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Efeito Tesla ronda apresentação da Chevrolet

Por: Redação com informações do Motor1 e Autoesporte 23 de Março de 2020

Mesmo com a pandemia chegando ao país, a Chevrolet resolveu dar sequência e realizar na última semana (18/03), o evento de lançamento do modelo Tracker durante uma live na internet para concessionários e jornalistas.

A atitude da montadora seguiu aquilo que todos os profissionais e empresários do mercado pediam logo no início da crise:  Não cancelar. 

Mas uma gafe durante a apresentação não recebeu a devida compaixão pelos sites especializados em automóveis que destacaram o constrangimento dos executivos, e, principalmente, a trolagem da concorrência sobre a Chevrolet.

A Autoesporte destacou em seu post que "Como todas as transmissões ao vivo estão suscetíveis a erros, gafes ou situações constrangedoras, a da fabricante não foi exceção."

Já o site motor1 salvou o trecho da live e apresentou em destaque (veja links no final deste post)

Lembram quando Elon Muske martelou e quebrou o vidro do seu Cybertruck, ao vivo? Pois o "Efeito Tesla" aconteceu no momento em que Hermann Mahke, diretor de Marketing da GM Mercosul, exaltava as qualidades do porta-malas do modelo. 

Enquanto destacava, ao tenta abrir o porta-malas do Chevrolet Tracker 2021 para mostrar o quanto o espaço interno cresceu, ele não conseguiu. 

Efeito Tesla: Hermann Mahke, do marketing da Chevrolet tenta abrir porta malas do Tracker. E não consegue.

O executivo até entrou no carro para apertar o botão de abertura elétrica, mas nem assim a tampa se levantou. 

Acabou pedindo ajuda para a produção da agência responsável pelo evento

Eles tentaram prosaicamente utilizando a chave. E também não conseguiram.

Durante a apresentação, até Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, levantou a hipótese de que o motorista não deixou a chave dentro do Tracker, o que impediria a tampa de abrir.

Assim como o diretor de marketing, o presidente também não conhecia o funcionamento do carro.

O motivo acabou sendo outro, confirmado pela marca depois, em nota:

“Um dos pilares do Novo Tracker é a segurança 360 graus, que se faz presente nos mais diversos sistemas do veículo, incluindo a nova arquitetura eletrônica. Foi ela que impediu a abertura do porta-malas durante a apresentação ao vivo do produto. Isto ocorreu pelo fato do produtor ter deixado o veículo no palco com a alavanca da transmissão automática na posição de ponto-morto (N), como o costume de motoristas em paradas de semáforos, por exemplo. Para que a tampa traseira seja aberta pelo lado de fora, além de acionar o destravamento elétrico das portas, é necessário que a alavanca da transmissão esteja na posição de estacionamento P (Parking).”

Não era um defeito. Mas aí já era tarde. 

Na sequência, a Volkswagen subiu um post no Instagram com um vídeo do Tiguan Allspace, demonstrando a tecnologia de abertura por gestos. E a provocação foi bem clara, pois a descrição diz: "Tem alguém se arrependendo de comprar um SUV que não abre o porta-malas? Com o Tiguan Allspace, você não precisa nem utilizar as mãos (veja aqui).

O ataque da VW, que gerou mais de 21 mil visualizações no Instagram, não foi espontâneo. 

A Chevrolet foi bastante agressiva ao sair com a campanha #chegadearrependimentos, em que coloca personagens fictícios para falarem como se arrependeram de terem comprado um dos SUVs da concorrência (e com críticas claras).

Ao despertar atenção de possíveis compradores, alertou os concorrentes. E descuidou dos detalhes.

Começou ao dar "chance para o azar" fazendo uma live. A facilidade das transmissões ao vivo hoje desperta algumas tentações desnecessárias. Porque não gravar tudo e soltar com delay de 20, 30 minutos? Não havia ninguém lá! Do outro lado ninguém saberia ou daria importância. 

Seguiu colocando no ar, em live, um conteúdo sensível, daqueles que só se apresenta em eventos fechados, absolutamente fechados. 

Os executivos destacaram, dando sequência  a campanha da internet, as críticas de cada modelo. Eles não diziam o nome diretamente, mas colocavam a silhueta do veículo concorrente. 

Enquanto estavam na internet por personagens fictícios, estas críticas eram até engraçadas. Ao serem personalizadas na figura do executivo da montadora, passaram do ponto. E estaria tudo bem se a tampa traseira tivesse sido aberta.

O porta-malas não abrir foi um erro bobo e não é um problema real do carro. A falta de ensaio e teste exaustivo do veículo antes pôs tudo a perder e deve ter lavado a alma das outras marcas.

Assista ao momento da gafe

 

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