Cadê meus likes?

31/07/2019


Alguns dias atrás o Instagram parou de apresentar os números de curtidas em cada uma das postagens de suas plataformas.

Para ganho de capital emocional, a rede diz que a medida se trata de uma trava contra ostentação de likes, bem como a pressão que pessoas como nós, você e eu, se colocam frente ao sucesso dos outros.

Vamos analisar isso aí? Pra começar, nada, absolutamente nada que estas redes fazem acontece sem olhar para o seu departamento comercial.

Ocorre que os likes que deram tanto dinheiro a estas redes agora entregam parte deste investimento a influenciadores digitais e empresas de compra de likes. Com o novo cenário, estes dois públicos perderam parte dos seus ganhos.

“Ah, mas pra influenciador nada mudou, já que podem apresentar seus números a contratantes.” Sim, é verdade. Mas o processo agora ficou mais burocrático e menos natural. Uma rotina de negócios até então consolidada sai de sua rotina.

Pro futuro próximo, esta mudança proposta e colocada em prática pelo Instagram passará a oferecer mais mudanças no comportamento da rede. Com likes escondidos, será natural que grande parte de nós, internautas comuns, pare de clicar em “curtir” para o conteúdo o que curtimos.

A métrica poderá perder o sentido, e, neste caso, as marcas deverão se preocupar ainda mais com qualidade de conteúdo, e para chegar a mais gente, impulsionar cada post publicado.

Neste sentido, ganham as agências de live marketing. Já sabemos que conteúdo relevante nas redes é aquele com pé firme no ambiente off-line. Ou seja: os que contam histórias que acontecem por aí, e não conceitos bonitos ou frases de efeito. E histórias boas, convenhamos, é algo próprio das ações de live marketing.

Conversando com um amigo, sócio de uma das maiores empresas de terceirização de mão de obra para eventos e ações promocionais, fiquei sabendo que cada dia mais as agências de digital o contratam. Claro: pra gerar conteúdo, eles precisam tangibilizar suas histórias.

Olha só que coisa surpreendente: se antes as agências de live marketing faziam digital, agora as de digital passaram a atuar com live marketing.

Sim. Se curtidas deixam de ser números, agora precisam ser sentimento. E sentimento, galera... Eles vêm com boas histórias.

 

Por João Riva.

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