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Primeira escola verde da América Latina já dá frutos

Por: 0 5 de Junho de 2011

É na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro que foi instalada a primeira escola verde do País. Resultado de uma parceria público-privada, está localizada no bairro de Santa Cruz, que possui um dos IDHs mais baixo da capital: 0,742. Quanto mais perto de 1, mais desenvolvida é a região - na Gávea, bairro nobre da Zona Sul carioca, o índice é 0,970.

Novidade que chama a atenção dos moradores, o Colégio Estadual Erich Walter Heine conta com painéis solares, reaproveitamento da água da chuva, iluminação natural e, claro, área para reciclagem.

[caption id="attachment_118593" align="aligncenter" width="580" caption="Fachada do Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)."][/caption]

Embora aberta há apenas três meses, a escola já dá frutos: tem gente levando para casa o que aprendeu na sala de aula. “Meu pai montou um sistema de captação da água da chuva lá em casa”, conta o estudante Hebert Elias Sanches, de 17 anos de idade. “Usamos para lavar a roupa, limpar o quintal e sanitários. A conta d’água está mais barata”, afirma.

Na escola, além de lições de sustentabilidade, o ensino é profissionalizante. Alunos de 14 a 17 anos de idade recebem aulas técnicas de administração. Em meio a ensinamentos de logística e afins, também chama atenção dos estudantes o “telhado verde”, que pode ser visitado pela comunidade escolar. E, no futuro, também por moradores, já que a direção faz planos de abrir as portas do colégio nos finais de semana. Funciona assim: plantas espalhadas pela cobertura ajudam a reter a água da chuva, reduzir o calor e, de quebra, neutralizar as emissões de carbono.

[caption id="attachment_118594" align="aligncenter" width="580" caption="Plantas foram integradas à estrutura física no chamado "telhado verde"; ajuda a reter água para reuso, favorece o clima e neutraliza emissões de carbono (Foto: Léo Ramos)."][/caption]

Painéis solares aquecem a água do vestiário, mas a economia de energia também é garantida por lâmpadas LED e sensores de presença que desligam automaticamente luzes e aparelhos de ar-condicionado na ausência de pessoas no local.

O gerente de projetos da Secretaria Estadual de Educação, Sérgio Menezes, afirma que existem apenas 120 escolas como essa no mundo, sendo 118 delas nos Estados Unidos.

Na escola carioca, a água da chuva é captada e armazenada para depois ser usada nos sanitários, jardins e na lavagem dos pisos.

[caption id="attachment_118595" align="aligncenter" width="580" caption="Arquitetura também priorizou a acessibilidade: na escola não há escadas, somente rampas de acesso; informações em braile também fazem parte da rotina (Foto: Léo Ramos)."][/caption]

“A redução de água potável chega a 50%”, diz William Nogueira, gerente de relações institucionais da siderúrgica ThyssenKrupp CSA, que patrocinou a iniciativa, com R$ 11 milhões. “Todas as madeiras utilizadas na construção são certificadas. Além disso, os vidros das janelas filtram os raios solares, o que proporciona conforto térmico e economia de energia. É preciso ressaltar que o conceito da acessibilidade está por toda a escola, para facilitar a rotina dos portadores de necessidades especiais”, destaca Nogueira.

[caption id="attachment_118596" align="aligncenter" width="580" caption="Alunos no laboratório de informática: monitores de LCD que reduzem o consumo de energia em 5% (Foto: Léo Ramos)."][/caption]

Fonte: iG.

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