O que eu vejo, não esqueço...

31/05/2019


O que eu enxergo, eu lembro...

O que eu escuto, eu comento...

O que eu vivencio, eu reproduzo...

Acabei de participar de um Fórum de Eventos.

Excelente organização, muito bem realizado e ótimo atendimento, conceitualmente sem nenhum ponto negativo.

Porém, (há sempre um porém). O déjà-vu, como dizem os franceses, um evento com a sensação de estar frente a uma situação conhecida, ou melhor, a eventos já vividos.

Isso não significa que é um replay ou que o evento não teve qualidade esperada, pelo contrário, usufruímos de uma tecnologia cada vez mais presente, por intermédio de uma organização com ótima logística.

A pergunta que se segue é previsível: O que está faltando?

Está faltando o mercado entender que um evento é mais que uma festa de gente bonita trocando cartões, uma festa onde o objetivo principal é o relacionamento, as oportunidades ver e ser visto.

Não estão totalmente errados! Relacionamento é uma das oportunidades que o evento proporciona, mas é pouco.

Eventos são experiências, são aplicações promocionais são ações de relações públicas, são ações estratégicas, sem esquecer que também podem ser ações comemorativas.     

Eventos geram um ROI (Retorno sobre o Investimento) maior que qualquer outra plataforma de comunicação e marketing.

Hoje já representam 51% dos investimentos das marcas em comunicação.

Evento é cultura, é mídia estratégica para divulgar uma marca, promover um produto, potencializar as vendas, conquistar novos mercados, associando a imagem da empresa a conceitos positivos.

Eventos criam identificação com um mercado-alvo. Aumentam a conscientização do nome da empresa. Reforçam as percepções do consumidor com a marca. Criam experiências, ativam e provocam sensações.

Eventos expressam compromisso com as questões sociais, criando identificação com um mercado-alvo.

Eventos aumentam a conscientização do nome da empresa reforçando as percepções do consumidor com a marca.

Eventos são mais assertivos quando associados às emoções, ao marketing experimental, às experiências vivenciais.

Evento é midia, aliás, uma das ativas no marketing integrado, gerando motivação, persuasão e atitude.

O evento reforça e valoriza o conceito de “Put People First”, colocando os participantes, não apenas como consumidor, no centro de tudo, mas de uma forma holística e interativa.    

Um evento é um momento maravilhoso, uma oportunidade única para as empresas, porém, seu sucesso ou insucesso, não tem volta, não tem como mudar um fato já ocorrido.

Tudo tem que ocorrer na mais perfeita sintonia, qualquer erro por menor que seja não tem retrocesso.

- Lembro de um grande evento que a minha empresa preparou para uma indústria automotiva, três dias de atividades num dos melhores hotéis de São Paulo, com os melhores fornecedores do mercado, o que podia dar errado?

Mas deu, no último dia do evento, no encerramento, por solicitação do cliente, foi pedido à equipe de filmagem que gravasse o vídeo e o áudio do presidente no encerramento do evento.

Era importante, considerando que o presidente pretendia apresentar esse vídeo para os acionistas na matriz. Simples, aliás, quase todas as etapas do evento tinham sido gravadas, porém, desta vez, por alguma razão sem explicação, a produtora falhou, esqueceu de ligar o som.

Distração, excesso de confiança, estava tudo sobre controle! Não sabemos porém, o resultado foi óbvio, a minha agência perdeu o contrato com esse cliente.

Infelizmente, um pedido tão simples teve um desdobramento muito negativo, tanto para a empresa/cliente quanto para nós agência.   

Planejar mudanças fora de contexto ou improvisação é meio caminho andado para o insucesso do evento.

Pior, qualquer problema sempre ofusca o sucesso, ele sempre será lembrado em futuros trabalhos e concorrências.

Já no aspecto da sua concepção, a linha de comunicação conceitual é o principal fator de integração e sucesso de um evento.

Quaisquer das ações planejadas, atividades corporativas, painéis, atividades sociais, lazer, sempre devemos eleger a motivação conceitual como a espinha dorsal do evento, ela deve estar sempre presente direta ou indiretamente, alinhada e incorporada a todas as atividades.

Ela deve considerar: a motivação dos participantes, o equilíbrio das ações e comunicação, o clima de euforia e entusiasmo, a emoção, o nível de informação, e, principalmente, ritmos tão necessários à harmonia da convenção ou evento.

O espírito que deverá nortear o desenvolvimento da convenção ou evento deve estar sempre associado à concepção de um tema básico que alinhará palestras, shows, apresentações audiovisuais, comunicação visual, decoração e motivação.

Por mais simples que seja a construção conceitual e temática de um de evento, ele deve ter como premissa na sua formação, o equilíbrio dos seus ingredientes.

Aspecto informativo, lúdico, motivacional e agregador, e é bom não esquecer que o Murphy, aquele mesmo da lei, não perde uma convenção, portanto, prevenir é o melhor remédio.

 

Edmundo Monteiro de Almeida.

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