Assédios sexual e moral em eventos é tema de palestra

09/02/2019


Tema abre a programação das Arenas Experience, conteúdos gratuitos para os visitantes do principal evento dos segmentos MICE e de T&D.

É preciso tecnologia, inovação e segurança. No entanto, não se pode falar em crescimento do setor de eventos enquanto não houver respeito.

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Enquanto assédios sexual e moral fizerem parte do cotidiano de empresas e agências, haverá contradição entre trabalho em equipe, discriminação e abusos físicos e psicológicos.

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Pensando nisso, a EBS, marcada para o próximo mês, incluiu em sua programação a abordagem do tema que cada vez mais preocupa a sociedade: a violência contra a mulher.

Embora homens também sejam vítimas de humilhações no ambiente profissional, é o público feminino que mais sofre.

O assunto será abordado pela advogada, sócia do Tini e Guimarães Advogados, Isabela Guimarães Del Monde, no dia 5 de junho, data de abertura do evento, às 14h30, no Centro de Convenções Rebouças, na Capital paulista.

Serão dois dias de debates com especialistas em comunicação, marketing e relacionamento. O conteúdo das Arenas é gratuito.

Com o tema “Assédio moral e sexual no segmento de eventos”, a palestra busca mostrar as origens do assédio para que ele possa ser compreendido globalmente, já que dados apontam que a maioria das mulheres ainda sente culpa em ter sofrido agressão e outras têm dificuldade em identificar a situação.

“Vamos conferir aos espectadores reflexões e estratégias de redução dos casos de assédio, bem como tratamento de denúncias internas.”, disse Isabela, que também é integrante do Comitê de Relações Humanas da Ampro – Associação de Marketing Promocional.

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O Manual ABA de Boas Práticas e Responsabilidade pelo Fim do Assédio em Eventos, produzido pela Associação Brasileira dos Anunciantes, com o apoio da Ampro, mostra que 99,6% das mulheres já foi vítima de alguma situação indesejada.

Seja física ou moral, todas as investidas foram sem permissão, gerando medo e indignação. No documento, fica claro que o assédio sexual acontece quando uma pessoa tenta constranger a outra com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual.

O texto explica que não é uma paquera ou um começo de namoro, é um avanço sexual sem consentimento que causa incômodo e sofrimento, é sentido como agressão física e psicológica.

“A culpa e a responsabilidade desse comportamento nunca são da vítima, mas sempre de quem pratica o assédio. Interrupções constantes de falas, comunicação aos berros e convites de cunho sexual são formas de assédio e não devem ser praticadas.”, destacou a advogada.

Um dos principais motivos para o constante aumento das estatísticas é a falta de denúncias. Após ouvir 2.084 pessoas em 130 municípios brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Fórum de Segurança Pública, apontou que 52% das mulheres que sofreram alguma agressão em 2018 ficaram caladas.

“É muito importante que não haja silenciamento da vítima, que ela não seja estimulada a ficar calada para não causar problemas e é fundamental que as empresas e líderes declarem e apliquem tolerância zero a esse tipo de comportamento.”, enfatizou a especialista.

Para Isabela, é essencial a abordagem do assunto, pois é um tema delicado que precisa ser desmistificado. Afinal, não se trata apenas de assédio sexual, mas de outros tipos de abordagem, como os casos de discriminação relacionada a maternidade. “Muitos mitos e falácias circundam esse assunto. Portanto, é fundamental contar com dados, pesquisas e especialistas no assunto, pois a empresa pode estar cercada de boas intenções que, na verdade, podem mais atrapalhar do que ajudar, perpetuando o ciclo de violência”.

 

 

Fonte: Redação.

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