Conversa de botequim

30/10/2019


Um famoso, samba do genial Noel Rosa, abre nosso achado digital de hoje.

Em 1935, Noel inventou o primeiro serviço de telemarketing ativo de nossa história.

“Telefone ao menos uma vez

Pra dois, três quatro, quatro, três, três, três

E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório”

Concordo, que Noel deve ter ficado muito chateado com essa minha afirmação. Mas afinal, a partir da publicação da letra do samba, o 234-4333 se tornou um telefone muito famoso, a ponto de o jornal O Globo ter adquirido o número para vender seus classificados.

Tempos românticos diriam alguns.

Pois bem, hoje o telemarketing ativo é um dos mais odiados serviços que atingem os consumidores, seja no telefone fixo ou no celular.

Cartão de crédito, serviços bancários, voto para vereador, prefeito e outros, doações, imóveis, enfim somos bombardeados por uma série de ofertas, que nunca solicitamos, e que na maioria das vezes, não faz qualquer sentido.

Hoje mesmo, as 7:45 da manhã, meu celular tocou, com uma oferta de uma certa legião, que eu não tive menor vontade de atender.

Fico me perguntando se não estamos vivendo uma época parecida com aquela, quando a TV ainda era preta e branca. Colocávamos um pedaço de Bombrill, para melhorar a qualidade de recepção da imagem, na ponta da antena. Nesta época, existia entre um programa e outro, uma série infindável de “reclames”.

E aí, para ganhar audiência, as emissoras começaram a prometer, que não mais haveria os tais “reclames”, entre um programa e outro.

Assim aconteceu.

Na mesma proporção, temos hoje os serviços de telemarketing ativo.

Vendem de tudo.

Nós consumidores ficamos a mercê da sorte de nosso número de telefone não constar destas listas.

Mas é quase impossível.

Não por acaso, no lançamento do serviço NÃO ME PERTURBE, nos primeiros 3 dias, o número de inscrições já superava a casa do 1 milhão.

Por isso meus amigos, está mais do que na hora de repensar estes modelos invasivos que existem. Ligar para quem não tem o menor interesse em adquirir aquele produto ou serviço, indica, no mínimo, uma péssima qualificação da lista utilizada.

O modelo de parar um vídeo, nas redes sociais, para entrar uma mensagem de uma empresa, me parece causar mais ódio a marca anunciada, que algum benefício.

Temos uma serie de exemplos que demonstram, a meu ver, uma certa falta de bom senso.

Além disso, é comum vermos nestas ações, e também nas oportunidades de eventos de live marketing, a mera repetição daquele material que foi enviado para ser veiculado na tv, aberta e por assinatura.

Temos que ter a sabedoria de adequar as mensagens aos meios, quase uma leitura as avessas de Marshall McLuhan, afinal a Era do marketing 3.0, já está quase passando, uma vez que nosso, mestres dos mestres, Philip Kotler, já nos apresenta o marketing 4.0.

Convido assim, a todos, a compartilharem conosco casos, bem sucedidos, de utilização destas ferramentas, com total adequabilidade a seus clientes.

O espaço é de vocês.

 

Por Luiz Coelho.

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