Tech

Meta realiza primeira reunião com grandes anunciantes e sinaliza com Oculus de U$100

Executivos da big data sugeriram que as agências perguntem a seus clientes como eles vão participar da economia virtualizada.

A Meta, empresa-mãe do Facebook, realizou na última semana a sua primeira reunião formal com grandes anunciantes para apresentar seus planos comerciais para o metaverso. Junto com a mensagem ” o metaverso está mais perto do que você pensa”, executivos da big data demonstraram quais recursos já estão disponíveis.

A reunião foi liderada por Asher Rapkin, Diretor de Metaverse Global Business com cerca de 40 dos principais compradores de anúncios e executivos de agências. A reunião foi virtual e todas as questões foram submetidas e escolhidas previamente.

O CEO Mark Zuckerberg repetiu o que vem dizendo desde o lançamento da Meta, reforçando que “o metaverso está de 5 a 10 anos longe da adoção convencional”. Ao mesmo tempo os executivos da Meta seguem aconselhando as agências a experimentar anúncios de realidade aumentada, como filtros de fotos e vídeos que sobrepõem imagens digitais ao mundo real.

Segundo-o Business Insider, participantes que não quiseram se identificar disseram que os diretores da Meta compartilharam alguns planos com destaque para os planos de popularizar o gadget Oculus 2 (fones de ouvido) com preços por volta de U$ 100 e para a plataforma virtual Horizon Worlds e as possibilidades para as compras ao vivo e participação em eventos esportivos do mundo real por meio de  AR, VR e realidade mista.

No entanto, os executivos não falaram sobre produtos de publicidade paga. Em vez disso sugeriram que as agências perguntassem a seus clientes como participariam de uma economia virtualizada.

Durante o encontro os diretores da Meta se recusaram a responder perguntas dos participantes tipo “o que recebi pelo meu dinheiro?” demonstrando a dificuldade encontrada para medir os resultados de campanhas pagas e identificar usuários a serem segmentados de maneira amigável à privacidade. 

Ao comentar sobre as plataformas em desenvolvimento os executivos criticaram projetos como o dos parques temáticos da Disney tratando-os como “experiências digitais” em vez de metaverso e sugerindo que os participantes perguntem à Disney “qual plataforma vocês estão usando?”

Eles também compararam o ceticismo do metaverso ao das gerações anteriores sobre as primeiras ferramentas da Internet, como o AOL Instant Messenger e usaram com frequência a frase “inovação responsável” onde comentaram as diferentes maneiras de lidar com o bullying e a segurança dos usuários no Horizon Worlds.

Eles comentaram sobre a criação de um fundo de US$ 50 milhões chamado XR Programs and Research Fund para ajudar a desenvolver um metaverso responsável. A Meta afirmou que colaboraria com Women in Immersive Tech, Africa No filter, Electric South e a Organização dos Estados Americanos como parte de sua iniciativa. O fundo também vai financiar pesquisas externas com a Universidade de Hong Kong e a Universidade Nacional de Cingapura. O Facebook esclareceu que forneceria apenas fundos para a pesquisa e não os dados para que o estudo permanecesse independente.

Entre as soluções que ainda serão implantadas a Meta sinalizou com a instalação de códigos para eliminar usuários considerados tóxicos e facilitar a saída dos usuários de espaços virtuais quando se sentem desconfortáveis. Ao serem questionados sobre temas controversos, como o combate a deepfakes e as dificuldades já relatadas para identificar tons de pele mais escuros, os executivos declararam que ainda não sabem como lidar com os temas.