferias. Por meio de seu alterego Mama Jo, realiza performances com muita música e “montação”, subvertendo as normatizações sociais.

O mote para o debate será o trailer do filme “KIKI”, dirigido por Sara Jordeno e a própria Twiggy. Mostra o que acontece quando uma geração mais nova de jovens LGBTQ não-branca se reúne atualmente para praticar o Vogue (ou Ballroom) em Nova York. Eles formam uma subcultura artística ativista chamada “kiki scene” e se encontram não só para coreografar movimentos do corpo, mas também para dividir angústias, medos e sonhos.

Twiggy e João Simões vão discutir a importância do Vogue (ou Voguing) na construção de senso de comunidade entre os LGBTQIA+ pelo mundo, assim como trazer perspectivas de periferia, negritude e transgeneridade no Brasil e nos Estados Unidos, entre outros aspectos.


Fonte:: Redação