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Eu preciso falar de marcas

Por: 0 9 de Julho de 2013

Hoje, um vazio percorreu minha cabeça. Não tinha o que falar. Na verdade, pela primeira vez, pensei ter dito tudo que podia a respeito do que nos envolve, nos angustia, nos desmotiva... Sabe, um daqueles dias em que o melhor é calar e não dizer nada? Pois é. O dia era hoje. Falar do cliente, da profissão, do mercado, do Congresso, da Comunicação? O que, meu Deus? De marcas? Pois então, as marcas é que me deixam confuso. Mas, foi pensando em marcas, e na essência do sentimento que nos leva a querer coisas e sentir as marcas, que escrevi esse texto.

Se algo nos marca, queremos dividir, compartilhar. Não é assim? Queremos deixar marcas na vida, por isso marcas nos seguem.. e nós as seguimos, quando elas nos falam a que vieram, se mostram próximas, viram motivação. E foi pensando em marcas que lembrei de coisas. As marcas ganharam vida em Cannes e como bem disse o Flavio Medeiros, diretor de Criação da Heads do Rio de Janeiro, num texto brilhante seu no Face, ao analisar o que ficou para ele de Cannes: “As palestras e seminários se contradiziam e tentavam se complementar: tecnologia x ideia, o que é mais importante? E o que eu dei como sólido até o ano passado, "marcas precisam de causas", se desmanchou no ar... Ficou como lição desse ano o COMPARTILHAMENTO... Seja o compartilhamento de um órgão (Imortal Fans), seja o compartilhamento tradicional no YouTube (Beauty Sketches, o viral mais dividido de todos os tempos com quase 56 milhões de views). E mesmo no caso do filme-sensação, Dumb Ways to Die, vale o compartilhamento...” (Flavio Medeiros). Pois eu me perdi nesse texto, que me marcou, e, em resposta, disse que compartilhava parte significativa dele, porque as marcas têm que ser vivas, reais na sua essência para serem mais que um motivo de consumo, elas precisam ser motivo de sentido e sensações, algo que se queira, de fato, compartilhar, na nossa vida, ou em cartazes, onde possamos escrevê-las e mostrá-las com algum sentido, palavra, aqui, no seu duplo sentido. Porque marcas que fazem sentido nos movem. Nos levam a escrever, a falar e a dizer coisas sobre elas. Até mesmo a vivê-las, como o Promoview, uma marca em minha vida. Marcas como a Ampro, que nos une em torno de ideias de mercado, do nosso time, que nos leva a torcer, da roupa que vestimos, do carro que nos leva a lugares (alguns são marcas), do restaurante em que comemos, do telefone que falamos, da TV que assistimos... da vida que levamos. Ah!, e as marcas do coração que, às vezes, nos levam ao movimento, e, outras, à letargia. Hoje, as marcas me tocaram a escrever, porque, como forças vivas, me disseram: Vem, vem pra cá! Quem sabe as marcas não entendam meu recado: Marcas que não tocam não vendem. Marcas que não vendem, morrem. E se em qualquer dia o silêncio te tocar, procure uma marca, uma razão, para sair dele. Se for difícil, venha ler esse texto que, espero, deixa alguma marca em você também.  

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