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Fundação Toyota comemora avanços na conservação da biodiversidade na Semana do Meio Ambiente

Por: Redação 7 de Junho de 2017

Na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado todo dia 5 de junho, a Fundação Toyota do Brasil comemora avanços e resultados positivos em seus projetos de conservação da biodiversidade.

No fim de 2016, o projeto Toyota APA Costa dos Corais ganhou reforço com o Instituto Biota de Conservação, que desenvolve pesquisas para proteção da fauna e da flora e a conservação de mamíferos aquáticos e das tartarugas marinhas. No último período reprodutivo, que foi de setembro de 2016 a março de 2017, a entidade registrou 131 ninhos e 1300 filhotes soltos ao mar em um trecho de apenas um quilômetro de praia em Maceió, região que tem grande potencial para ser uma das que mais recebem tartarugas para desova no Brasil.

Em três anos, o Instituto Biota registrou um aumento de 155% no número de ninhos nas praias monitoradas. Segundo Bruno Stefanis, diretor executivo do Instituto Biota, recém monitorada, ainda é preciso realizar pesquisas e ampliar o monitoramento. “Ainda precisamos realizar mais pesquisas e ampliar nosso monitoramento. Mas de acordo com nossos estudos é bem possível que daqui alguns anos teremos o maior número de desova de tartarugas por quilometro de praia do atlântico sul”.

De acordo com Stefanis, em cada ninho é possível encontrar até 120 ovos e cerca de 70% nascem. No entanto, de cada mil filhotes que nascem somente um ou dois conseguem atingir a maturidade.  Mesmo quando se tornam juvenis e adultos são inúmeros os obstáculos que enfrentam para sobreviver. Além dos predadores naturais, a pesca incidental com redes e anzóis é uma das principais ameaças à população da espécie. Presas nos diversos tipos de redes e anzóis, não conseguem subir à superfície para respirar e acabam morrendo asfixiadas. O trânsito de veículos nas praias de desova e a destruição do habitat para desova pela ocupação desordenada do litoral também são um risco para as tartarugas marinhas.

A instalação de luzes artificiais desorientam os filhotes, que seguem para a direção oposta ao mar e se tornam presas fáceis. Não menos importante, a poluição dos oceanos é outro grande perigo. “As tartarugas acabam confundido o lixo que chegam as praias com alimento. Ingerindo embalagens como o plástico o animal corre risco de morrer por inanição, já que algumas tartarugas simplesmente param de se alimentar porque sentem o volume “indigesto” no estômago”, explica Stefanis.

A caça para fabricação de produtos e a coleta dos ovos para consumo já são menos frequentes, mas em alguns locais essas práticas são mais uma dificuldade para a vida dessa espécie.

As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil continuam ameaçadas de extinção, segundo critérios da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção e da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Das cinco que ocorrem no Brasil, quatro desovam no litoral alagoano: A tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea), cabeçuda (Caretta caretta,  e a verde (Chelonia mydas).

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