Autocrítica

15/07/2019


Temos vivido tempos “invernais” ... Não apenas no Brasil mas em todo o mundo...

Um grande número de pessoas à nossa volta emite cada vez mais opiniões...

Porém, muitas opiniões são sem embasamento, sem fonte fidedigna e quando tem fonte, utilizam-se apenas aquelas que vão reforçar a mensagem inicial que a figura queria expressar.

Isso só tem gerado cada vez mais polarização, superficialidade e empobrecimento das discussões e das relações. Parece que todos querem estar em um ambiente, na maioria das vezes apenas digital, onde todos têm o mesmo ponto de vista e pensamento.

Como se apenas mais do mesmo fosse o suficiente, mas o mundo não pode ser composto de cápsulas ensimesmadas, por mais que alguns tentem criar isso. Enquanto houver humanidade, haverá interação, troca, mudança e transformações, seja tudo isso para melhor ou pior. 

Estava com um grupo de trabalho e fizemos o seguinte exercício: Se eu pudesse desejar e modificar algo na humanidade hoje, apenas uma coisa, o que seria? Houveram três respostas: generosidade, bom senso e autocrítica. Todos pertinentes, mas como eu mencionei a autocrítica, vou falar sobre ela!

Acredito que a autocrítica aguçada faria diferença na humanidade! Porque nos levaria a refletir sobre as consequências das nossas palavras, ações e decisões. Quem critica sua própria conduta, procura se preparar melhor para a vida, seja ela profissional ou pessoal.

Não quero com isso trazer peso e negatividade para o dia a dia, mas sim a sensação de cada um estar fazendo o seu melhor, sem omissões e sem tentativas de enganar o próximo; afinal, se está criticando a si mesmo, tem-se o princípio básico de não tentar se autoenganar, não é mesmo?

Aproveito o término do concurso Comida di Buteco 2019, plataforma de desenvolvimento e inclusão socioeconômica de pequenos negócios familiares – “butecos”  - para exercitar essa tão ressentida autocrítica.

No ano em que minha empresa completou 20 anos, dos quais faço parte há 11 e que tenho prazer e orgulho em dividir sua liderança, me faço algumas perguntas que podem ser úteis para outros empreendedores e executivos que acompanham o Promoview:

  1. Tenho ouvido as pessoas ao meu redor? Pares, líderes, funcionários, clientes, parceiros?
  2. Tenho estabelecido metas claras e mensuráveis para mim mesmo e para minha equipe?
  3. Tenho praticado empatia?
  4. Tenho dado feedback constante e de forma direta às pessoas da equipe?
  5. Tenho buscado aprender algo a cada dia e ser curioso sempre?
  6. Tenho respeitado as opiniões contrárias a mim, não simplesmente tentando “vencer” a discussão, mas de fato argumentando com fatos e dados?
  7. Tenho tomado decisões visando o bem maior da empresa e do grupo e não apenas individual ou de alguns poucos contemplados?
  8. Tenho reconhecido e celebrado as conquistas das pessoas individualmente e também como grupo?
  9. Tenho exercitado a paciência ao conduzir processos compartilhados?
  10. Tenho aproveitado cada dia, fazendo dele um dia positivo e prazeroso para mim mesmo e para os que estão ao meu redor?
  11. Tenho sido rápido nos retornos solicitados, sejam internos ou de clientes e mesmo que seja para negociar algum prazo para a solução final?
  12. Tenho me responsabilizado pelas ações e decisões, não encontrando culpados externos para todos erros?

Falar é fácil, escrever, embora um pouco mais difícil, pois faz refletir mais, também é fácil. O desafio é exercitar e colocar em prática, um dia após o outro.

Vamos em frente nos autocriticar?

Para isso, algumas sugestões de leituras, onde a autocrítica aparece em momentos cruciais:

  • Shackelton – Uma lição de coragem. Margot Morrell e Stephanie Capparell.
  • Vida – Keith Richards.

Bom entretenimento e reflexões! avia Rocha.

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