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Covid-19 - Profissionais de eventos propõem medidas para salvar setor

Por: Redação. 5 de Abril de 2020

Profissionais do setor de eventos e empresas fornecedoras do mundo inteiro estão se mobilizando em busca de alternativas e medidas para evitar o desemprego em massa e outras consequências drásticas que podem ocorrer devido à paralização do mercado pelo coronavírus. 

As manifestações surgem de todos os lados. 

Em uma delas realizada pelo grupo Clube da Produção com apoio da plataforrma Bukjob todas as doações concorrem ao sorteio de  uma SCOOTER CITYCOCO 1500W BATERIA 20Ah INGLATERRA H6, a ser realizado no dia 09 de julho de 2020.

A  SAB (Supplier Alliance Brazil) - aliança de fornecedores e prestadores de serviços para eventos publicou um canal para depósitos diretamente no site

Outra iniciativa em apoio aos freelancers surgiu no facebook. Ajude 1freela

Veja também:  Governo Federal lança cadastro único para auxilio aos trabalhadores brasileiros

Neste video publicado esta semana os produtores culturais de Portugal ecoam a mensagem Remarque, não cancele!.

 

Aqui no Brasil, a indústria, que anualmente movimenta R$ 936 bilhões no país e é responsável por cerca de 25 milhões de empregos diretos e indiretos, já estima 55% de desemprego. Com dezenas de eventos cancelados e empresas do setor totalmente paradas, é preciso minimizar os prejuízos para que a situação não se agrave ainda mais, alertam os profissionais.

Felipe "Floripa" Guedes

 “A indústria de Eventos é uma das mais importantes da economia nacional e grande geradora de empregos. A cadeia de profissionais envolvidos no planejamento, na produção e execução de eventos é gigantesca. São diretores de produção, gerentes de produção, atendimentos, planners, criativos, diretores técnicos, técnicos, artistas, produtores gráficos, apoios, limpeza, carregadores, seguranças, maquiadores. Uma infinidade de profissionais liberais que estão sucumbindo a esta crise, perdendo seus trabalhos sem perspectivas de quando poderão voltar a trabalhar. Pois as empresas contratantes não estão sinalizando retomada de projetos, deixando as agências e todo o mercado sem sinalização de novos negócios nos próximos meses que possam gerar novos trabalhos para essas pessoas”, afirma o produtor executivo Felipe Guedes.

Pagamentos

 Guedes, que acompanha de perto o drama do mercado, divulgou vídeo no Youtube expondo a situação e, entre as principais medidas para que o problema não piore, sugere que, as empresas – tanto agências quanto clientes – negociem para priorizar a remuneração dos profissionais que já estavam contratados para trabalhar nos projetos que foram cancelados ou adiados.

“Quando o cliente derruba um projeto é importante não deixar de pagar os profissionais que estavam comprometidos a trabalhar nos eventos. Do contrário, colocamos essas pessoas diretamente dentro da crise. As agências sozinhas não terão como bancar esses profissionais se os clientes não fizerem sua parte também, honrando, dando suporte, sendo parceiros das agências neste momento. E as agências devem ser parceiras dos clientes, trabalhando em soluções para que aquela verba, que antes iria para um evento, possa ser direcionada a uma outra ação que possa trazer um resultado positivo para a marca do cliente. A parceria, compreensão, cooperação de toda a cadeia podem salvar empregos, valorizar as marcas e dar um pouco mais de segurança a todo o setor. É hora de negociar, de estarmos juntos e trabalhar em conjunto para termos o melhor resultado para toda a cadeia”, apela.

A inadimplência já está sendo sentida pelas empresas fornecedoras desde o início da paralização. “Estamos 100% parados desde o dia 14, recebendo de volta os caminhões com os nossos materiais que estavam na rua, com todos os eventos até junho sendo cancelados. Prometemos à nossa equipe que não iremos demitir, por isso contamos com a ajuda das agências, que já estão deixando de fazer pagamentos, prazos absurdos que chegam a 300 dias já estão nos prejudicando demais. Não recebemos nada desde o dia 14, em 20 anos de mercado nunca passamos por uma situação como essa e se perdurar, não vamos segurar por muito tempo”, alerta o diretor da Sky Company e Sky Energia, Daniel Stacciarini.

A INFOX AGÊNCIA, que atua diretamente com mão de obra, também está sentindo diretamente o impacto da paralização. “Trabalhamos em parceria com diversas agências e, há duas semanas, perdemos em um único dia mais de 12 eventos e a situação vem se agravando diariamente. Estamos fazendo de tudo para preservar todos os nossos colaboradores e tentando encontrar saídas para que os profissionais de serviços autônomos, como promotores, seguranças, limpeza, carregadores, não fiquem desamparados”, afirmou Breno Augusto Vieira França, diretor.

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 Dividir prejuízos

 Entre as ações propostas por Felipe Guedes, que atua há 14 anos com Eventos, está um movimento que ele denomina “De Mãos Dadas com a Sua Agência”. 

 “Nossa proposta é para que as empresas adotem uma agência para assumirem seus eventos, sem concorrência, por um período mínimo de 10 meses. Este movimento ajudará nos custos fixos da agência, que poderá dar melhores negociações aos clientes, já que todos nós sabemos que o custo das concorrências está cada vez mais alto para as agências. É uma forma de manter a economia funcionando, as pessoas trabalhando, os clientes passando segurança para suas agências e elas, por sua vez, entregando um excelente resultado”, sugere.

