A Realidade Mista já nos sobrevoa

08/05/2019


Um dragão sobrevoou um estádio durante a abertura de um jogo de beisebol do Campeonato Sul-Coreano.

O bicho foi visto em rede nacional e só foi possível graças às tecnologias da internet móvel 5G e da Realidade Aumentada.

O vídeo viralizou e mostrou a força das novas tecnologias no engajamento de pessoas, mas o futuro reserva muito mais do que apenas animações se sobrepondo ao mundo real - é importante estar preparado para a Era da Realidade Mista.

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Em poucas palavras, a Realidade Mista é o aperfeiçoamento da Realidade Aumentada. Por exemplo, o Google Glass permite com que o usuário veja o mundo real enquanto sobrepõe uma camada de conteúdo digital. Já as aplicações de realidade mista estão poucos passos à frente: os objetos virtuais são integrados e respondem aos comandos do mundo real.

Por isso, o termo Mista. Os usuários podem ver e manipular os objetos virtuais de diferentes ângulos - o que torna a experiência muito mais interessante para eles e duas vezes mais complexas para programadores.

Esse tipo de renderização exige mais poder de processamento do que a Realidade Aumentada, que é uma das principais razões pelas quais os aplicativos e dispositivos de Realidade Mista ainda são pouco populares - mas não sem avanços.

Em 2018, a adoção de soluções de realidade mista para o Microsoft Business Applications impactou setores como manufatura, automotivo e energia. A solução Microsoft HoloLens combina um dispositivo semelhante a um óculos com aplicativos e soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) e no desenvolvimento de Realidade Mista que permitem a visualização de conteúdos virtuais e a modificação dos mesmos - e já promove a substituição de equipamentos físicos por holográficos.

Tanto a Realidade Mista quanto a Realidade Aumentada estão, pouco a pouco, construindo a base para assumir o futuro das ações de marketing digital e da experiência do consumidor ao redor do mundo. Já é possível que um dragão sobrevoe o seu evento e também é possível alterar esses objetos virtuais no mundo real - o que pode significar uma menor importância das telas no futuro.

Seja como for, o que se desenha diante do mercado de tecnologia é que cada vez mais a experiência almejada acontece no mundo real - e não na rede social. É preciso reavaliar as estratégias de marketing e investir em ações que utilizem a tecnologia para impactar a vida real. E, como vimos, essa possibilidade já nos sobrevoa.

 

Por Sal Zammataro.

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