Rio de Janeiro ganha museu virtual

28/08/2019


Acervo reúne 80 fatos, entre imagens, vídeos e sons que constituem as memórias física, histórica e afetiva da Cidade Maravilhosa.

rio memóriasUm museu totalmente virtual que recorta parte da história do Rio de Janeiro através de duas galerias - Rio Desaparecido e Rio de Sons - será inaugurado no dia 28 de agosto, em evento no Campus Estácio Centro I - unidade Presidente Vargas – que fica na Av. Presidente Vargas, 642, 9º andar — das 19h às 21h, com a participação dos historiadores Rafael da Cruz e Antonio Edmilson Martins, responsáveis pelo conteúdo do site, e Rodrigo Rainha, professor da Estácio e curador do Rolé Carioca.

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Para conhecer este acervo, que destaca cerca de 80 fatos históricos, desde os primórdios da fundação até o que ainda está acessível aos nossos olhos e ouvidos pelas ruas da cidade, basta entrar no site. A atração será totalmente gratuita e aberta ao público.

 Idealizado por Livia de Sá Baião, o Rio Memórias é inspirado no Memorial Minas Gerais, em Belo Horizonte, um museu de experiência que faz um resgate da história e da cultura mineira.

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Palácio Monroe (Foto: Acervo MIS).

Após uma visita, ela imaginou fazer algo semelhante pela memória carioca. O Museu Rio Memórias é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e pelas empresas Estácio, Concrejato, Concremat por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.

Duas aulas-show foram realizadas na Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch, em São Cristóvão e no Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro, em Higienópolis, em maio último, a fim de despertar o interesse dos jovens pela memória da cidade e apresentar o site como um lugar interessante de pesquisa e estudo.

 "Diante dos desafios para quem trabalha com Cultura do país, agravados por tragédias como o incêndio do Museu Nacional, por exemplo, pensamos em começar pelo digital, que tem uma demanda menor por recursos e pode atingir um público maior. Além disso, o virtual também agrada mais a juventude.", explica Livia.

Duas equipes - uma com pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC Rio) e outra da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) -, ficaram responsáveis pela pesquisa de conteúdo.

A equipe da PUC Rio trabalhou sob orientação do professor Antonio Edmilson Martins, autor de diversos livros sobre o Rio (entre eles, “João do Rio: a cidade e o poeta”). E a equipe de Minas foi coordenada pela professora Heloisa Starling, coautora do livro “Brasil: uma biografia”. A ideia é ter uma formação de acervo contínua.

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Incêndio no MAM (Foto: Alcyr Cavalcanti).

Duas galerias: Rio Desaparecido e Rio de Sons

Para um primeiro momento, foram escolhidos dois recortes, materializados em galerias virtuais: Rio Desaparecido e Rio de Sons.

Cada galeria traz fragmentos da história do Rio com textos narrativos associados a imagens, fotos, vídeos, áudios ou músicas, seja revelando uma cidade que não existe mais, como o Palácio Monroe ou o Morro do Castelo, seja destacando os mais variados sons que permeiam as ruas e praias, em diferentes épocas do cotidiano do Rio.

"Queremos mexer com o carioca, fazer com que ele pense e conheça mais sobre a cidade onde vive e como pode transformá-la para melhor. Uma palavra que norteou a nossa pesquisa foi 'recordar'. Queremos trazer o Rio de volta ao coração dos seus moradores - sem nostalgia, mas com fatos, imagens e sons que constituem quem somos hoje. Do samba ao passinho, da batida das ondas na orla às marteladas nas latarias dos carros na suburbana Rua das Oficinas.", instiga Livia, em breve doutora em Literatura pela PUC Rio.

“Rio Memórias é um projeto que nos ajuda a entender um pouco mais desse lugar que habitamos. Ninguém pode saber para onde quer ir sem antes entender o caminho já percorrido, nossa memória é construída em camadas e apenas assim somos capazes de decidir sobre nosso futuro. As experiências vividas nos formam e trazem a essência de quem somos. É sobre esse entendimento, esse reconhecimento do que é o Rio de Janeiro que buscamos nos aprofundar e revelar", afirma Paula Brandão, sócia-diretora da Baluarte Cultura, produtora à frente do projeto.

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Praia do Caju (Foto: Sidney Henry Polland).

Um museu digital, lúdico e interativo

O Museu Rio Memórias também conta com um chatbot, assistente virtual para interação com os visitantes na página do projeto no Facebook. Esta ferramenta foi construída através de trilhas de conhecimento, cuja curadoria (feita pela equipe de pesquisa) compilou diversos conteúdos didáticos sobre a história da cidade.

Desta forma, o usuário será remetido prioritariamente a conteúdos próprios do museu virtual, bem como a outros conteúdos da Internet, conforme seleção da curadoria e parcerias. A ferramenta ampliará a possibilidade de interação com o público e divulgará, de forma atrativa, o conteúdo do site.

Também facilitará o uso da plataforma por parte de educadores e usuários em geral, instigando a curiosidade de quem interagir com o aplicativo e direcionando as pessoas para temas e conteúdos específicos do acervo.

“Esse museu nasce digital, de forma lúdica e interativa, e estreia também já se reinventando e buscando conexões com o agora. Nosso chatbot é um dos primeiros no Brasil vinculados à esse propósito museal. Queremos conversar com os jovens e entender melhor quais camadas geram identificação e interesse. E para a Baluarte Cultura faz muito sentido desenvolver um projeto que valoriza nosso passado nos ajudando a refletir sobre qual futuro queremos viver. Pensar nas próximas gerações faz parte de nossa missão, enquanto empresa que busca gerar impactos positivos e um mundo melhor.”, completa Brandão.

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Fedoca Lima - Píer de Ipanema (Foto: Agência Tyba).

Serviço:

Museu Rio Memórias: evento gratuito.
Data - 28 de agosto, quarta-feira.
Horário - das 19h às 21h.
Local - Estácio Centro I - Campus Presidente Vargas - Auditório 2 / 9ºandar - Av. Presidente Vargas, 642.
Entrada franca.

 

Fonte: Redação.

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