Outra sugestão é reduzir os prazos de pagamento já praticados pelo mercado. “Nosso mercado já trabalha com toda a cadeia prejudicada pelos prazos estendidos, que passaram a ser normais dentro do setor e chegam a 180 dias. Diante dessa situação sem precedentes, queremos pedir que as empresas clientes não paguem nenhum projeto acima de 30 dias nos próximos 12 meses, para que agências não tenham que ter mais desgaste interno para executar eventos”, propõe.

E enfatiza: “Voltar e reerguer vai ser um desafio que não vai acabar em 2020. Se o cliente não ajudar, a agência não vai funcionar e o mercado vai estar desabastecido na entrega dos eventos. Teremos agências fechando no próximo mês e, lá em julho ou agosto, as que sobreviverem não terão condições de participar de concorrências para entregar trabalhos de qualidade pois mal conseguirão equilibrar o prejuízo. Se o mercado e os clientes não derem as mãos agora, todos vão sair perdendo”, finaliza Guedes.

Iniciativas buscam receita para ajudar freelancers do mercado de eventos

Vaquinha dá direito a sorteio de uma scooter

Com o cancelamento de todos os eventos nos próximos meses os profissionais do setor, que estão completamente desamparados, buscam por meio de iniciativas próprias obter recursos para enfrentar a crise do covid-19. 

Ações entre amigos são as primeiras soluções que aparecem nas redes sociais.

 Em uma delas realizada pelo grupo Clube da Produção com apoio da plataforrma Bukjob todas as doações concorrem ao sorteio de  uma SCOOTER CITYCOCO 1500W BATERIA 20Ah INGLATERRA H6, a ser realizado no dia 09 de julho de 2020.

Segundo a Bukjob  a finalidade desta campanha é de angariar recursos financeiros para os produtores freelancers, pertencentes ao mercado de eventos corporativos. É uma iniciativa de produtores independentes ligados ao grupo Clube da Produção. O prêmio oferecido ao final da campanha, é uma forma de incentivar as doações.

Um lembrete, os profissionais que quiserem receber as doações podem se cadastrar no site Bukjob clicando aqui.

Caberá a cada produtor, o equivalente a 75% das doações que ele conseguir gerar no site, cabendo ao doador indicar o nome do produtor antes de finalizar a contribuição.

Para ajudar os produtores e concorrer a uma scooter eletrica clique aqui

Os organizadores colocaram à disposição um canal de contato para dúvidas pelo e-mail [email protected]

Ajude 1freela

Outra iniciativa em apoio aos freelancers surgiu no facebook. Ajude 1freela

Em seu manifesto o grupo lembra a atual conjuntura brasileira e a importância do apoio aos milhares de profissionais de eventos neste momento:

"Somos 38 milhões de brasileiros na informalidade, mais de 12 milhões de desempregados, e esse número deve subir para 20 milhões até o final da crise. Não existe outra escolha: ou saímos desta juntos, ou encaramos juntos um colapso social.

Por isso, nós profissionais de eventos, que ainda conseguimos nos manter, estamos criando este movimento para suportar quem ficou sem trabalho.

Somos um coletivo social espontâneo, cujo único objetivo é levar dignidade e subsistência aos profissionais desamparados.

Buscamos todos que possam investir tempo e recursos, sejam parceiros, fornecedores, clientes e até outros profissionais de eventos que queiram participar da causa.

Vamos usar a criatividade, a disposição e a solidariedade que colocamos em cada evento de sucesso realizado no Brasil para botar de pé este acontecimento, que poderíamos encarar como um show, um congresso, uma convenção de humanidade.

E vamos garantir que tantas pessoas que foram vitais para que eventos cumprissem sua meta, indo quase sempre muito além do esperado, recebam agora um apoio básico. A ideia não é repassar dinheiro, mas, pagar boletos, comprar cesta básica, garantir serviços essenciais e levar ajuda informativa ou psicológica.

Vamos segurar firme a mão dos colegas freelancers, dos que estão desempregados pela crise, no meio desta turbulência. E, quando isto passar, teremos mostrado mais uma vez a força, o comprometimento, a união e o tamanho do afeto que nos move e faz este mercado e este país valerem a pena"

Vaquinhas para ajudar os produtores

A  SAB (Supplier Alliance Brazil) - aliança de fornecedores e prestadores de serviços para eventos formado pela R1 Audiovisual, Tes Cenografia, 42 Labs, Prime Geradores, Shift Mobilidade, Cia do Tomate e Quik Park se uniram para criar uma vaquinha virtual. É um  site de arrecadação para ajudar os freelances do mercado de eventos durante a crise provocada pela pandemia do Coronavírus.

Para ajudar produtores pode fazer o depósito diretamente por intermédio do site

A iniciativa da  SAB (Supplier Alliance Brazil) anunciada por Juan Pablo de Vera, head do Grupo R1 pretende dar algum suporte para uma classe formada por milhares de profissionais que neste momento de crise está sem nenhuma proteção.  "São grandes profissionais nos mais diversos níveis de atuação, pessoas que estão disponíveis constantemente, 24h se necessário, para que nossa indústria entregue os eventos corporativos e ativações ao mercado com alto padrão de qualidade. Esperamos que esta iniciativa seja seguida por outras pois este é o momento de mostrarmos solidariedade e união", ressalta Juan.

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