Governo e Maracanã recuperam pegadas da Calçada da Fama

19/02/2019


Acervo de 73 pegadas, que estava com a Suderj, começou a ser transferido para o Maracanã Tour, que já conta com 28 pés de ídolos e vai ganhar uma configuração mais moderna.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, e o Maracanã iniciaram o processo de transferência das homenagens feitas aos esportistas na Calçada da Fama do estádio que estavam em poder da Suderj – guardadas em uma área pertencente ao Poder Público no Maracanãzinho – para o Tour Maracanã.

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O trabalho será dividido em três etapas.

Na primeira, já realizada, houve a entrega das peças encontradas ao Maracanã. Na segunda etapa, será montada uma nova área de exposição no Tour Maracanã, que inclui a zona mista do estádio - local onde os jogadores passam para entrar em campo.

Nesta área, as pegadas ficarão inclinadas em um molde especial para facilitar a visualização por parte do público. Fazem parte deste acervo 31 peças, entre pés e mãos, encontradas em bom estado de conservação. Hoje, o Tour Maracanã tem 28 pegadas expostas.

O prazo de inauguração desta nova área é o final de abril. Além destas 31 reproduções de mãos e pés, a nova área de exposição do Tour contará com 16 placas metálicas com homenagens a atletas, também encontradas em bom estado pela museóloga Daniele Torres, contratada pelo Maracanã, com o acompanhamento do Governo do Estado do Rio.

Para a última etapa, o Maracanã recebeu 41 peças. Deste montante, 21 serão restauradas devido a desgastes e danos; e 20 reproduzidas, pois foram feitos no passado somente os moldes de gesso de pés e mãos.

A previsão de entrega ao Tour Maracanã das peças que passarão pelo processo de restauro é até o início da Conmebol - Copa América Brasil 2019, que começa em junho. Já as peças que serão reproduzidas em tecnologia 3D devem chegar ao Tour até o fim do ano.

“Assim que tomamos conhecimento do histórico do acervo, iniciamos um diálogo com o Maracanã para devolver ao público uma parte importante da história do estádio. A memória do esporte é um patrimônio brasileiro, nossos heróis merecem ser exaltados.”, explica Felipe Bornier, secretário de esportes do Governo do Rio.

O trabalho foi acompanhado pela também museóloga Laura Ghelman, da Superintendência de Museus do Estado e da Suderj. No total, foram encontrados 73 itens, porém uma das pegadas, embora esteja em bom estado, não tem nenhuma identificação, o que demandará uma nova etapa de trabalho das equipes.

O acervo é composto por placas metálicas com nome de esportistas, registros dos pés ou mãos dos atletas e moldes de gesso cujas peças ainda serão reproduzidas a fim de serem expostas ao público no Maracanã.

Considerando os itens que já estavam em exposição no Tour Maracanã, a Calçada da Fama terá, ao final dos trabalhos, previsto para dezembro deste ano, 100 peças com registros das pegadas e das mãos dos atletas, além de 16 placas com nomes de homenageados.

As profissionais atualizaram a catalogação das peças existentes no Tour Maracanã, realizada em 2014, e verificaram as condições das placas e dos moldes de gesso localizados que ainda estavam sob a posse da autarquia estadual.

Entre as 31 peças que foram encontradas em bom estado de conservação e até abril estarão em exposição, há mãos e pés de ídolos como Junior, Ademir da Guia, Altair, Amarildo, Branco, Dadá Maravilha, Djalma Santos, Gerson, Leônidas da Silva, Reinaldo e Vavá.

Já o grupo de 21 peças que precisarão ser restauradas e as 20 a serem produzidas usando os moldes de gesso, permitirão ao público voltar a recordar, no Maracanã, de ídolos consagrados do futebol brasileiro como Sócrates, Nilton Santos, Bellini, Bebeto, Kaká, Paulo Henrique, Renato Gaúcho, Romário e Zito, entre outros.

"Nossa expectativa é de que mesmo as peças, que eventualmente necessitem de restauração, sejam recuperadas. Dessa forma, além de preservar a memória do Maracanã e dos ídolos do esporte, melhoramos a experiência de quem visita o estádio seja para assistir aos jogos, conhecer o Tour ou participar de eventos ou shows.", explica Mauro Darzé, diretor-presidente do Maracanã.

Outras modalidades esportivas de volta à Calçada da Fama

Atletas nacionais e internacionais de outras modalidades esportivas, que deixaram suas marcas para a Calçada da Fama do Maracanãzinho, também terão suas peças reproduzidas e expostas.

Entre os itens encontrados estão homenagens a 16 esportistas: do basquete, Amaury Passos e Wlamir Marques (campeões mundiais no Chile em 1959 e no Brasil em 1963); do vôlei, Fabi (bicampeã olímpica, em Pequim-2008 e Londres-2012), Flavia e Renan dal Zotto (prata em Los Angeles-1984); do judô, João Derly, Ketleyn Quadros (medalhista de Prata em Pequim-2008) e Rogerio Sampaio (ouro em Barcelona, 1992), e, do tênis, Fernando Meligeni, Gustavo Kuerten, Thomas Koch, André Agassi, Jim Courrier, Marat Safin, Mats Wilander e Novak Djokovic.

Placas com nomes de 16 jogadores consagrados também serão expostas, como as de Zózimo, Zizinho, Tostão, Quarentinha, Pinga, Manga, Castilho, Barbosa, Pampolini, Ademir Marques de Menezes e outros.

No caso desses craques, não há peças com registros das mãos e/ou pés para exposição, uma vez que esses profissionais receberam homenagens somente com placa comemorativa. Alguns, inclusive, já haviam falecido quando a Calçada da Fama foi inaugurada, em 2000, durante as comemorações dos 50 anos do Maracanã.

Desde que assumiu a concessão do complexo, a concessionária Maracanã vem expondo ao público todo o acervo que recebeu do Governo. Além disso, para reforçar o seu compromisso com a sociedade e saudar o esporte, a concessionária tem realizado eventos para que jogadores consagrados deixem sua marca no Maracanã, como os últimos feitos com o goleiro Júlio César, Túlio Maravilha, Marta e Ronaldinho Gaúcho.

Digitalização dos registros da Calçada da Fama

Os atletas Túlio Maravilha, Marta e Ronaldinho Gaúcho fizeram os registros com uma tecnologia 3D. Com isso, os moldes de gesso dos seus pés ou mãos puderam ser digitalizados. Ou seja, as peças podem ser criadas quantas vezes forem necessárias caso haja algum desgaste ou danos a elas para que, de fato, a homenagem seja eternizada.

Graças à tecnologia, todas as peças que foram encontradas e que serão restauradas pelo Maracanã e o Governo do Rio serão digitalizadas para que não ocorram novas perdas. “A intenção é ampliar o Tour, prestar honrarias aos grandes atletas e preservar a memória do esporte brasileiro, levando ao público as lembranças dos seus maiores ídolos.”, afirma Darzé.

Fonte: Redação.

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