A causa da "Guerra de Canudos"

20/11/2018


Semana passada falei de causas e questionei quem as tinha.

Muita gente respondeu que tem, mas uma, em especial, me mandou o que está fazendo, de concreto, pela sua.

A Agência Outra Praia, de São Paulo, da querida, e ativa, Dilma Campos, resolveu presentear seus funcionários com canudos personalizados, de metal.

Isso mesmo, ter seu próprio canudo vai fazer diferença. Não apenas para tomar sucos e refris por aí.

Empresas, como o McDonald’s, que já havia decidido deixar de entregar aos clientes canudos de plástico desde agosto de 2018, agora promete acabar de vez com o produto em suas lojas em 2019.

Outras empresas também já aderiram à causa, com a Starbucks que anunciou que até 2020 deixará de usar o acessório em todas as suas 28 mil lojas no mundo.

Banir o consumo de canudos de plástico passou a ser uma tendência praticamente irreversível em 2018.

Sabemos que causas que preservam a natureza são comuns, mas por que exatamente o canudo plástico?

Nossas praias são poluídas por sacos, garrafas, quentinhas etc... e muita mais coisa de plástico. O canudo funciona, a meu ver, como uma "porta de entrada" para banir todas as outras dos mares e tem um apelo mais significativo: só nos Estados Unidos, mais de 500 milhões de canudos plásticos são utilizados diariamente, de acordo com uma pesquisa do governo.

Caso o consumo de plástico siga no mesmo ritmo de hoje, cientistas preveem que haverá mais plástico do que peixes no oceano até 2050.

A ideia, portanto, é que, chamando atenção para os canudos plásticos, os consumidores se conscientizem e deixem de utilizar outros materiais de uso único, como sacolas e garrafas - que são responsáveis por índices de poluição bem maiores.

Aliás, canudo virou o alvo por uma razão emocional: um vídeo, que viralizou em 2015, mostra uma tartaruga marinha sofrendo enquanto um biólogo tenta retirar um canudo preso na cabeça do animal.

Além de causar danos físicos a animais, o plástico, quando nos oceanos, pode liberar elementos químicos, que são cancerígenos e podem causar distúrbios hormonais.

Entre as opções que surgiram para substituir o produto estão a que usa papel biodegradável, vidro, aço e bambu (que a Outra Praia vai usar) no lugar da matéria-prima obtida do petróleo.

Causas são importantíssimas e as marcas já sabem disso há tempos.

Veja, agora, algumas causas que marcas aderiram e são muito legais:

“Saco é saco” - Ministério do Meio Ambiente

A campanha, desde 2010, contribuiu para evitar a utilização de 600 milhões de sacolas plásticas em supermercados no Brasil por meio da distribuição de 190 mil sacolas retornáveis para diversas instituições e empresas que defendem o consumo consciente.

Criança Esperança – Rede Globo

Conscientização sobre os direitos da criança e do adolescente, realizada em parceria com a Unesco.

McDia Feliz - Instituto Ronald McDonald

É a campanha mais expressiva do país voltada às crianças e adolescentes com câncer.

Adotar é tudo de bom - Pedigree

Pretende conscientizar as pessoas sobre a adoção de pets abandonados, mobilizando a população para a causa.

First step - Loja Kanui

Criada com o objetivo de arrecadar sapatos usados para pessoas carentes.

AmBev recicla

A plataforma criada pela companhia AmBev existe desde 2011 e contribui para o desenvolvimento de mais de 60 cooperativas em dez Estados do Brasil, por meio de melhorias na gestão, infraestrutura e doação de equipamentos, facilitando o acesso à indústria recicladora e o aumento da renda dos catadores.

Reciclar é alimentar - Nespresso

Em parceria com a ONG Banco Alimentar Contra a Fome, de Portugal, o projeto é executado há cinco anos.

O consumidor de Nespresso guarda as cápsulas de café depois de usá-las e depois as leva até uma das lojas da marca. A empresa retira a borra de café – que vai servir de adubo em plantações de arroz – e separa o alumínio, que é encaminhado às centrais para a manufatura.

Qual a sua causa? Não tem? Só escolher.