Festa de Natal corporativa: Chega do mais do mesmo

01/12/2019


Estamos próximo do término do ano e me chama a atenção como clientes e organizadores de eventos, mantem o mesmo mindset quando se fala de festas de fim de ano.

Como qualquer evento, esta ação precisa de briefing e objetivos, e, quando pergunto aos meus clientes, qual seu objetivo da festa, vem o chavão: Comemorar e revolvendo o briefing, percebo que não é isso.

Muitas empresas fazem a festa de final de ano por medo de não fazer mais e os funcionários acharem que a empresa está quebrando ou que eles não são importantes.

Podemos ter vários objetivos para uma festa de final de ano corporativa: Brindar um ano difícil que todos colaboraram e conseguiram passar; Novas diretrizes implementadas que surtiram efeito; Fusões de empresa que mudaram o status quo da corporação e foi bem delineada e aceita; Metas alcançadas; Um agradecimento aos colaboradores; Muitos outros ou todos esses itens juntos e até o confraternizar.

O que importa é que o(s) objetivos estejam claros para que a proposta de evento possa contemplar essas necessidades. Do outro lado, vejo agências de eventos que simplesmente ficam no “fazedores” e não no “pensadores” e criam projetos se preocupando pura e simplesmente com o local, uma ou outra atração e um brinde dentro da verba.

Na Era do live marketing, podemos avançar em muitos conceitos e entregar tantas possibilidades:

  • Uma atividade artística que funcionários geridos por um artista plástico possam ter uma manhã de criação e de execução de um painel que retrate o DNA da empresa e do ano vivido, deixando uma “obra de arte” residual desse momento;
  • O propósito tão em voga hoje em dia, onde os colaboradores podem desenvolver uma campanha de arrecadação, ou de melhorias numa escola/creche/asilo perto ou até mesmo organizarem uma festa de Natal para quem nunca tem festa numa destas entidades, gerando convívio e contribuição à quem precisa;
  • Um grande caça ao tesouro na cidade-sede da empresa ou da fábrica, conhecendo pontos turísticos, restaurantes típicos, estátuas e seus significados, culminando num grande almoço em algum destes pontos. Trazendo repertório e a vivência da localidade de maneira diferente e divertida;
  • Uma aula de culinária ensinando pratos típicos de ceia de maneira colaborativa e entregando a receita e os insumos para que façam posteriormente com suas famílias;
  • Um amigo secreto sorteado no dia do evento, mas anteriormente comunicado, onde o presente tem que ser feito pelo participante, explorando as habilidades e hobbies de todos;
  • Games Party: Rodada de jogos de tabuleiro (dos tradicionais aos milenares), pinball, air rock , telas com videogame, de maneira a trazer a oportunidade de jogarem sozinhos e com diferentes duplas e times, explorando a participação de todos de maneira divertida;
  • A questão ambiental que pode ser explorada com a limpeza de uma praia, praça, beneficiando o local com colocação de lixeiras, avisos de cuidado do espaço, arrumando bancos e até mesmo discutindo como implementar isso no dia a dia da empresa e quem sabe, ao final, culminando com uma grande piquenique;
  • Faça uma enquete do que e como os funcionários gostariam de comemorar este final de ano, podemos nos surpreender com as ideias e entregar o que a maioria quer e acredita.

Vejam que os exemplos acima são extremamente vivenciais, saem do ambiente de trabalho, utilizam a cocriação, trazem oportunidades de residual e manter elementos vividos que podem ser resgatados internamente e/ou com familiares, como lembrança e reflexão.

Vamos explorar esse momento tão especial de outras maneiras e que faça a diferença para todos.

Boas Festas !!!!

 

Por Libia Macedo.

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