Pró Fé Sou

18/09/2019


Dos sentidos do verbo professar, quais sejam:

“1 - verbo transitivo direto e bitransitivo, onde tem o sentido de reconhecer publicamente; confessar, declarar; prometer, jurar e 2 - verbo transitivo direto, tendo como significado ser convicto, adepto ou seguidor de; seguir.”

Eu fico com o segundo.

Afinal, hoje, meu texto, é sublime homenagem e vai para quem professa admirável profissão, num País onde é humilhado e escorraçado pelas autoridades públicas: o PROFESSOR.

Quem de vocês, leitores e amigos, não têm na mente, memória, carinho ou gratidão por um de seus professores?

Esses verdadeiros heróis dos Big Brothers de todos os cantos do Brasil, sem tela para mostrar, nem cobertura 24 horas, estão sempre no paredão.

Gente que vive na marca, com contas a pagar e pouco a receber, mas continua... num ideal estranho de dar seu tempo, às vezes sua saúde, integridade física e até vida, nas periferias e quebradas, capitais e recantos, ensinando e, muitas vezes, pagando para isso, para que seus alunos possam, um dia, escolher melhores caminhos.

Com menos verba, no Ministério Sem Educação lutam. Lutamos!

Escolhi  ser professor, melhor fui escolhido, em criança quando minha mãe, professora, me levava para a escola, era professora também, para que eu não apanhasse de empregadas em casa e me deixava, brincando numa sala vazia da Escola Coronel Corsino do Amarante, em Realengo no Rio de Janeiro.

Lá, brincava de dar aula a amiguinhos invisíveis e muito bagunceiros.

Depois foi um longo caminho, passando por Cursos Bahiense, MV1, Colégio João Paulo, do querido professor Luiz Gustavo Rosa da Silva e do professor Emerson, Tia Elena, da Tia Elena, querida, Amaro Cavalcanti, Simonsen, Castelo Branco, Senac, UERJ e tantos outros, onde aprendi muito ao ensinar.

O tempo passou e olha eu professor. Mais que título, emblema.

Ainda tenho fé. Sou professor.

Professei por muito tempo o amor a meus alunos. Filhos e amigos que o tempo não apaga.

Por fé sou o que sou. Pró fé sou, Professor.

Dedico meu texto aos amigos professores do GEA, (Dil Riva, Líbia, Sandra, Mutran, Sara, Tania, e Andrea Prochaska, professora de alma, e tantos outros que vou acabar esquecendo no texto, não no coração), das escolas onde passei e lecionei, universidades e outros, em especial meus amigos e irmãos professores Barreto e Francisco – Chicão, minhas irmãs, Rosana e Cristina, já falecida, meu irmão Ricardo, minha sobrinha Aline, minha Tia Inêz e minha Mãe, Dora, professadores, professores!

Quanto aos que não os entendem... Me queimem na fogueira da Fernanda. Pronto Falei!

Feliz Dia.

Ah, e apesar de vocês, amanhã há de ser um novo dia... \

Tenho fé.

 

Por Tony Coelho.

TAGs: artigo dia-do-professor outra-praia tony-coelho