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Aldo Rebelo quer mais voluntários para eventos esportivos

Por: 0. 10 de Maio de 2013

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, aproveitou o 12º Fórum de Comandatuba, um dos principais eventos empresariais do País, realizado no litoral Sul da Bahia, para pedir aos 320 empresários e executivos participantes para disponibilizar voluntários para a Copa do Mundo de 14 e os Jogos Olímpicos de 16. "Nós queremos ter um milhão de voluntários apenas na Copa", disse o ministro. "Se cada empresa puder mobilizar seus funcionários e colaboradores para pelo menos uma hora de voluntariado, no sábado, no domingo ou em dia de jogo, já será uma contribuição importante". O Governo Federal já fez uma seleção prévia de cerca de sete mil voluntários para a Copa das Confederações, competição que acontecerá de 15 a 30/06. E abrirá no segundo semestre a inscrição para quem quiser atuar na Copa do Mundo de 14. Enquanto isso, a Fifa também tem um programa próprio de voluntariado para os dois eventos. Para Aldo Rebelo, a intenção, ao ter muitos colaboradores nas 12 cidades do Brasil que serão sede de jogos do Mundial de 14, é melhorar a imagem do País. "Serão 600 mil visitantes estrangeiros e três milhões de brasileiros circulando na Copa", argumentou o ministro. "Não queremos que essas pessoas sejam apenas respeitadas e toleradas, mas acolhidas com carinho, com sorriso, porque isso será muito importante para elas. Talvez seja a lembrança mais grata que o visitante guardará dos eventos". No evento, Aldo Rebelo também voltou a defender mudanças no calendário de competições do futebol brasileiro - tema que tem causado atritos entre ele e o presidente da CBF, José Maria Marin - e criticou a falta de profissionalização de clubes e federações do País. "Nós somos um País que participou de todas as Copas do Mundo, que ganhou cinco vezes a Copa, que tem os jogadores mais consagrados da história, mas temos apenas 2% do PIB do futebol mundial, enquanto os ingleses tem mais de 30% e os alemães, 23%", disse o ministro. "Nossos clubes perderam a exposição internacional e nós precisamos aproveitar a Copa do Mundo para mudar esse panorama". Aldo Rebelo, no entanto, negou que o ministério queira intervir na administração da CBF, como acusa Marin, mas avisou que o futebol é um tema de "interesse nacional". "A CBF é uma entidade privada e o governo não tem a intenção de intervir, mas o futebol também precisa ser tratado como tema de interesse público", explicou.

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