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Conheça as atrações da Virada Cultural de Belo Horizonte em 2016

Por: Redação 9 de Julho de 2016

 A Virada Cultural de Belo Horizonte divulgou, nesta quarta-feira, a programação oficial da quarta edição do evento. Entre os dias 9 e 10 de julho serão 24 horas com cerca de 500 atrações gratuitas de música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, intervenções urbanas, cultura popular, gastronomia, artes integradas e cinema, com ampla participação dos artistas de BH, 11% a mais que a edição anterior.

"Não estamos nos voltando pros artistas locais porque sempre estivemos juntos, mas sabemos que estamos no fim do mandato, então, quisemos engrossar o caldo, somos irmanados com os artistas da cidade, eles já se apropriaram da Virada", afirmou Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura.

Segundo ele, a proposta é privilegiar os artistas de casa, como Flávio Renegado e o bloco Baianas Ozadas, mas também vai ter espaço para convidados especiais como Criolo, Chico César, Sandra de Sá e Lenine. Entre as novidades da Virada Cultural 2016 estão o Palco Itinerante, uma intervenção urbana de estrutura dinâmica que ocupará diferentes espaços, e o dobro de atrações infantis na Viradinha, entre peças teatrais, exibições de filmes e contação de histórias.
 
Outro grande destaque entre as atrações deste ano é o show da cantora Elza Soares, que volta à cidade para se apresentar ao lado do Minas ao Luar. A nova programação da Virada  também tem alguns nomes de peso do teatro, como o antropófago diretor José Celso Martinez, com um espetáculo que será apresentado à meia-noite no Sesc Palladium. 

Cultura e representatividade

"É viver 24 horas uma cidade diferente do seu cotidiano. Os artistas que são os protagonistas representam a cidade de maneira incrível. A diversidade que é a marca revira a gente porque a gente abre para algumas manifestações que não são vistas no cotidiano como uma ação cultural, mas fazem parte do nosso patrimônio imaterial. A gente dá como exemplo o Mundialito de Rolimã, que está presente desde a primeira edição, e a partir dele vieram outras iniciativas como a Gaymada, os blocos de carnaval. A gente vai beber na origem de São Paulo, mas a gente percebe que a cidade tem suas especificidades e a gente trabalha pra fazer uma virada que seja a cara de BH", comenta Simone Araújo, Diretora de Ação Cultural.
 
A maior parte dos artistas locais integram a programação do circuito, atividades que acontecem entre um palco e outro. De 30 atividades, do ano anterior, o circuito conta com 62 atividades. "Conseguimos mobilizar os artistas que vão surpreender as pessoas ao longo do caminho, com algumas intervenções. É um momento de sair do cotidiano, respirar, viver a cidade de forma diferente", conta Mara Costa, coordenadora de festivais da FMC.
 
A representatividade parece dar a cara do evento. Coincidência ou não, a programação abre e fecha com artistas negros. Pra começar, o palco da Praça da Estação, recebe o rapper Dexter, em uma parceria com a Cufa, Central Única de Favelas. "Entendemos que os setores excluídos devem participar da virada que cria uma referência para além da estética, mas que os fazem se sentir representados por fazerem parte disso por meio da arte. É fazer com que todos os setores se sintam contemplados", comenta Francislei Santos, presidente nacional da Cufa.
 
24 horas depois, no mesmo palco, aquela que deu o grito das mulheres negras, Elza Soares, volta à cidade depois do estrondo da apresentação do seu último CD "Mulher do Fim do Mundo". Mas ela volta diferente. Elza se apresenta, dessa vez, ao lado dos músicos do Minas ao Luar. "Eu só tenho certeza que vai ser um encontro muito gostoso, vai ser um escândalo!", lacra Elza.

Tags: Sudeste (Brasil) | Festas Regionais