Bullet inclui novas regras e atualiza seu Código de Ética e Conduta

06/11/2018


Após dois anos da implantação do Compliance, agência renova seu compromisso com as boas práticas, abordando temas como assédio moral e sexual, fraudes e corrupção.

A Bullet completa dois anos da implantação de seu Compliance, e, mantendo o compromisso com a ética e a transparência, compartilha com colaboradores e parceiros importantes inclusões e atualizações em seu Código de Ética e Conduta.

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Refletindo a postura da agência em relação a importantes assuntos, as atualizações incluem temas fundamentais como a Lei Geral de Proteção de Dados, assédio moral e sexual, fraudes e corrupção, entre outros.

“É muito importante e primordial que todos zelem pelo ambiente que compartilhamos. Nosso compromisso é mostrar que se afeta um, afeta todos. É preciso respeitar a liberdade individual, as opiniões e a conduta ética da empresa. Quando isso é posto em jogo é dever de todos acionar os canais de denúncia.”, comenta Adriana Ribeiro, COO da Bullet.

Adriana Ribeiro e Vivian Timóteo .

Entre as principais atualizações estão itens como doação e patrocínio a partidos políticos que, antes prevista no código, foi extinta e os recursos da empresa não poderão ser utilizados para esse fim.

Sobre assédio moral e sexual, foram incluídos conceitos sobre como se configura cada um deles, tornando mais clara a definição e ajudando a identificar uma possível má conduta. Quanto ao canal de denúncias, fica instaurado que a empresa não permitirá nenhuma forma de retaliação contra ninguém que participe de qualquer investigação em caso de violação real ou potencial do código vigente.

No que se refere à Lei de Proteção de Dados, a partir de agora o código prevê que agência e pessoas vinculadas têm ciência da Lei e comprometem-se a respeitar o tratamento de dados pessoais. Com isso, devem comprometer-se a agir de forma cuidadosa no que se refere ao uso, recepção, processamento, distribuição, armazenamento e transporte de informações.

Além disso, em boas práticas e relação com fornecedores, uma nova cláusula aborda a necessidade de uma contratação transparente e idônea, na qual fornecedores devem seguir as regras e os procedimentos internos da agência.

Já em relação a conflitos de interesse, a Bullet passa a considerar expressamente proibida a constituição de sociedade entre profissionais da agência e prestadores de serviço ou fornecedores, que atuem no mesmo segmento. Sobre a contratação de familiares, só será permitida desde que não haja nenhum nível de subordinação hierárquica, direta ou indireta. 

Painel com convidados e colaboradores

Como forma de comunicar as mudanças, a Bullet promoveu um painel com a presença de especialistas e a participação dos colaboradores. Organizado pela Compliance Officer da agência, Vivian Timóteo, o encontro teve início com a executiva abordando os temas incluídos e atualizados no Código de Ética e Conduta, ressaltando a importância da leitura e cumprimento das normas por todos os profissionais da empresa. 

Entre os convidados estavam a Dra. Isabela Guimarães Del Monde, advogada e Cofundadora da Rede Feminista de Juristas (DeFEMde), Marcelo Salm, especialista em gestão de riscos empresariais, operações de inteligência e investigações de fraudes e o Dr. Christian de Lamboy, Gerente Executivo de Governança, Risco & Compliance, na Volkswagen do Brasil.

Para o Dr. Lamboy, que abordou a relevância do Compliance, “Reputação é um asset fundamental das empresas, especialmente para fornecedores de serviços. É preciso cuidar muito bem dela, porque algo que parece pequeno pode destruir um trabalho construído por anos. Não basta pensar apenas na corporação, mas sim na responsabilidade junto à sociedade, tratando os problemas com transparência.”

Segundo os especialistas, o público está carente de posicionamentos mais francos por parte das corporações. “É preciso assumir as falhas e buscar melhorias. Muitas vezes o impacto causado por uma atitude transparente é maior do que o erro em si. Lidar com clareza e maturidade, sempre dentro da legalidade, é fundamental para acabar com esse vínculo de confidencialidade por acordo. Abafar o caso silencia a vítima, e quando isso vem à tona, não é bom para nenhuma das partes.”, completa Dra. Isabela.

Marcelo Salm, Dra. Isabela Guimarães, Vivian Timóteo e Dr. Christian de Lamboy .

No que diz respeito a fraudes, Marcelo Salm falou a respeito de alguns facilitadores que levam pessoas a cometerem atos ilícitos, além de abordar alguns dos tipos mais comuns. Para ele, “O Compliance está ganhando cada vez mais força. Por meio de ferramentas investigativas e de inteligência, cedo ou tarde processos fraudulentos são descobertos, e as companhias estão cada vez menos toleráveis quanto a isso.”

Para encerrar o encontro, Dra. Isabela, que também é especialista em direitos das mulheres, falou sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Entre outras coisas, ela explicou que se caracteriza como assédio moral quando há repetição da conduta assediadora. “A pessoa precisa insistentemente ofender a outra, e não necessariamente de superior para subordinado, pode acontecer também entre pares ou de subordinado para superior.”, ressalta.

Quanto a assédio sexual, ela salienta que existem dois tipos no Brasil: por chantagem e por intimidação. Previsto no Código Penal, a chantagem precisa acontecer de superior para subordinado, e o objetivo é a obtenção de vantagem sexual por quem está assediando. Na intimidação, o caso não acontece necessariamente entre relações hierárquicas, e se caracteriza quando não é consensual por uma das partes. 

"O ambiente de trabalho ainda é muito brutal para as mulheres. Assédios, sejam morais ou sexuais, faz com que muitas abandonem a carreira.", relata Dra. Isabela. Ressaltando que o ambiente de trabalho não é apenas um local de fonte de renda, mas também um lugar de relacionamentos diversos, que impactam a vida de todos, ela completa que "muitas vezes as pessoas agem por falta de conhecimento. Eventualmente, alguns podem não saber que determinadas colocações são caracterizadas como racismo, machismo ou preconceito geográfico, mas isso não as isenta da responsabilidade do ato.", completa a doutora.

Fonte: Redação.